Neste Dia

Pedro Simon

Político brasileiro, 35° Governador do Rio Grande do Sul

Anúncio

Pedro Jorge Simon GOMM (Caxias do Sul, 31 de janeiro de 1930) é um advogado, professor e político brasileiro filiado ao Movimento Democrático Brasileiro (MDB), do qual é um dos fundadores. Foi ministro da Agricultura durante o governo Sarney, por indicação de Tancredo Neves. Pelo Rio Grande do Sul, foi eleito governador, bem como senador e deputado estadual, ambos por quatro mandatos. Iniciou a sua carreira política como vereador de Caxias do Sul. Foi coordenador nacional do movimento Diretas Já e figura importante do processo de redemocratização do Brasil, ao lado de lideranças como Ulysses Guimarães, Tancredo Neves, Franco Montoro, Teotônio Vilela, Mário Covas e Leonel Brizola. Na Nova República, é o segundo senador que por mais tempo serviu ao Congresso Nacional, atrás apenas de José Sarney.

Pedro Simon é descendente de imigrantes libaneses que chegaram a Caxias do Sul em 1922, originários de El Kufur, junto com outras famílias como Sehbe, Kalil e David, todas católicas. Estudou no Colégio Nossa Senhora do Carmo, em Caxias do Sul, e no Colégio Rosário, em Porto Alegre, onde foi presidente do grêmio estudantil.

Formado em Direito pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), com pós-graduação em Economia Política, sendo também especialista em Direito Penal, Simon foi professor da Universidade de Caxias do Sul (UCS). Em sua trajetória acadêmica teve passagens pela Sorbonne e pela Faculdade de Direito de Roma.

É viúvo de Tânia Simon (falecida em 1985), com quem morava no andar superior da loja de sua família, a Salem, na Avenida Protásio Alves, em Porto Alegre. Tiveram três filhos: Tiago e Tomaz (falecido em 2021), ambos egressos da Escola de Direito da PUCRS, e Mateus (falecido em 1984, em um acidente de carro). Hoje é casado com Ivete, com quem teve mais um filho, Pedro, também formado em Direito pela PUCRS.

Em 1993, Simon foi admitido pelo presidente Itamar Franco à Ordem do Mérito Militar no grau de Grande-Oficial especial. Em seu discurso de despedida no Senado, em 2014, declarou Alberto Pasqualini como seu grande mestre e inspirador maior da sua trajetória na política e na vida social.

Bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais pela Faculdade de Direito da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS).

Curso de Pós-Graduação de Economia Política no Instituto de Economia da PUC-RS.

Especialização em Economia Política e Direito Penal na Universidade de Paris — Sorbonne.

Estudos sobre Direito na Faculdade de Direito em Roma - Itália.

Professor licenciado de Economia Política da Faculdade de Direito de Caxias do Sul.

Professor licenciado de Sociologia da Faculdade de Caxias do Sul.

Movimento estudantil e política

Graças à sua militância no movimento estudantil, não apenas fundaria a Ala Moça do PTB em 1945 junto com Leonel Brizola, Sereno Chaise e Fernando Ferrari, mas ocuparia as funções de presidente da União Gaúcha dos Estudantes Secundários, presidente do Centro Acadêmico Maurício Cardoso, presidente da Federação de Estudantes de Faculdades e Escolas Superiores Católicas do Brasil, presidente do I Congresso de Estudantes de Direito da América Latina e diretor do primeiro curso de formação de lideranças sindicais realizado em Porto Alegre, além de ter sido o secretário geral da 5ª reunião penitenciária brasileira, organizada pelo Governo do Estado do Rio Grande do Sul.

Em outubro de 1956, foi eleito presidente da Junta Governativa da União Nacional dos Estudantes (UNE), ainda no período de sua atuação na Mocidade Trabalhista do PTB. Presidiu também a implementação da Aços Finos Piratini e a comissão de implantação do III Polo Petroquímico do Rio Grande do Sul.

Sua estreia na política aconteceu quando filiado ao PTB e eleito vereador em Caxias do Sul, em 1958. Posteriormente, foi eleito deputado estadual em 1962. Implantado o bipartidarismo pelo regime militar através do Ato Institucional Número Dois de 27 de outubro de 1965, fez opção pelo MDB, movimento partidário que ajudou a fundar com Ulysses Guimarães, Tancredo Neves e Franco Montoro. Foi reeleito deputado estadual em 1966, 1970 e 1974, sendo o mais votado nos dois últimos pleitos.

Sua trajetória política foi marcada pela oposição à ditadura militar. Mesmo assim, apesar da herança trabalhista, foi por muitas vezes opositor de Leonel Brizola. Testemunha ocular do golpe militar de 1964, afirmou em entrevista que João Goulart tinha aliados políticos leais que poderiam tê-lo ajudado a resistir ao golpe, mas escolheu a paz para evitar uma guerra civil no Brasil. Emérito colaborador de Ulysses Guimarães, foi presidente do diretório regional do MDB em seu estado, sendo eleito senador da República pela primeira vez em 1978.

Na disputa pelo governo do Rio Grande do Sul, no ano de 1982, foi derrotado graças à divisão de votos entre as correntes oposicionistas representadas por ele e pelo deputado federal Alceu Collares, então candidato pelo PDT, e assim a vitória coube a Jair Soares, do PDS. Seu candidato ao Senado, Paulo Brossard, foi derrotado por Carlos Chiarelli, também do PDS – mas que, posteriormente, fundaria o PFL. A seguir, foi alçado à primeira vice-presidência do PMDB em 1983 e ao posto de coordenador nacional das Diretas Já, em 1984. Com a rejeição da emenda, articulou com seu partido e os dissidentes da Frente Liberal a formação da Aliança Democrática que elegeu Tancredo Neves e José Sarney para a presidência e vice-presidência da República em 1985.

Escolhido ministro da Agricultura por Tancredo Neves, foi confirmado no cargo por José Sarney após o falecimento do primeiro em 21 de abril de 1985. Permaneceu na Esplanada dos Ministérios até o início de 1986, quando renunciou para poder candidatar-se ao governo do Rio Grande do Sul.

Anúncio

Em breve no aplicativo World in Stories

Áudio, download offline, sem anúncios e muito mais.

Conhecer Premium
Pedro Simon | World in Stories