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Peter Frampton

Peter Frampton (Beckenham, Londres, 22 de abril de 1950) é um músico britânico.

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Peter Frampton (Beckenham, Londres, 22 de abril de 1950) é um músico britânico.

Mais conhecido por seu trabalho solo nos anos 70 como roqueiro de arena (Album-oriented rock), tornou-se famoso, entretanto, como integrante do The Herd quando se transformou num ídolo das adolescentes na Grã-Bretanha.

Frampton ficou famoso por ser o primeiro guitarrista a utilizar do recurso da guitarra falada, que seria anos depois usado por Joe Walsh (Eagles), Slash (Guns n' Roses), Richie Sambora (Bon Jovi) e Dave Grohl (Foo Fighters). Ele então passou a trabalhar com Steve Marriott (dos The Small Faces) na banda Humble Pie, assim como em álbuns de Harry Nilsson, Jerry Lee Lewis, George Harrison e Ringo Starr (com quem Peter tem uma forte amizade e admiração).

Sua estreia solo foi em 1972 com Wind of Change. A explosão solo de Frampton veio com Frampton Comes Alive!, seis vezes platina e que incluía os sucessos "Do You Feel Like We Do", "Baby, I Love Your Way" e "Show Me the Way". Foi o álbum "ao vivo" mais vendido de todos os tempos.

Em 2007, ganhou o seu primeiro Grammy pelo seu álbum totalmente instrumental Fingerprints, lançado no fim de 2007 que conta com integrantes do Pearl Jam, Rolling Stones, Allman Brothers Band e outros.

Em 2024, foi introduzido ao Rock and Roll Hall of Fame.

Depois do atentado ao World Trade Center em Nova Iorque, Frampton decidiu tornar-se um cidadão americano. Ele teve papel ativo na campanha eleitoral de 2004 do candidato John Kerry.

Desde bem pequeno, os pais de Peter perceberam que o menino tinha um ouvido fora do comum para música. Foi aí que, aos 8 anos, o pequeno ganhou um ukulele e aprendeu sozinho várias canções infantis. Também foi com essa idade que ele compôs sua primeira canção. Cliff Richards era um de seus músicos favoritos. Quando ganhou seu primeiro violão, os 9 anos, Peter começou a ter aula de violão clássico. Foi aí que ele aprendeu muitas técnicas que aperfeiçoaria mais tarde, em outro estilo de música. B. B. King e Buddy Holly era o que o menino ouvia e tocava fora de suas aulas.

Nessa época, Peter foi aceito como guitarrista em uma banda de seu colégio, onde os outros meninos eram bem mais velhos. Nessa banda também tocava David Jones, conhecido posteriormente mundialmente como David Bowie. Com 11 anos, Peter já montou sua própria banda e aos 14 já deu inicio a sua carreira profissional na banda The Preachers.

Em 1966, Peter se junta a banda The Herd, assinando no ano seguinte com a Fontana Records. From the Underworld, o primeiro disco, já fez com que o jovem Peter fizesse sucesso entre as jovens da época. Os seguintes álbuns, Paradise Lost e Lookin Thru You, fazem que a histeria das meninas por Peter só aumente. Ele já não gostava mais de ser reconhecido pela beleza e não pela música e estava cansado de ter que satisfazer as vontades da gravadora. No ano de 1968, ele deixa a banda.

A banda Humble Pie foi formada em 1969. Foi lá que ele ‘amadureceu’ o estilo que viria a ser o seu marco mais tarde. Durante a maior parte do tempo em que Peter esteve na banda, ele era um dos cabeças. Mas já no início dos anos 70, três anos depois do início da banda, ele virou apenas o guitarrista, não tendo voz ativa em mais nenhuma decisão. Ele sai da banda dois meses antes do lançamento de Performance – Rockin’ The Filmore, que foi um sucesso absoluto.

Casado e morando em Nova Iorque, Peter trabalhou como músico em um estúdio, participando de discos de artistas como Harry Nilsson e George Harrison.

O disco Wind of Change, sua estreia solo, veio em 1972, ainda pela mesma gravadora de sua última banda, a A&M Records. Voltou a excursionar, desta vez com sua banda Frampton’s Camel, que também é o nome de seu segundo álbum lançado no ano seguinte.

Frampton se divorcia, termina a Frampton’s Camel e resolve tirar uns dias para descansar e pensar na carreira. Vai viajar com a nova namorada, e nessa viagem, compõe as duas músicas que transformariam sua vida e sua carreira. De manhã fez “Show me the way” e “Baby, I love your way” veio num fim de tarde. O seu próximo álbum Frampton foi quase que completamente gravado pelo próprio. Depois de pronto, seu empresário Dee Anthony percebe que o melhor é viajar muito com o show de Frampton e gravar um disco ao vivo. E foi o que aconteceu. Depois de incansáveis viagens abrindo os shows de ZZ Top, Black Sabbath, Rod Stewart e outros, é gravado em São Francisco o álbum duplo Frampton Comes Alive!.

Só na primeira semana, o disco já vendeu 1 milhão de cópias e do dia para noite, Frampton foi de show de abertura para atração principal. Esse disco é, até hoje, o disco ao vivo - e sem material inédito - mais vendido da história. O ano de 1976 foi dele.

Pelo sucesso do disco ao vivo, a gravadora já pressionou para que Peter gravasse um novo álbum. I'm in You foi lançado em 1977. Nesse mesmo ano, Frampton participa junto com os Bee Gees do fiasco cinematográfico Sgt. Peppers Lonely Hearts Club Band. Pouco tempo depois, ele tem alguns problemas pessoais e acaba sofrendo um acidente de carro nas Bahamas que o deixa entre a vida e a morte. Para não cair no esquecimento, seu empresário coloca fotos e matérias sobre ele em várias publicações. O público se cansou dele.

Depois disso, ele descobriu que foi roubado pela equipe que cuidava de suas finanças e gravou um outro disco - The Art Of Control – que foi o último pela A&M Records, que o dispensou. Casou-se de novo e teve uma filha.

Em 1986 grava Premonition, com sua nova gravadora, a Virgin Records.

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