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Patu

Município brasileiro do estado do Rio Grande do Norte

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Patu é um município brasileiro no interior do estado do Rio Grande do Norte, Região Nordeste do país, distante 349 km a oeste da capital do estado, Natal. Ocupa uma área de 319,129 km², e sua estimativa populacional de 2024, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), era de 11 245 habitantes, sendo o 54º maior em população do Rio Grande do Norte.

Os primeiros habitantes de Patu foram os índios cariris. Em seguida, criadores de gado vindos de Apodi se estabeleceram no local, estimulando seu povoamento e, consequentemente, seu crescimento populacional. O povoado de Patu foi elevado à condição de distrito em 1852, pertencente ao município de Imperatriz (hoje Martins), e desmembrado deste em 25 de setembro de 1890, sendo hoje considerado um centro de zona do Brasil e uma cidade polo para os municípios vizinhos.

Os primeiros habitantes de Patu foram os indígenas cariris. Em seguida, criadores de gado vindos de Apodi chegaram ao local, estimulando o seu consequente povoamento, entre eles o padre Francisco Pinto de Araújo, que, no ano 1718, fez a doação de uma sesmaria, localizada na Serra de Patu, e o capitão Leandro Saraiva de Moura, colonizador da região e proprietário da localidade do sítio Patu de Fora (1742) e do Sítio Boqueirão (1755). Também se destacaram o coronel Antônio de Lima Abreu Pereira, comandante do Regimento de Ordenanças da Ribeira do Apodi, que doou um terreno para a construção de uma capela no alto da Serra do Lima, em 1758, hoje conhecida como o Santuário Nossa Senhora dos Impossíveis, e Geraldo Saraiva de Moura, que fixou residência na Serra de Patu e foi nomeado administrador do patrimônio de Nossa Senhora das Dores, em 1777, após receber uma escritura de doação do capitão Inácio de Azevedo Falcão, que media quarenta por oitenta braças.

Com o passar dos anos, o povoado de "Patu de Dentro" cresceu e foi elevado à categoria de distrito, pela resolução provincial 260, de 3 de abril de 1852, aprovada pela Assembleia Provincial do Rio Grande do Norte e assinada pelo governador da província, José Joaquim da Cunha com o nome "Distrito de Paz de Patu", subordinado ao município de Imperatriz, hoje Martins. Entre as figuras mais importantes do povoado na época estavam o capitão José Severino de Moura, considerado "implantador do distrito", José Severino de Moura Júnior, filho do capitão, e seu sobrinho Raimundo Basílio de Moura, que construiu a primeira residência do povoado e o chefiou durou até o início do período republicano. Em 25 de setembro de 1890, o distrito foi emancipado e elevado à categoria de município, pela lei estadual 53, sancionada por Pedro de Albuquerque Maranhão, primeiro governador do Rio Grande do Norte, e instalado oficialmente em 2 de novembro de 1890. O nome do município, segundo o historiador natalense Luís da Câmara Cascudo, é originário da língua tupi e significa "chapada", "chapada sonora", "planalto", "terra alta" e "serra do estrondo". Posteriormente, foram criados os distritos de Almino Afonso, Messias Targino e Olho-d'Água do Borges e anexados ao município de Patu, todos extintos e elevados à categoria de municípios por leis estaduais. Desde então, o município é constituído apenas pelo distrito-sede. Nos dias de hoje, Patu é uma cidade polo e importante centro comercial de sua região.

De acordo com a divisão do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística vigente desde 2017, Patu pertence à região geográfica imediata de Pau dos Ferros, dentro da região geográfica intermediária de Mossoró. Até então, com a vigência das divisões em mesorregiões e microrregiões, o município fazia parte da microrregião de Umarizal, que por sua vez estava incluída na mesorregião do Oeste Potiguar. Patu está distante 321 km de Natal, capital estadual, e 1 937 km de Brasília, capital federal. Ocupa uma área territorial de 319,129 km² e se limita com os municípios de Caraúbas a norte; Belém do Brejo do Cruz e Catolé do Rocha, ambos na Paraíba, a sul; Messias Targino e Janduís a leste; Rafael Godeiro, Almino Afonso e Olho-d'Água do Borges a oeste.

O relevo do município, com altitudes predominando entre duzentos e quatrocentos metros, é formado pela Depressão Sertaneja, que compreende uma série de terrenos de transição entre o Planalto da Borborema e a Chapada do Apodi, e ainda marcado por várias serras. Patu está situado em área de abrangência de rochas metamórficas que formam o embasamento cristalino, formados há cerca de um bilhão de anos, durante o período Pré-Cambriano, com predominância de granitos e granodioritos.

O tipo de solo predominante é o podzolítico vermelho amarelo equivalente eutrófico, com alto nível de fertilidade, drenagem bastante acentuada, relevo suave e textura média, que pode ser ou não formada por cascalho. Há ainda o luvissolo ou solo bruno não cálcico, o regossolo e os solos litólicos. Esses solos são cobertos por uma formação vegetal de pequeno porte, a caatinga, típica do sertão nordestino, com espécies xerófilas que perdem suas folhas na estação seca, dentre elas o facheiro (Pilosocereus pachycladus), o faveleiro (Cnidoscolus quercifolius), a jurema-preta (Mimosa hostilis), o marmeleiro (Cydonia oblonga), o mufumbo (Combretum leprosum) e o xique-xique (Pilosocereus polygonus).

Patu encontra-se totalmente na bacia hidrográfica do Rio Apodi-Mossoró. Os principais riachos do município são dos Borges, Croatá, Jatobá, Patu de Fora e Tourão. Os maiores reservatórios, com capacidade igual ou superior a 100 000 metros cúbicos (m³) são os açudes de Tourão (9 104 000 m³); Lagoa de Pedra, também chamado de Morada Nova (1 500 000 m³) e Paulista (100 000 m³). O município é servido pelo Sistema Adutor do Médio Oeste, mais especificamente pela Adutora Deputado Arnóbio Abreu, que capta água da Barragem Armando Ribeiro Gonçalves.

Levando-se em conta somente o índice pluviométrico, Patu apresenta características de clima tropical chuvoso com estação seca. Incluindo-se o risco de seca e o índice de aridez, Patu está incluído na área geográfica de abrangência do clima semiárido, definida pelo extinto Ministério da Integração Nacional em 2005. Segundo a Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (EMPARN), que possui dados pluviométricos de Patu desde 1911, o maior acumulado de chuva registrado na cidade em 24 horas chegou a 260 mm em 7 de maio de 1952, seguido por 220 mm em 17 de abril do mesmo ano. Desde novembro de 2019, quando entrou em operação uma estação meteorológica automática da EMPARN na cidade, a menor temperatura registrada foi de 19,1 °C em 12 de outubro de 2020 e a maior alcançou 38,4 °C em 13 de novembro de 2021.

A população de Patu no censo demográfico mais recente, realizado em 2022, era de 11 007 habitantes, com uma densidade demográfica de 34,49 hab/km². Segundo o mesmo censo, a razão de sexo era de 93,27 homens para cada 100 mulheres e 87,15% dos habitantes viviam na cidade. Ainda segundo o mesmo censo, a maioria da população era parda (53,44%), havendo também brancos (39,09%), pretos (7,02%) e minorias de amarelos (0,43%) e indígenas (0,02%). Considerando-se apenas a população igual ou superior a dez anos, 81,2% eram católicos, 14,7% evangélicos, 0,14% seguiam religiões afro-brasileiras (umbanda e candomblé), 2,45% não tinham religião alguma e 0,11% eram espíritas. Outras religiosidades, 1,32%, além de 0,06% sem declaração. Em relação ao censo de 2010, a população do município encolheu 7,98%.

O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH-M) do município é considerado médio, de acordo com dados do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento. Segundo dados do relatório de 2010, divulgados em 2013, seu valor era de 0,618, sendo o 60º maior do Rio Grande do Norte e o 3 735 º do Brasil. Considerando-se apenas o índice de longevidade, seu valor é 0,768, o valor do índice de renda é 0,599 e o de educação 0,518. De 2000 a 2010, a proporção de pessoas com renda domiciliar per capita de até 140 reais reduziu em 35,2%. Em 2010, 66,6% da população viviam acima da linha de pobreza, 17,9% entre as linhas de indigência e de pobreza e 15,4% estava abaixo da linha de pobreza. No mesmo ano, os 20% mais ricos eram responsáveis por 55,07% do rendimento total municipal, valor quase dezenove vezes superior à dos 20% mais pobres, que era de 2,96%.

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