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Paulo Roberto Falcão

Futebolista brasileiro

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Paulo Roberto Falcão (Abelardo Luz, 16 de outubro de 1953) é um ex-treinador, comentarista esportivo, jornalista, coordenador esportivo e ex-futebolista brasileiro que atuava como volante.

Notabilizou-se como o líder da vitoriosa trajetória do Internacional na década de 1970, com três conquistas do Campeonato Brasileiro, sendo um deles de forma invicta. É tido como um dos maiores volantes da história da Seleção Brasileira e do futebol mundial, pois agregava técnica no drible, controle de bola e qualidade na finalização.

Estreou como jogador profissional no Internacional em 1973, e passou a ser titular com a saída de José Luiz Carbone para o Botafogo. Rapidamente destacou se comandando o clube gaúcho na campanha em que o Inter conquistou os Campeonatos Brasileiros de 1975, 1976 e 1979, além de ter ganho cinco estaduais (1973, 1974, 1975, 1976 e 1978). Jogador de técnica brilhante e de estilo clássico e elegante, é considerado até hoje um dos maiores ídolos da história do clube.

Falcão conquistou duas vezes a Bola de Ouro da revista Placar como melhor jogador dos Campeonatos Brasileiros de 1978 e 1979. Neste segundo ano, alcançou maior nota da história da Bola de Ouro (9.20).

Sua última partida pelo Internacional foi a final da Copa Libertadores da América de 1980, em que o Colorado perdeu por 1 a 0 para o Nacional.

Foi contratado pela Roma no dia 10 de agosto de 1980, pelo valor de um milhão e meio de dólares, e permaneceu no clube italiano até 1985. Estreou pelos Giallorossi num amistoso contra o seu antigo time, disputado em 29 de agosto do mesmo ano, em que a Roma e o Inter empataram em dois gols. Já no Campeonato Italiano, Falcão estreou no dia 19 de setembro, numa vitória por 1 a 0 contra o Como.

Falcão também passou a ser uma das grandes figuras da história da Roma pelos títulos ganhos e pelo destaque em campo, ao lado de ídolos locais como Bruno Conti e Roberto Pruzzo. Em sua primeira temporada na equipe, o volante foi vice-campeão italiano. Em seguida conquistou duas Copas da Itália (1980–81 e 1983–84) e, principalmente, o Campeonato Italiano da temporada 1982–83, acabando com um jejum de 41 anos do time romano. Por duas vezes (1980–81 e 1981–82), Falcão conseguiu a segunda maior nota média da Serie A entre os estrangeiros, de acordo com a revista Guerin Sportivo, ambas atrás do holandês Ruud Krol, do Napoli. Já em 1982–83, o brasileiro obteve a maior média entre os estrangeiros do Campeonato. Na temporada 1983–84, ficou em terceiro, atrás do compatriota Zico, da Udinese e do francês Michel Platini, da Juventus.

Por conta das boas atuações, foi apelidado de "Il Divino" e "l'ottavo re di Roma" pela torcida romana. Em 1984, Falcão recebia o maior salário do futebol italiano: 100 milhões de liras por mês.

Na temporada 1983–84, o jogador ajudou a Roma a alcançar a final da Taça dos Campeões Europeus (atual Liga dos Campeões da UEFA), que foi disputada em Roma. Na ocasião, sua equipe foi derrotada pelo Liverpool na disputa por pênaltis. A partir daí, começaram as críticas e Falcão foi cobrado por não ter se apresentado para as penalidades. O volante brasileiro justificou: "Na semifinal eu não joguei na ida, e na volta eu tive que levar uma injeção no joelho para entrar em campo. Na final eu também levei injeção para jogar, e o agravante foi que, além dos 90, foram 120 minutos. Já tinham saído os jogadores da Roma e eu tive que ficar. Quando começaram os 30 minutos da prorrogação, já tive dificuldades".

Em 11 de novembro de 1984, num clássico contra a Lazio, válido pelo Campeonato Italiano, Falcão sofreu uma grave lesão no joelho. O brasileiro se operou nos Estados Unidos, mas o período de recuperação se prolongou. O presidente Dino Viola alegou que o jogador deveria fazer um novo exame na Itália, mas Falcão teria preferido se tratar no Brasil. Por conta disso, a Roma entrou na justiça esportiva italiana para romper unilateralmente o contrato do jogador. No total pelo clube romano, o volante disputou 107 jogos e marcou 22 gols.

Contratado pelo São Paulo em 1985, estreou pela equipe no dia 26 de setembro, em um amistoso contra o Internacional que contou com mais de 50 mil pessoas no Morumbi. O jogador conquistou o Campeonato Paulista em dezembro, após o Tricolor vencer a Portuguesa por 2–1, e encerrou sua carreira no ano seguinte.

Falcão representou o Brasil durante 10 anos, entre 1976 e 1986, e disputou duas Copas do Mundo. Também participou dos Jogos Olímpicos de Verão de 1972, quando o Brasil atuou com uma equipe Sub-20.

O volante estreou pela Seleção Brasileira principal no dia 21 de fevereiro de 1976, em um jogo entre o Brasil e um combinado dos times de Brasília. Em 1978, era quase certo que seria convocado para a Copa do Mundo realizada na Argentina, principalmente por fazer parte de listas antigas. Em uma das convocações, Falcão se apresentou dois dias atrasado por problemas médicos e, após o jogo contra a Colômbia, relatou que teria acontecido uma discussão pesada, o que acarretou na sua exclusão da Seleção do treinador Cláudio Coutinho, que preferiu levar Chicão, do São Paulo. Segundo a Placar em 1992, ao perceber que Coutinho não o escalava como titular, Falcão exigiu uma definição e foi dispensado. Quem lhe aconselhou a peitar o técnico foi o goleiro Emerson Leão, que afirmou ter feito o mesmo com Zagallo na Copa do Mundo de 1974.

Em 1982, sob o comando de Telê Santana, fez parte da talentosa Seleção Brasileira que perdeu para a Itália na Copa do Mundo, numa célebre partida válida pelas quartas de final realizada no Estádio de Sarrià, em Barcelona, na Espanha. Falcão foi escolhido o segundo melhor jogador do torneio, atrás justamente do carrasco Paolo Rossi.

Quatro anos depois, novamente convocado por Telê, o volante disputou ainda duas partidas na Copa do Mundo de 1986, realizada no México.

Mesmo sem ter experiência anterior na função, apesar de ter sido auxiliar técnico, em 1990 a CBF tentou repetir com Falcão o sucesso da Alemanha Ocidental, que conquistou a Copa do Mundo tendo Franz Beckenbauer como treinador. Uma pesquisa do SBT mostrou que o nome de Falcão era o segundo favorito do público com 13% da preferência popular, atrás apenas de Pelé, com 18%. No dia 16 de agosto, Ricardo Teixeira, então presidente da CBF, anunciou a contratação de Paulo Roberto Falcão como treinador. Um ano depois, em agosto de 1991, o técnico foi demitido com retrospecto de 15 jogos, cinco vitórias, sete empates e três derrotas (48% de aproveitamento), e ser vice-campeão da Copa América. A cúpula da CBF acusava Falcão de "sumiços, que por inciativa própria, ficava dias sem aparecer na sede da CBF". Falcão alegou que foi pressionado a convocar jogadores do Rio de Janeiro: "Tinha uma história em que, na época, o futebol carioca não estava legal. Então me colocaram assim: 'De repente, entre convocar um jogador de São Paulo e um jogador do Rio, traz o do Rio se os dois tiverem o mesmo peso'. Aí não dá. Eu vou levar não importa de onde".

América do México, Internacional e Japão

Como treinador do América do México, conquistou a Copa Interamericana em 1991 e a Copa dos Campeões da CONCACAF em 1992. Em 1993 assumiu pela primeira vez o comando do Internacional, time que o projetou como jogador profissional e onde é um dos maiores ídolos da torcida. Também esteve no comando da Seleção Japonesa entre 1994 e 1995.

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