Piero Soderini ou Piero di Tommaso Soderini, também conhecido como Pier Soderini (18 de maio de 1450 — 13 de junho de 1522), foi um político florentino. Governou o estado de Florença no período renascentista.
Soderini nasceu em Florença, filho de Tommaso di Lorenzo Soderini, membro de uma antiga família que se tornara famosa na medicina, e de sua segunda esposa Dianora Tornabuoni, também de uma prestigiosa família florentina e cunhada de Piero di Cosimo de' Medici. O irmão de Soderini era o estadista e apoiador de Girolamo Savonarola, Paolo Antonio Soderini. O terceiro irmão era o cardeal Francesco Soderini, bispo de Volterra. Em 1481 foi Prior da cidade e, mais tarde, tornou-se favorito de Piero di Lorenzo de' Medici, recebendo dele, em 1493, a honra de ser embaixador no Reino da França. Foi eleito gonfaloniere vitalício em 1502 pelos florentinos, que desejavam dar maior estabilidade às suas instituições republicanas, restauradas após a expulsão de Piero de' Medici e a execução de Savonarola.
O governo de Soderini mostrou-se moderado e sábio, embora ele não possuísse as qualidades de um grande estadista. Ele introduziu um sistema de milícia nacional em lugar de mercenários estrangeiros. Durante seu governo, a longa guerra contra Pisa foi encerrada com a captura daquela cidade pelos florentinos em 1509. Nicolau Maquiavel, autor de O Príncipe e dos Discursos sobre Tito Lívio, serviu sob seu comando como segundo chanceler e como embaixador junto a César Bórgia, Roma e França. Embora Maquiavel inicialmente tivesse muito respeito por Soderini, sua atitude mudou com os eventos que levaram à queda de Soderini.
Grato à França, que o havia ajudado, Soderini sempre tomou o partido francês na política italiana. Mas em 1512 os Médici retornaram a Florença com a ajuda de um exército espanhol, depuseram Soderini e o exilaram. Ele se refugiou em Orašac (perto de Dubrovnik) na Dalmácia, onde permaneceu até a eleição do Papa Leão X, que o convocou a Roma e lhe concedeu muitos favores. Soderini viveu em Roma pelo resto da vida e trabalhou pelo bem de Florença, para onde nunca mais lhe foi permitido retornar.
Morreu em Roma em 1522 e foi sepultado na igreja de Santa Maria del Popolo.
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