Neste Dia

Península Ibérica

Península localizada no extremo sudoeste da Europa

Anúncio

Península Ibérica, Península Hispânica ou Península Pirenaica é uma península situada no sudoeste da Europa. É dividida na sua maior parte por Portugal e Espanha, mas também por Andorra, Gibraltar, e pequenas frações do território de soberania francesa nas vertentes ocidentais e norte dos Pirenéus, até ao local onde o istmo está situado. Com uma área de cerca de 580 000 km², é a segunda maior península da Europa, ultrapassada apenas pela Península Escandinava em área, e em população pela Península Balcânica.

É a mais ocidental das três grandes penínsulas da Europa Meridional, formando quase um trapézio, a península liga-se ao resto do continente europeu pelo istmo constituído pela cordilheira dos Pirenéus, sendo rodeada a norte, oeste e parte do sul pelo Oceano Atlântico, e a restante costa sul e leste pelo mar Mediterrâneo. Os seus pontos extremos são, a ocidente, o cabo da Roca, a oriente o cabo de Creus, a sul a Ponta de Tarifa e a norte a Estaca de Bares.

Com uma altitude média bastante elevada, apresenta predomínio de planaltos rodeados por cadeias de montanhas, e que são atravessados pelos principais rios, entre os quais o rio Tejo é o mais comprido, com um percurso de cerca de 1 000 km.

A montanha mais alta da Península Ibérica é o Mulhacén (na serra Nevada) com 3 478,6 metros de altitude. As elevações mais importantes são a Cordilheira Cantábrica, no norte; o sistema Penibético (serra Nevada) e o sistema Bético (serra Morena), no sul; e ainda o Sistema Central de que a serra da Estrela e a Serra da Lousã são o prolongamento ocidental. Muitíssimo povoada no litoral, a península tem fraca densidade populacional nas regiões interiores, com exceção da Comunidade de Madrid, extremamente populosa.

"Península Ibérica" é o termo atual com que se designa a península. No passado a mesma possuía outras designações, atribuídas pelos diversos povos que a habitaram:

Ibéria (em grego: Ιβηρία; romaniz.: Iviría; lit. referente ao rio Ebro, "Ívir") nome grego da península;

Hispânia (em latim: Hispania) nome romano da península, de etimologia ainda em estudo;

Hespanha, nome medieval da península, derivado do nome latino Hispania. Com o fim da União Ibérica em 1640, ele foi alterado para a atual "Espanha" e passou a ter um sentido mais restrito para identificar somente a um dos países da península;

Al-Andalus (em árabe: الأندلس) nome árabe dos territórios muçulmanos da península, de etimologia ainda em estudo;

Sefarad (em hebraico: ספרד; romaniz.: lit. Península Ibérica) nome hebraico atribuído pelos sefarditas.

Os países ou territórios situados na Península Ibérica são:

Entre as principais cordilheiras da Península Ibérica estão a Bética (subdivide-se nas cordilheiras Penibética e Sub-bética), Cantábrica (da qual fazem parte os Picos da Europa), Pré-litoral Catalão, o Sistema Central e o Sistema Ibérico. Algumas das serras mais representativas destas cordilheiras ou isoladas são a Nevada, de Guadarrama, Morena, de Gredos, La Serrota, da Estrela, do Larouco, do Gerês, do Soajo, do Marão, de Montesinho, de Bornes, da Nogueira, de Leomil, do Caramulo, da Marofa, de Gata, da Gardunha, da Lousã, de Alvelos ou de São Mamede.

Segundo o projeto das FUAs (Functional Urban Areas), que visa harmonizar a definição de cidade e maximizar comparabilidade, as áreas urbanas com mais de meio milhão de habitantes na Península Ibérica são:

Demarcação geográfica a entidade geopolítica

O termo Hispania (ou Hispaniae, Hispaniarum, Yspania, Spania ou Hespanha) continuará a determinar por alguns séculos os habitantes da Península Ibérica. A obra Os Lusíadas, de Camões, menciona os portugueses como "Uma gente fortíssima de Hespanha" (canto I, verso 31), ou "a nobre Espanha" (canto III, verso 17), composta por várias nacionalidades, onde se incluem, entre outras, Castela (atual Reino de Espanha) e o Reino Lusitano (Portugal) (canto III, versos 19 e 20). O nome "Espanha" é utilizado por Camões de forma puramente geográfica, como sinónimo de "Península Ibérica", um uso comum na época derivado do latim Hispania.

Aquando da formação da Monarquia Católica, segundo relata a Crónica dos Reis Católicos de Fernando del Pulgar em 1479, já teria sido colocada a questão quanto ao título dos novos monarcas, tendo sido apreciada a hipótese de poder vir a ser "Reis de Espanha". Concluiu o Conselho Real que não o deveriam fazer porque ainda não controlavam a totalidade da Península Ibérica: "os votos de alguns do Conselho era que tomassem por direito o título de reis de Espanha, porque sendo agora os sucessores dos reinos de Aragão, eram senhores da maioria dela [da Península Ibérica]. Mas resolveram não o fazer […]".

Começa a notar-se apenas a partir do domínio espanhol (Filipe II de Espanha (I de Portugal), coroa-se "rei de todas as Espanhas", ou seja, de todos os reinos da Península Ibérica), e posterior Restauração da Independência portuguesa, no século XVII, a designação de "Espanha" ou "Espanhas" dirigida apenas a uma das nações da Península. Esta tendência associada a um manifesto conteúdo político continuará a acentuar-se após a Guerra da Sucessão e os Decretos do Novo Plano.

Ainda assim, no "Vocabulário portuguez e latino" (1712–1728) de Raphael Bluteau, o primeiro dicionário da língua portuguesa, continua a não ser clara uma diferenciação entre os diversos conceitos. Refere que "a Lusitânia fazia parte da Hespanha e particularmente do Reyno de Portugal", mas definindo "hespanhol" expõe que "os portuguezes ou lusitanos não estavam compreendidos debaixo do nome geral de hespanhoes": a assunção que existe uma diferença clara num espaço geográfico que não é politicamente homogéneo, cujos habitantes podem ter diferentes nacionalidades, e por conseguinte, outros gentílicos.

Anúncio

Em breve no aplicativo World in Stories

Áudio, download offline, sem anúncios e muito mais.

Conhecer Premium
Península Ibérica | World in Stories