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Paulo César Carpegiani

Futebolista brasileiro

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Paulo César Carpegiani (Erechim, 7 de fevereiro de 1949) é um ex-treinador e ex-futebolista brasileiro que atuava como volante.

Como jogador, atuou por Internacional e Flamengo, além da Seleção Brasileira. Como treinador, destacou-se ao comandar o Flamengo na série multicampeã de 1981 e 1982 e, mais tarde na Seleção Paraguaia durante a Copa do Mundo FIFA de 1998.

Considerado ídolo do Internacional, Carpegiani participou do bicampeonato brasileiro, em 1975 e 1976, e do octacampeonato gaúcho que o clube conquistou entre os anos 60 e 70. Ao lado de Falcão e Caçapava, formou nesse período um trio de meio-campo que entrou para a história do futebol brasileiro.

No Flamengo, sua incorporação a um elenco jovem e promissor — onde já figuravam estrelas como Zico e Júnior —, juntamente com a do goleiro Raul Plassmann, é considerada um marco na afirmação da equipe que, com ele no meio-campo e a braçadeira de capitão, conquistaria o tricampeonato carioca (1978, 1979 Especial e 1979 Regular), além do primeiro Campeonato Brasileiro do clube (1980).

Por alguns anos, foi um dos proprietários do RS Futebol Clube (atual Pedrabranca), função que abandonou em 2007 para retomar a carreira de treinador. O grande destaque do clube até hoje foi ter revelado o zagueiro Thiago Silva, titular da Seleção Brasileira nas Copas do Mundo de 2014, 2018 e 2022.

Nascido no nordeste do Estado, Paulo César estava sendo esperado no Grêmio quando o carro que o levava enguiçou na estrada. Carpegiani voltou para sua cidade e não falou mais com os dirigentes tricolores. Dois dias depois, uma segunda-feira, pegou o ônibus em Erechim rumo à capital. Pegou um táxi, mas se enganou de roteiro e foi parar no Estádio dos Eucaliptos, onde permaneceu.

Conhecido no Inter como Paulo César, começou a jogar na equipe principal em 1970. Adotou o nome Carpegiani na Copa de 1974, para não haver confusão com o outro famoso Paulo Cézar, o Caju. Como não tinha vaga no meio, jogou de volante. Foi titular do time até 1976, sempre como um dos principais jogadores do time.

Ao lado de Falcão e Caçapava, formou no Internacional um trio de meio-campo que entrou para a história do futebol brasileiro. Carpegiani participou de sete dos oito títulos do Campeonato Gaúcho que o Inter faturou de 1969 a 1976. Além disso, foi bicampeão brasileiro nos anos de 1975 e 1976. Uma de suas melhores partidas pelo Internacional foi a vitória por 2 a 0, em pleno Maracanã, pelas semifinais do Campeonato Brasileiro de 1975, sobre o Fluminense, que até então era conhecido como A Máquina Tricolor.

No dia 7 de março de 1977, foi anunciada a venda de Paulo César por 5,7 milhões de cruzeiros para o Flamengo, ficando ao lado de Júnior, Zico, Adílio e Andrade, conquistando o Campeonato Carioca de 1978, o primeiro campeonato do estado do Rio de Janeiro (chamado Campeonato Carioca Especial de 1979), o Campeonato Carioca Regular de 1979 e o Campeonato Brasileiro de 1980.

Uma lesão no joelho o obrigou a encerrar a carreira. Carpegiani já havia feito uma operação no menisco em 1975, e não conseguiu jogar mais após os 31 anos. No total pelo rubro-negro, o volante realizou 223 jogos, com 136 vitórias, 57 empates e 30 derrotas; marcou 12 gols.

Substituindo Clodoaldo, Carpegiani foi titular do Brasil na Copa do Mundo de 1974, realizada na Alemanha Ocidental.

Inicialmente um meia armador, consagrou-se como um segundo volante que saía pro jogo. Possuía dribles curtos e objetivos, com um bom poder de marcação e, principalmente, um passe longo de altíssima precisão.

Em 1981, aposentado como atleta, começou a carreira de técnico. Na final da Copa Libertadores da América daquele ano, conquistada após o Flamengo vencer o Cobreloa, Carpegiani foi muito criticado por admitir que havia mandado o atacante Anselmo entrar em campo apenas para dar um soco no zagueiro do time adversário, o chileno Mario Soto. No entanto, quem acabou entrando em campo foi o atacante Chiquinho.

No comando da Seleção Paraguaia, montou um time que ganhou respeito, principalmente pelo setor defensivo, que contava com o goleiro José Luis Chilavert, o lateral-direito Francisco Arce (que atuou por Grêmio e Palmeiras) e uma dupla de zaga com Celso Ayala e Carlos Gamarra. Este último no auge da forma, não cometeu uma falta sequer na Copa do Mundo FIFA de 1998, algo excepcional para um zagueiro. O Paraguai chegou até às oitavas de final, perdendo para a campeã daquela edição, a França.

A boa campanha com o Paraguai o credenciou a assumir como técnico do São Paulo no ano de 1999. No entanto, a passagem não foi muito bem sucedida pelo clube e acabou marcada pelo afastamento do goleiro reserva Roger, devido ao fato dele ter posado nu para uma revista.

No ano de 2000, dezenove anos após a conquista da Copa Intercontinental de 1981, Paulo César Carpegiani assumiu mais uma vez o comando do Flamengo. Uma campanha pautada na regularidade fez do time rubro-negro finalista da Taça Guanabara de 2000, contra o rival Vasco da Gama. No entanto, o time de São Januário contava com o recém-egresso do clube, Romário e o time de Paulo César, havia perdido de última hora a sua estrela principal, o polivalente Athirson.

O resultado daquele jogo foi desastroso, o Flamengo perdeu por cinco tentos á um, e Carpegiani foi responsabilizado pela escalação do zagueiro Fabão em lugar de Athirson. Com isso, a continuidade do trabalho de Carpegiani foi comprometida e o técnico foi demitido pela diretoria da gestão Edmundo dos Santos Silva.

Nos anos seguintes, passou ainda por Atlético Paranaense e Cruzeiro, além de ter treinado também a modesta Seleção do Kuwait entre 2003 e 2004.

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