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Pizza

Alimento

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Pizza (português brasileiro e português europeu) ou piza (português europeu) é uma preparação culinária que consiste em um disco de massa fermentada de farinha de trigo, coberto com molho de tomate e os ingredientes variados que normalmente incluem algum tipo de queijo, carnes preparadas ou defumadas e ervas, normalmente orégano ou manjericão, tudo assado em forno.

O termo pizza foi registrado pela primeira vez no ano de 997 d.C., em um manuscrito em latim da cidade do sul da Itália de Gaeta, em Lazio, na fronteira com Campânia. Raffaele Esposito é frequentemente creditado por criar a pizza moderna em Nápoles. Em 2009, a pizza napolitana foi registrada junto à União Europeia como um prato de especialidade tradicional garantida. Em 2017, a arte de fazer pizza napolitana foi adicionada à lista de patrimônio cultural imaterial da UNESCO.

Pizza e suas variantes estão entre os alimentos mais populares do mundo. Pizza é vendida em uma variedade de restaurantes, incluindo pizzarias (restaurantes especializados em pizza), restaurantes mediterrâneos, via entrega e como comida de rua. Na Itália, a pizza servida em um restaurante é apresentada sem ser cortada e é comida com o uso de faca e garfo. No entanto, em ambientes informais, geralmente é cortada em fatias para ser comida com as mãos. Pizza também é vendida em mercados em uma variedade de formas, incluindo congelada ou como kits para montagem própria. Em seguida, são cozidas usando um forno doméstico.

Em 2017, o mercado mundial de pizza era de US$ 128 bilhões, e nos EUA era de $44 bilhões distribuídos em 76.000 pizzarias. No geral, 13% da população dos EUA com dois anos ou mais consumia pizza em qualquer dia dado.

Alimentos semelhantes já eram apreciados por civilizações antigas, como as egípcia, grega e romana. No Egito era costume celebrar o aniversário do faraó com um pão plano coberto por ervas. Acredita-se que eles foram os primeiros a misturar farinha com água. Outros afirmam que os primeiros foram os gregos, que faziam massas à base de farinha de trigo, arroz ou grão-de-bico e as assavam em tijolos quentes. Ela não era, é claro, como é conhecida hoje, mas apenas um delgado estrato de massa — farinha mesclada com água — chamado na época de ‘pão de Abraão’, semelhante ao moderno pão sírio.

Há especulações sobre o termo "pizza" ser originado de picea, em latim, palavra que os romanos utilizavam para descrever o pão assado no forno.

Mas foi em Nápoles, sul da Itália, nos anos de 1600, que se preparou a primeira pizza como hoje conhecemos. Os italianos acrescentaram o tomate, domesticado pelos povos indígenas na América e levado à Europa pelos conquistadores espanhóis. Porém, nessa época, a pizza ainda não tinha a sua forma característica, redonda, como a conhecemos hoje, mas sim dobrada ao meio, feito um sanduíche ou um calzone.

Servida com ingredientes baratos, por ambulantes, a receita objetivava "matar a fome", principalmente a da parte mais pobre da população. Normalmente, a massa de pão recebia, como sua cobertura, toucinho, peixes fritos e queijo.

Esta iguaria da gastronomia italiana foi amplamente difundida em meados do século XIX, em 1889, graças à habilidade do primeiro pizzaiolo da história, dom Raffaele Espósito, um padeiro de Nápoles ao serviço do rei Humberto I e da sua esposa Margarida, a quem ele homenageia ao confeccionar uma pizza imitando as cores da bandeira italiana — branco, vermelho e verde — utilizando para isso mussarela, tomate e manjericão, produtos que lhe permitiam obter as colorações desejadas. A rainha apreciou tanto este prato que dom Raffaele decidiu batizá-la de Margherita.

A fama da receita correu o mundo e fez surgir a primeira pizzaria de que se tem notícia, a Port'Alba, ponto de encontro de artistas famosos da época tais como Alexandre Dumas, que, inclusive, citou variações de pizzas em suas obras.

Em 1962, Sam Panopoulos (1934-2017), grego emigrado no Canadá e dono de vários restaurantes, teve a ideia de acrescentar ananás a uma pizza.

A pizza também chegou ao Brasil por meio dos imigrantes italianos. A partir da década de 1950 popularizou-se gradativamente pelo país e passaou a ser encontrada facilmente. Até os anos 1950, era muito mais comum ser encontrada em meio à colônia italiana antes de fazer parte da cultura gastronômica do país.

Foi na cidade de São Paulo, com sua já imensa comunidade de imigrantes italianos, mais especificamente na região central da cidade, que as primeiras pizzas saíram do ambiente doméstico e começaram a ser comercializadas no Brasil. De acordo com o livro Retalhos da Velha São Paulo, de autoria de Geraldo Sesso Jr., o primeiro a produzir pizzas comercialmente teria sido o salernitano Carmine Corvino, o Don Carminiello, dono da extinta Cantina Santa Genoveva, instalada na esquina da avenida Rangel Pestana com a rua Monsenhor Anacleto, inaugurada em 1910, passou a vender as primeiras pizzas da cidade.

Aos poucos, a pizza foi-se disseminando pela cidade de São Paulo, sendo abertas novas cantinas. As pizzas foram ganhando coberturas cada vez mais diversificadas e até mesmo criativas. No princípio, seguindo a tradição italiana, as de muçarela e anchova eram as mais presentes, mas, à medida que hortaliças e embutidos tornavam-se mais acessíveis no país, a criatividade dos brasileiros fez surgir as mais diversas pizzas.

Desde 1985, comemora-se o dia da pizza no dia 10 de julho.

Em 1982, foi fundada, em Nápoles, na Itália, por Antonio Pace, a Associação da Verdadeira Pizza Napolitana, (Associazione Verace Pizza Napoletana, em italiano) com a missão de promover a culinária e a tradição da pizza napolitana, defendendo, até com certo purismo, a sua cultura, resguardando-a contra a "miscigenação" cultural que sofre a sua receita. Com estatuto preciso, normatiza as suas principais características.

A associação age fortemente na Itália para que a pizza napolitana seja reconhecida pelo governo como "DOC" (di origine controllata, Denominação de Origem Controlada em português). Em 2004, um projecto de lei foi enviado ao parlamento, com o intuito de regulamentar, por lei, as verdadeiras características da pizza napolitana. O "DOC" é uma designação que regulamenta produtos regionais, tais como os famosos vinhos portugueses.

Além disso, a pizza napolitana está, desde Dezembro de 2009, protegida pela Comissão Europeia, junto com mais 44 produtos que têm o selo de "Especialidade Tradicional Garantida" (Specialità Tradizionale Garantita – STG).

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