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Pedro Ludovico Teixeira

Jornalista, médico e político brasileiro. 49º e 56º governador de Goiás, criador da capital estadual, Goiânia

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Pedro Ludovico Teixeira (Goiás, 23 de outubro de 1891 — Goiânia, 16 de agosto de 1979) foi um político, médico e jornalista brasileiro. Ele serviu por quatro vezes como governador e interventor federal de Goiás. Sob sua administração foi iniciada e concluída a construção na nova capital Goiânia.

Formado pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro (1915). Um dos líderes da Revolução de 1930, em Goiás, interventor federal no estado (1930-1933) e governador de 1935 a 1937, foi responsável direto pela mudança da capital de Goiás para Goiânia.

Pedro Ludovico Teixeira fazia parte do núcleo de oposição em Goiás que se esboçava em Rio Verde, Inhumas e Anápolis, contra o poderio político dos Caiado. Pedro Ludovico reuniu um grupo de 120 voluntários de Goiás e do Triângulo Mineiro com a intenção de invadir o sudoeste goiano. Perto de Rio Verde, Pedro Ludovico foi preso pelas tropas caiadistas (4 de outubro de 1930), sendo solto logo que chegou a notícia em Goiás da vitória da revolução.

Pedro Ludovico Teixeira nasceu na município de Goiás, então capital do estado de Goiás, em 23 de outubro de 1891, filho do médico João Teixeira Álvares e de Josefina Ludovico de Almeida.

Formação acadêmica e educacional

Sua educação primária começou em 1897, na Escola de Mestre Nhola. Em 1901, ingressou no Lyceu de Goiás, onde prestou provas para português e francês no ano seguinte. Mudou-se para o Rio de Janeiro, com o intuito de cursar engenharia na Escola Politécnica do Rio de Janeiro, porém com uma semana de estudos, transferiu-se e bacharelou-se na Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Revolução de 1930 e interventoria federal

Retornou a Goiás em março de 1916, fixando residência em Bela Vista, onde começou a clinicar. Em 1917 mudou-se para Rio Verde (GO) e no ano seguinte se casou com Gercina Borges Teixeira. Participou da Revolução de 1930. Em 24 de outubro do mesmo ano foi determinada a sua remoção para a cidade de Goiás, mas durante o percurso veio a notícia da vitória da revolução. Assim, Pedro Ludovico chegou ao destino não mais como prisioneiro, mas para assumir a liderança de um movimento vitorioso e o governo provisório do estado. Em 21 de novembro, foi nomeado interventor em seu estado.

Em 1933 foi decidida a reconstitucionalização do país, e Ludovico tomou parte ativa na criação do Partido Social Republicano (PSR), que viria a preencher todas as cadeiras da representação goiana na Constituinte de 1934. Em 1935, seguindo as normas da Constituição federal votada no ano anterior, reuniu-se a Assembleia Constituinte do estado de Goiás, que o elegeu governador.

Interventoria federal e Estado Novo

Em novembro de 1937, com a implantação do Estado Novo, permaneceu à frente do governo estadual, mais uma vez como interventor.

No início de 1945, momento de crise do Estado Novo e surgimento de novos partidos políticos, participou intensamente da criação do Partido Social Democrático (PSD), do qual foi presidente do diretório em seu estado. Cinco dias após a queda de Getúlio Vargas, foi substituído na interventoria, depois de 15 anos consecutivos à frente do Executivo estadual, pelo Presidente do Tribunal de Justiça de Goiás, Eládio de Amorim.

Em dezembro de 1945, foi eleito senador na legenda do Partido Social Democrático para um mandato de oito anos e, dessa forma, tomou parte nos trabalhos da Assembleia Nacional Constituinte de 1946. Membro do diretório nacional desta agremiação política, em 1950 interrompeu seu mandato no Senado para candidatar-se novamente ao governo de Goiás.

Governador eleito diretamente (1951-1954)

Foi eleito no pleito de 3 de outubro do mesmo ano, pela coligação entre o PSD e o Partido Trabalhista Brasileiro (PTB). Empossado em janeiro de 1951, governou por apenas três anos e meio, ao fim dos quais renunciou para se desincompatibilizar e novamente candidatar-se ao Senado.

Nas eleições de outubro de 1954, elegeu-se mais uma vez senador na legenda do PSD, com mandato de oito anos. Reeleito em outubro de 1962, novamente com o apoio do PSD e do PTB. Em novembro de 1964, mobilizou homens armados para a defesa do mandato de seu filho Mauro Borges no governo estadual de Goiás, que este ocupava desde 31 de janeiro de 1961. Entretanto, não teve sucesso, pois uma intervenção federal afastou Mauro Borges do governo do cargo no dia 26 de novembro. Permaneceu no Senado até outubro de 1969.

Em outubro de 1965, o Ato Institucional n.º 2 (AI-2), promulgado pelo presidente Humberto Castelo Branco, extinguiu os partidos políticos até então existentes. Com o advento do bipartidarismo, Pedro Ludovico filiou-se ao Movimento Democrático Brasileiro, representando-o na vice-presidência do Senado até 1º de outubro de 1969,quando a junta militar presidida por Augusto Rademaker, que governou o país de 31 de agosto a 30 de outubro do mesmo ano, cassou seu mandato parlamentar com base no Ato Institucional n.º 5 (AI-5). Foi redator do jornal goiano A Voz do Povo e membro honorário da Academia de Letras de São Paulo.

Faleceu em Goiânia no dia 16 de agosto de 1979, quando preparava mais um volume de seu livro Memórias. Havia sofrido um infarto e morreu às 17h30.

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