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Pedro Sánchez

Presidente do governo da Espanha desde 2018

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Pedro Sánchez Pérez-Castejón (Madrid, 29 de fevereiro de 1972) é um economista e político espanhol, atual presidente do Governo da Espanha desde 2018, secretário-geral do Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE) desde 2014 e foi deputado por Madrid nas Cortes Gerais de 2009 até 2018.

Em 2015, foi proclamado candidato à presidência do Governo pelo seu partido. Em 1º de outubro de 2016, depois de desavenças internas no partido, demitiu-se do seu cargo de secretário geral do PSOE. Foi novamente eleito secretário-geral do PSOE depois de um processo de primárias.

Formado em Ciências Econômicas e Empresariais pelo Centro Universitário Real María Cristina de El Escorial e doutorado em Economia e Negócios pela Universidade Camilo José Cela, sua carreira política começou como conselheiro na Ayuntamiento de Madri, uma espécie de Câmara Municipal, uma responsabilidade que ele exerceu entre 2004 e 2009. Deputado no Congresso espanhol nas legislaturas IX e X, em 2014 sucedeu Alfredo Pérez Rubalcaba como chefe do secretário geral do PSOE e, em 2015 e 2016.

Em 1 de junho de 2018, o PSOE convocou uma moção de censura contra o primeiro-ministro Mariano Rajoy, passando com sucesso a moção depois de ganhar o apoio do Unidas Podemos, bem como de vários partidos regionalistas e nacionalistas. Sánchez foi posteriormente nomeado primeiro-ministro pelo rei Felipe VI no dia seguinte. Ele liderou o PSOE para ganhar 38 assentos nas eleições gerais de abril de 2019, a primeira vitória nacional do PSOE desde 2008, embora não tenha alcançado a maioria. Depois do fracasso das negociações para formar um governo, Sánchez obteve novamente o maior número de votos nas eleições gerais de novembro de 2019, formando um governo de coligação minoritária com o Unidas Podemos, o primeiro governo de coligação nacional desde o regresso do país à democracia. Depois de o PSOE ter sofrido perdas significativas nas eleições regionais em maio de 2023, Sánchez convocou eleições gerais antecipadas, que viram o PSOE manter todos os seus assentos; apesar de terminar em segundo lugar, atrás do Partido Popular, Sánchez conseguiu formar novamente um governo de coligação e foi nomeado para um terceiro mandato como primeiro-ministro em 17 de novembro de 2023.

Pedro Sánchez nasceu no bairro madrileno de Tetuán. O seu pai era empregado do setor financeiro e empresário, também era militante socialista. A sua mãe era funcionária da Segurança Social. Fez os seus estudos de bacharelato no Instituto Ramiro de Maeztu de Madrid, no mesmo período em que a rainha da Espanha, Letizia Ortiz Rocasolano. Jogou no Club de Baloncesto Estudiantes até os 21 anos e é fã do Atlético de Madrid.

Em 1990 começou a estudar a licenciatura em Ciências Econômicas e Empresariais na Universidade Complutense de Madrid, licenciando-se em 1995. Em 1993, uniu-se ao PSOE, depois da vitória de Felipe González nas eleições desse ano. Realizou um mestrado em Política Económica da União Europeia pela Universidade Livre de Bruxelas (1997-1998) e um Programa de Liderança para a Gestão Pública pela escola de negócios IESE - Universidade da Navarra.

Começo na política (1998-2003)

Com 26 anos trabalhou como conselheiro no Parlamento Europeu com a socialista Bárbara Dührkop (onde coincidiu com Óscar López) e, mais tarde, como chefe do gabinete do Alto Representante das Nações Unidas na Bósnia, Carlos Westendorp, durante a Guerra do Kosovo. Em 2000, foi um dos delegados no 35º Congresso Federal do PSOE, no qual saiu José Luis Rodríguez Zapatero como secretário geral e José Blanco como secretário de Organização. Rodear-se-ia Sánchez de colaboradores como Óscar López e Antonio Hernando, próximos ao secretário de Organização.

Vereador do município de Madrid (2004-2009)

Em 2003, Pedro Sánchez concorreu às eleições municipais na lista do PSOE por Madrid, que era liderada por Trinidad Jiménez. Situado na 23ª posição da lista (apesar das instruções da secretaria federal de Organização, o PSOE de Madrid não quis acatar a resolução e colocou a Sánchez nesse lugar), não conseguiu a vaga de vereador (o PSOE obteve só 21 conselheiros). Somente um ano depois que conseguiu ser conselheiro, logo das demissões de dois companheiros de partido. Transformou-se num componente fundamental da equipe da líder da oposição, Trinidad Jiménez.

Entre 2004 e 2009, foi um dos 320 membros da Assembleia-Geral de Caja Madrid, como representante, proposto pelo PSOE, do Ayuntamiento de Madrid. Ao mesmo tempo, continuava a trabalhar com Blanco, especialmente em tarefas relacionadas com os processos eleitorais, como as eleições autonômicas galegas de 2005, nas que o PSdG ganhou oito assentos, o que permitiu a Emilio Pérez Touriño chegar à presidência da Junta da Galícia, ou a tentativa fracassada de Miguel Sebastián de conseguir a prefeitura de Madrid em 2007.

Casou-se em 2006 com María Begoña Gómez Fernández, com a que tem duas filhas. O seu casamento foi oficiado pela sua companheira e naquela altura vereadora do Ayuntamiento de Madrid, Trinidad Jiménez.

Renovou a sua cadeira nas eleições municipais de 2007. Desde a oposição, ocupou responsabilidades nas áreas de Economia, Urbanismo e Habitação.

Nas eleições gerais de 2008 fez parte da candidatura socialista pela circunscrição de Madrid, sem obter cadeira. Desde 2008 e até 2013, Pedro Sánchez foi professor associado de Estrutura Econômica e História do Pensamento Econômico na Faculdade de Ciências Judiciais e Empresariais da Universidade Camilo José Cela de Madrid.

Deputado no Congresso (2009-2011)

Depois da desistência de Pedro Solbes à sua cadeira de deputado em setembro de 2009, ocupou o seu lugar vazio no Congresso dos Deputados, pelo que abandonou o seu lugar como vereador do consistório madrilenho. Durante a sua primeira legislatura como deputado, desempenhou responsabilidades de porta-voz adjunto na Comissão de Política Territorial e foi membro das comissões de Assuntos Exteriores e a Mista de Assuntos Europeus.

Em 2010, os jornalistas parlamentários escolheram-lhe deputado revelação. Nesse mesmo ano trabalhou com Trinidad Jiménez nas primárias nas que se enfrentou, sem êxito, com Tomás Gómez pela candidatura à presidência da Comunidade de Madrid em 2011.

Atividade profissional e doutoramento (2011-2013)

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