Pierre Jean-Jacques Gasly (Ruão, 7 de fevereiro de 1996) é um automobilista francês que atua na Fórmula 1 pela equipe Alpine. Fez sua estreia na categoria em 2017 pela Toro Rosso, a partir do Grande Prêmio da Malásia, depois correndo doze etapas da temporada de 2019 pela Red Bull Racing, e retornando à Toro Rosso a partir do Grande Prêmio da Bélgica. Sua primeira vitória na Fórmula 1 ocorreu no Grande Prêmio da Itália de 2020. Em 2023, se transferiu para a Alpine.
Foi campeão da Eurocopa de Fórmula Renault em 2013, vice-campeão da Fórmula Renault 3.5 Series em 2014, quando se juntou ao programa Red Bull Junior Team. Gasly também venceu a temporada de 2016 da GP2 Series pilotando para a equipe da Prema Racing, e vice-campeão da Super Fórmula Japonesa em 2017.
Nascido em Ruão, capital da Normandia, é o filho mais novo de Jean-Jacques Gasly e Pascale Maurice, tendo dois meios-irmãos mais velhos por parte de pai, Phillipe e Paul Gasly, e mais dois meios-irmãos mais velhos por parte de mãe, Nicolas e Cyril Caron. Pierre vem de uma família de automobilistas. Seus avós paternos competiram no cartismo, com sua avó Evelyne sendo campeã regional da Normandia na década de 1960, e seu pai Jean-Jacques, além de correr de kart, também competiu em corridas de resistência e no rali. E Pierre ainda tem uma tia materna, Valérie Maurice, que é comediante e apresentadora de TV.
Pierre cresceu próximo de Esteban Ocon, que se introduziu no automobilismo através do kart de Gasly, e também de Anthoine Hubert, que foi seu colega de escola na adolescência e seu colega de quarto, e de Charles Leclerc. Os quatro foram amigos de infância e chegaram a se intitular como "Os Quatro Mosqueteiros". A relação com Ocon se deteriorou, por conta de um incidente em uma prova do kart em 2008, com Pierre afirmando que o fim da amizade foi porque ele começou a superar Ocon, que não gostou disso, mas que ambos se respeitavam.
No entanto, Gasly seguiu próximo de Leclerc e Hubert, até a morte deste último durante a etapa de Spa-Francorchamps da Fórmula 2 em 2019. A perda de Anthoine afetou Gasly profundamente, que disse que a tragédia era "difícil de entender", que o piloto era "um irmão", uma das poucas pessoas que o entendiam, e que não havia uma corrida em que ele não pensasse em Hubert. Desde então, Gasly vem lutando por mais segurança nas provas de automobilismo, promovendo atos em homenagem a Hubert e também a Jules Bianchi e a Dilano van 't Hoff, outros pilotos vítimas de acidentes em corridas.
Gasly também é amigo de Yuki Tsunoda, seu companheiro na AlphaTauri de 2021 a 2022, com os fãs fazendo brincadeiras mencionando um "bromance" entre os dois. Gasly admitiu que a amizade dele com Tsunoda era incomum para os padrões da F1, que costuma ser um ambiente de intensa rivalidade entre companheiros de equipe.
Além do francês, sua língua materna, Gasly também fala italiano e inglês. Ele é torcedor do time de futebol PSG, homenageando o clube ao inserir as cores e o desenho do escudo em seu capacete para o GP da Grã-Bretanha de 2024. O piloto também é grande fã do jogador e técnico Zinédine Zidane, escolhendo o número 10 para correr na F1 por causa de seu ídolo. Entre 2020 e 2022, Gasly teve relacionamento discreto com a modelo e empresária ucraniana Katerina Berezhna. Desde outubro de 2022, Gasly namora a modelo e influenciadora portuguesa Francisca "Kika" Cerqueira Gomes, assumindo o relacionamento para o público no início de 2023. Dessa forma, Gasly passou a ser genro de Maria Cerqueira Gomes, apresentadora de TV.
Gasly se introduziu no kart ao correr na pista local de Anneville-Ambourville, aos sete anos, ao lado de Anthoine Hubert. Gasly começou a correr profissionalmente em 2006, aos dez anos. Além de Hubert, Gasly também enfrentou vários nomes da mesma geração que viriam a ser seus adversários na F1, como Esteban Ocon, Charles Leclerc, Max Verstappen, George Russell e Alexander Albon. Gasly só teve um título no kart, o Grand Prix Open de 2010 na classe KF3. Nesse mesmo ano, foi vice-campeão mundial, sendo desbancado por Albon.
Em 2011, Gasly fez a transição para os monopostos, correndo no Campeonato Francês de Fórmula 4. Fez sete pódios, com seis deles vindo em sequência, e quatro vitórias, com três delas sendo nas três últimas rodadas do campeonato. Terminou o ano em terceiro, com 104 pontos, dezesseis atrás do vice-campeão Andrea Pizzitola e 42 atrás do campeão Matthieu Vaxivière.
Gasly passou para a Fórmula Renault em 2012, correndo na Eurocopa 2.0 e na Copa da Europa do Norte pela R-ace GP, tendo como companheiros Pizzitola e Nyck de Vries. Na Eurocopa, fez uma pole e dois pódios, sendo o décimo colocado. Já na competição norte-europeia, Gasly só participou de sete corridas, tendo um terceiro lugar como melhor resultado e sendo o vigésimo terceiro.
Seguiu na Eurocopa em 2013, passando para a Tech 1 Racing, com quem também correu na Fórmula Renault 2.0 Alpes. Nessa categoria, Gasly fez apenas três rodadas, conseguindo três pódios e sendo o sexto colocado. Mas seus melhores resultados foram na Eurocopa, onde Gasly brigou pelo título com Oliver Rowland e foi campeão com três vitórias e mais cinco poles, conquistando o título na última prova em Barcelona, após terminar em sexto e ver Rowland receber uma punição de drive through, superando o britânico por dezesseis pontos.
Em 2014, foi contratado pela equipe Arden para correr na Fórmula Renault 3.5 Series ao lado de William Buller. Gasly não teve nenhuma vitória, mas conquistou uma pole, seis segundos lugares e dois terceiros lugares, somando 192 pontos e sendo vice-campeão com nove pontos de vantagem sobre o terceiro colocado Roberto Merhi, mas atrás do campeão Carlos Sainz Jr. por 35 pontos.
Gasly fez sua estreia na GP2 Series em 2014 na rodada de Monza, substituindo o piloto da Caterham Racing Tom Dillmann, que tinha compromissos em outras categorias e não pôde participar da GP2 naquele fim de semana. O francês continuou na equipe até o final da temporada, como companheiro de Rio Haryanto, e teve como melhor resultado um par de décimos primeiros lugares na rodada dupla de Sochi.
Gasly participou dos testes de pós-temporada, pilotando pela DAMS, com quem chegou a liderar no primeiro dia. Ele assinou com a equipe francesa em 2015, para correr ao lado do piloto britânico Alex Lynn, campeão da GP3 Series de 2014. Apesar de ter conquistado três poles positions e quatro pódios, Gasly teve uma temporada irregular, incluindo colisões no Barém, Spa-Francorchamps e Yas Marina, com este último envolvendo sete carros e provocando o cancelamento da corrida subsequente. Gasly terminou sua primeira temporada completa na GP2 em oitavo, com 110 pontos, duas posições atrás do companheiro de equipe Lynn.
Em 2016, Gasly mudou para a recém-chegada Prema Powerteam ao lado do vice-campeão europeu de Fórmula 3 de 2015 e novato da GP2 Antonio Giovinazzi. A dupla da Prema batalhou pelo título, e Gasly obteve quatro poles, quatro vitórias e mais cinco pódios, sendo campeão na última corrida em Yas Marina, após uma ultrapassagem sobre Mitch Evans que lhe garantiu o nono lugar, enquanto seu rival italiano só conseguiu ficar em quinto. Com 219 pontos, Gasly superou Giovinazzi, campeão dentre os estreantes, por uma diferença de oito pontos e o desempenho dos dois ajudou a Prema a vencer pela primeira vez o campeonato de construtores.
Sem vaga na F1 para 2017, Gasly foi correr na Super Fórmula Japonesa pela Team Mugen, ao lado de Naoki Yamamoto, sendo apoiado pela Red Bull e pela Honda. O francês venceu em Motegi e em Autopolis, tendo mais um segundo lugar em Sugo, e se colocando como candidato ao título, mas com o cancelamento da rodada dupla de Suzuka por causa do tufão Lan, perdeu o título para Hiroaki Ishiura por 0,5 pontos.
Em 2017, Gasly disputou a rodada dupla do ePrix de Nova Iorque, válida pela temporada 2016–17 da Fórmula E, pela equipe Renault e.dams, substituindo Sébastien Buemi, então líder do campeonato, que estava programado para correr nas 6 Horas de Nurburgring com a Toyota no Mundial de Endurance. Gasly chegou a fazer a volta mais rápida e a disputar a Super Pole, mas um erro o fez largar em quarto na corrida de domingo. Ele pontuou nas duas provas, sendo o sétimo na corrida 1 e o nono na corrida 2, sendo melhor que o titular Nicolas Prost, e Pierre classificou a experiência de correr na F-E como "divertida". Mais tarde, ao estrear na F1, Gasly se tornou o primeiro piloto da categoria a ter passado inicialmente pela Fórmula E.