Paula Renata Marques Pequeno (Brasília, 22 de janeiro de 1982) é uma jogadora de voleibol brasileira, bicampeã olímpica (Pequim 2008 e Londres 2012), que jogou no voleibol de quadra por último no Osasco Audax. Em 2019, depois de sair do confinamento do reality show Power Couple que é exibido pela RecordTV, ela resolveu sair do voleibol de quadra e ir para o vôlei de praia. Foi uma atacante que exerceu a função de ponteira/passadora, tanto em clubes quanto pela Seleção Brasileira. Paula foi eleita por duas vezes a melhor jogadora de voleibol feminino do mundo (2005 e 2008). A única atleta brasileira a conquistar o título de MVP (melhor jogadora) de uma edição dos jogos Olímpicos.
O vôlei entrou na vida de Paula por influência de sua mãe e de seu irmão, que eram jogadores. Começou sua carreira nas quadras em sua cidade natal, Brasília, no clube Asbac. Em 1995 se transferiu para São Paulo para jogar no Nestlé, onde atuou com várias estrelas do voleibol feminino como Ana Moser.
Foi no Finasa/Osasco, clube que defendeu há nove anos, que Paula conseguiu os seus principais resultados, como o tricampeonato da Superliga, títulos estaduais e até internacionais.
Pela seleção brasileira, ganhou sua primeira chance em 2002, quando algumas das principais jogadoras do país deixaram o time em protesto contra o técnico Marco Aurélio Motta. Campeã mundial juvenil no ano anterior, Paula esteve presente no Mundial de 2002, quando o Brasil terminou em sétimo lugar.
Mesmo após a queda de Motta, em 2003, Paula continuou sendo chamada. A atleta era nome certo no grupo que disputaria as Olimpíadas de Atenas, em 2004, mas uma lesão no ligamento cruzado do joelho esquerdo a poucos meses dos Jogos na Grécia tirou-a da competição. Paula teve de assistir pela TV a Seleção Brasileira sendo surpreendida pela frieza da Seleção Russa na semifinal da Olimpíadas de Atenas. Naquela época muitos críticos do vôlei disseram que se Paula estivesse em Atenas teria feito aquele único ponto que faltava para a equipe brasileira vencer o 4° set, o que não passa de pura adivinhação.
O ano de 2005 marca a volta de Paula para a seleção feminina de vôlei, que conquistou na ocasião o título do Grand Prix, vencendo a final contra as italianas num eletrizante jogo vencido apenas no tie-break. Paula foi eleita naquele ano a melhor jogadora do mundo (MVP). Além do Grand Prix 2005, Paula disputou o Montreux Volley Masters vencendo a China que era a atual campeã olímpica. No final da temporada, a atleta anunciou que estava grávida. Assim, ficou outro ano afastada da seleção.
Após o nascimento da filha, Mel, Paula passou a treinar duro para conquistar uma vaga na equipe que disputaria o Mundial no Japão, em 2006. Mesmo sem ritmo de jogo, ela foi convocada pelo técnico José Roberto Guimarães. No torneio, Paula atuou pouco, mas teve papel fundamental na concentração do time que conquista do vice-campeonato mundial, no qual a Seleção Brasileira mais uma vez foi surpreendida pela Seleção Russa.
Em 2007 disputou os Jogos Pan-Americanos, obtendo o vice-campeonato e a medalha de prata, após uma derrota para as rivais cubanas num emocionante jogo decidido apenas no tie-break. Paula foi o destaque da partida com 21 acertos. Em novembro do mesmo ano disputou a Copa do Mundo de Vôlei no Japão faturando a medalha de prata.
Na temporada de 2008 pela seleção brasileira, conquistou o bicampeonato do Grand Prix que serviu como treino para serem feitos os últimos ajustes para os Jogos Olímpicos de 2008. Depois de algumas semanas Paula sagrou-se campeã olímpica, com a vitória na final sobre a Seleção Norte Americana, em campanha notável na qual a seleção brasileira perdeu apenas um set durante todo o campeonato. Foi premiada como a melhor jogadora do torneio olímpico de voleibol (MVP) estando entre as dez melhores jogadoras em todos os fundamentos do voleibol e entre as dez maiores pontuadoras do torneio.
Encerrando a temporada de 2008 pela seleção brasileira Paula conquistou a medalha de ouro na primeira edição do Torneio de Voleibol Final Four em Fortaleza - Brasil.
Em 2009 a vida de Paula é novamente marcada pela uma nova lesão no joelho esquerdo. Após conquistar o vice-campeonato da Superliga, Paula é submetida a mais uma cirurgia no joelho que a deixou afastada das quadras por três meses. Consequentemente Paula ficou de fora das convocações da Seleção Brasileira para a Copa Pan-Americana, Montreux Volley Masters e Grand Prix.
Na temporada de 2010, Paula se apresentou tardiamente aos treinos da Seleção Brasileira por conta das finas do Campeonato Russo. Chegou ao CT de Saquarema um pouco fora de forma devida a fraca preparação física aplicada na Rússia. Começou então na condição de reseva durante todo o Grand Prix dando lugar a Jaqueline. Na fase final da competição por conta da contusão de Mari, Paula retoma o lugar de titular na partida contra os Estados Unidos mas no 4° set do jogo Paula sofre uma contusão nos ligamentos do tornozelo esquerdo. Precisou então ficar parada durante um mês e passou a ser uma incógnita para o Campeonato Mundial no Japão.
Acabou sendo cortada do Campeonato Mundial, causando uma imensa tristeza de suas companheiras e dos torcedores brasileiros que esperavam ver mais uma vez Paula Pequeno brilhando em quadra.
No ano de 2011, ganhou o ouro nos jogos Pan-americanos, de novo contra as cubanas, mas dessa vez ganhando em outro tie-break
Na Copa do Mundo de Vôlei, foi a estrela do Brasil ao lado de Sheilla, virando quase todas as bolas em que era acionada. O Brasil acabou terminando na 5ª colocação e adiando sua vaga nas Olimpíadas de Londres.
Em 2012, esteve entre as 12 jogadoras que disputaram o pré-olímpico que confirmou o Brasil nos Jogos Olímpicos de Verão de 2012. Disputou o Grand Prix de 2012, em que o Brasil foi vice-campeão, sendo superado pelos EUA. Foi a brasileira mais bem colocada nas estatísticas de recepção, a 3ª maior pontuadora brasileira, 2ª melhor atacante e 2ª melhor defensora.
Em Londres 2012,começou como titular mas acabou perdendo sua titularidade para Fernanda Garay, mesmo assim assegurou o seu bicampeonato olímpico.
Paula Pequeno iniciou sua carreira em clubes em 1994 pelo então time juvenil do ASBAC-DF (Associação dos Servidores do Banco Central do Brasil Distrito Federal), onde jogou por três anos. Em 1997, se transferiu para o estado de São Paulo onde defendeu o Leite Moça/Sorocaba e mais tarde em 1998 defendeu o Dayvit, ambos times então pertencentes a categoria adulta.