Pompeia (FO 1943: Pompéia) é um município brasileiro do estado de São Paulo. Sua população estimada em 2024 era de 20.512 habitantes. O município é formado pela sede e pelos distritos de Novo Cravinhos e Paulópolis.
A posse primária das terras entre as bacias do Rio do Peixe e Rio Feio ou Aguapeí foi concedida pelo governo imperial em 1852 a João Antônio de Moraes, Francisco de Paula Morais e Francisco Rodrigues de Campos e então transferidas, mais tarde, a outros proprietários.
Júlio da Costa Barros e outros, vindos da cidade de Cravinhos, dirigiram-se à região onde os irmãos Lélio e Marcelo Pizza adquiriram terras destinadas a agricultura. Aí iniciaram a primeira plantação de café e fundaram o povoado de Novo Cravinhos, atualmente um distrito da cidade.
Assim os desbravadores da região seguiam até a estação de Penápolis, de onde continuavam por picadas cerca de noventa quilômetros até o ponto onde se erguia Novo Cravinhos, para comprarem suas terras.
Com uma área de mil alqueires, a Fazenda Jacutinga foi a primeira a ser formada nas imediações. Seu proprietário, Rodolfo Lara Campos, adquiriu-a para o plantio do café, dando início ao desbravamento da mata onde, mais tarde, surgiria a cidade de Pompeia. Os dezoito quilômetros da estrada de rodagem que liga Vila Olinda a Pompeia foi por ordem e conta do proprietário da Fazenda Jacutinga.
Inicialmente as terras pertenciam a três grandes proprietários: o senador Rodolfo Nogueira da Rocha Miranda (vertentes do Rio do Peixe - município de Campos Novos) e os irmãos Lélio e Marcelo Pizza (vertentes do Rio Feio - município de Penápolis).
Em 1928 os irmãos Rodolfo e Luiz Miranda planejaram a formação de uma cidade e ordenaram a derrubada de 250 hectares de matas no espigão Peixe-Feio, nas vertentes do Ribeirão Futuro. Depois de loteada a área recebeu a denominação de Patrimônio de Otomânia, iniciando-se a venda dos lotes.
A alteração do nome deveu-se à Companhia Paulista de Estradas de Ferro que, atingindo a região na época, deu nomes às suas estações, a partir de Piratininga, em ordem alfabética. Cabia ao povoado a letra “P“. Assim escolheu-se Pompeia em homenagem à esposa do senador e fundador, Aretuza Pompéia da Rocha Miranda.
Formação territorial-administrativa
Histórico da formação do município:
Distrito criado com a denominação de Pompeia, por Lei Estadual nº 2.282, de 17 de setembro de 1928, no município de Campos Novos.
A Lei nº 2.320, de 14 de dezembro de 1928, transfere o distrito de Pompeia do município de Campos Novos para o de Marília.
Em 1935 deu entrada na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo o Projeto de Lei nº 256, referente a criação do município de Pompeia, mas ele foi arquivado.
Elevado à categoria de município com a denominação de Pompeia, por Decreto Estadual nº 9.775, de 30 de novembro de 1938, desmembrado de Marília. Sua instalação verificou-se no dia 01 de janeiro de 1939.
Ficou constituído de 6 Distritos: Pompeia (sede), Novo Cravinhos, Paulopólis, Quintana e Varpa (transferidos de Marília), além de Herculânea (transferido de Glicério). Era o 26º município do estado em extensão territorial, com uma área de 1.800 km².
O Decreto-Lei Estadual nº 14.334, de 30 de novembro de 1944, desmembra do município de Pompeia os distritos de Quintana e Herculânea (atual Herculândia), que foram elevados à município. Pelo mesmo Decreto-Lei o município perdeu terras para a formação do novo município de Oriente, o distrito de Varpa foi transferido para o município de Tupã, e foi criado o distrito de Queiroz, com sede no povoado de mesmo nome e território dos distritos de Novo Cravinhos, Paulópolis, Quintana e do distrito sede de Tupã.
A Lei Estadual nº 233, de 24 de dezembro de 1948, cria o distrito de Pontana, com sede no povoado de Campante e território do distrito de Paulópolis.
A Lei Estadual nº 2.456, de 30 de dezembro de 1953, transfere o distrito de Pontana para o município de Quintana.