Paulo Sérgio de Macedo (Alegre, 10 de março de 1944 – São Paulo, 29 de julho de 1980) foi um cantor, compositor e ator brasileiro, considerado um dos maiores artistas da música romântica do país.
O cantor e compositor capixaba, iniciou sua carreira em 1967 no Rio de Janeiro, com o sonho de ser o novo ídolo da juventude e reconhecido nacionalmente. O valor do repertório musical para a cultura brasileira desse artista pertencente ao segmento de artistas denominados "cafonas" narra situações cotidianas da classe trabalhadora no contexto dos anos da ditadura civil - militar no Brasil. Ainda em meados da Jovem Guarda, movimento musical e cultural da época, Paulo Sérgio lança seu primeiro disco, um compacto simples pela gravadora Caravelle com as músicas Benzinho e Lagartinha. O disco obteve sucesso imediato, vendendo 60 mil cópias em apenas três semanas. Entre setembro de 1967 e dezembro daquele ano, a canção Benzinho ficou entre as mais tocadas nas rádios do Rio de Janeiro e São Paulo.
No ano seguinte, devido à repercussão e ao sucesso do então novato e jovem cantor, a gravadora Caravelle lança o tão sonhado LP intitulado Paulo Sérgio vol 1 com os sucessos "Última Canção", "No Dia em Que Parti", dentre outros. Estima-se que o primeiro álbum alavancado pelo sucesso Última Canção, vendeu aproximadamente 800 mil cópias. Transformando seu intérprete num fenômeno nacional.
A despeito da curta carreira, Paulo Sérgio foi um dos cantores mais populares e queridos do Brasil. Lançou treze álbuns (LP) e algumas coletâneas, obtendo uma vendagem superior a 10 milhões de cópias, em apenas 13 anos de carreira. Paulo Sérgio foi um cantor que nunca conheceu o fracasso e não teve fase de decadência. Ele teve uma morte prematura, aos 36 anos, em decorrência de um derrame cerebral.
Primeiro filho do alfaiate Carlos Beath de Macedo e de Hilda Paula de Macedo, Paulo Sérgio, se não tivesse manifestado desde cedo o intento de tornar-se músico profissional, talvez teria se realizado como alfaiate, haja vista que aos dez anos frequentava a alfaiataria do pai, aprendendo os primeiros segredos da agulha e da tesoura. Porém, a veia artística já se desenhava cedo. Aos seis anos, quando em sua cidade natal Alegre, ES, apareceram as caravanas de artistas de emissoras de rádio do Rio de Janeiro, Paulo Sérgio participou, ao fim do espetáculo, de um miniconcurso de calouros. Foi escolhido o melhor dentre vários concorrentes, passando a ser requisitado como atração especial em todas as festinhas da pequena Alegre.
Após alguns dias, Paulo Sérgio gravou seu primeiro disco um compacto simples, que continha as músicas Benzinho e Lagartinha. Entretanto, a sua afirmação definitiva deu-se com o lançamento, em 1968, do primeiro LP (álbum) disco, denominado Paulo Sérgio - Volume 01, que, alavancado pelo grande sucesso Última Canção, vendeu mais de 800.000 cópias. Paralelo ao sucesso meteórico de Paulo Sérgio, surgiu a acusação de que ele era um imitador do cantor Roberto Carlos, então ídolo inconteste da juventude, dada a semelhança do seu timbre vocal. Como contrapartida, naquele mesmo ano Roberto Carlos lançaria o álbum O Inimitável.
No dia 27 de julho de 1980, Paulo tem uma gravação agendada nos estúdios da TV Bandeirantes em São Paulo no programa Hora do Bolinha do apresentador Edson Cury. Paulo canta em playback dois números de seu mais recente disco e se retira dos palcos timidamente. Lá fora, na saída do Teatro Bandeirantes acontece um incidente que fora o pedestal para culminar em sua morte. Uma mulher se dizendo fã do cantor, começa a xingar Paulo Sérgio e hostilizá-lo. Paulo procura ignorar o fato, afinal ele ainda teria mais duas apresentações em circos diferentes para fazer. Ao arrancar com o seu Camaro de cor gelo, a mulher ainda disposta a atormentá-lo joga uma pedra que quebra o para-brisas do seu carro. Já muito nervoso, Paulo sai do carro para avaliar o prejuízo, até ser convencido por seus acompanhantes a esquecer o ocorrido e partir para os shows. É quando Paulo começa a se queixar de dores de cabeça, mas prefere não ir ao médico. Pede a seu secretário que providencie analgésicos, toma dois de uma só vez e parte para a primeira apresentação que a faz completa. Na segunda apresentação, Paulo ao cantar a quinta música, pede desculpas ao público, diz estar se sentindo mal, com fortes dores de cabeça e que por isso irá se retirar do palco, mas que pretende terminar aquela apresentação numa próxima oportunidade. Aquela promessa jamais seria cumprida. No camarim, Sérgio cai desmaiado devido a um derrame cerebral e é levado às pressas até o já extinto Hospital Piratininga, na Estrada de Itapecerica, Zona Sul de São Paulo. Devido às condições do estabelecimento, Paulo é encaminhado para o Hospital São Paulo, na região do Ibirapuera. Lá, entra em coma profundo e os médicos dizem que somente um milagre poderia salvar sua vida. Na tarde de terça-feira, 29 de julho de 1980, as condições clínicas de Paulo Sérgio se agravam ainda mais e às 20h30, os médicos constatam morte cerebral.[carece de fontes?]
O cantor só tinha 36 anos, estava no auge do sucesso. Gravou 13 lps e vendeu mais de 10 milhões de discos. Seu corpo foi levado para o cemitério de Vila Mariana em São Paulo e foi velado durante a madrugada e manhã de quarta-feira. No velório em São Paulo, artistas como Waldirene, Marcos Roberto, Celso Ricardi, Cláudio Fontana, Jerry Adriani, Benito di Paula, Chrystian, Djalma Pires, Edith Veiga, Ed Lincoln e os apresentadores: Edson Bolinha Cury (morto em 1998) e Carlos Aguiar (morto em 1995), foram se despedir do amigo pela última vez.
No fim da manhã de quarta-feira, 30 de julho de 1980, seu corpo foi levado para o cemitério do Caju no Rio de Janeiro a pedido de seus pais, que residiam naquela cidade e achavam melhor que Paulo Sérgio fosse ali sepultado. Às 16:30, foi enterrado ao som de Última Canção, cantada pelas mais de 150 mil pessoas que acompanharam emocionadas a cerimônia. A Rede Globo fez a cobertura ao vivo sobrevoando o trajeto do corpo do cantor, desde a saída de São Paulo até a chegada ao Rio de Janeiro.
Estiveram presentes em seu velório no Rio de Janeiro: Agnaldo Timóteo (morto em 2021), Antônio Marcos (morto em 1992), Zé Rodrix (morto em 2009), José Roberto e Renato Aragão, este último muito amigo e fã declarado de Paulo Sérgio.
Roberto Carlos não pôde comparecer, mas enviou uma enorme coroa de flores com os seguintes dizeres: “Meu coração está em luto pois morreu meu grande ídolo”. No final da década de 80, Paulo Sérgio foi homenageado através do histórico LP: Paulo Sérgio & Amigos, um lançamento especial da gravadora Copacabana em parceria com o SBT. No disco póstumo, foram feitas junções das vozes de Paulo Sérgio com os maiores expoentes da MPB na época, como: Antônio Marcos, Wanderley Cardoso, Jerry Adriani, Perla, Chitãozinho & Xororó, Ângelo Máximo, Jair Rodrigues, entre outros a emocionante participação do próprio filho de Paulo Sérgio então com 12 anos, cantando a música: Quero ver você feliz (Meu filho). Foram feitas modificações na letra original pelo compositor Carlos Roberto para que pai e filho pudessem cantar juntos. O disco foi um projeto audacioso e inédito no mundo inteiro, vendendo mais de dois milhões de cópias e ganhou vários discos de ouro e de platina. Na época, o LP foi feito exclusivamente para ajudar Rodrigo que passava por problemas financeiros e todos os artistas participantes cederam seus direitos à criança.[carece de fontes?]
Seu nome consta no capítulo inicial e final do livro Eu não sou cachorro não (Ed. Record), de Paulo César de Araújo (2002), que revive a história da música "brega" no Brasil e seu significado. O autor, analisando a grande quantidade de populares que visitam ou que gostariam de visitar o túmulo de Paulo Sérgio, afirma que "é possível chegar à conclusão de que estamos diante de um fenômeno: o fenômeno Paulo Sérgio", concluindo em seguida que "este fenômeno por si só já revela o fosso que separa a memória de grupos sociais marginalizados da memória nacional dominante. Revela ainda os limites do processo de “enquadramento da memória”, referido por Michael Pollak."