A Ponte Internacional da Amizade (em castelhano Puente Internacional de la Amistad) é uma importante ligação rodoviária entre o Brasil e o Paraguai, conectando as cidades de Foz de Iguaçu e Cidade do Leste, passando sobre o rio Paraná. Sua construção teve início em 1959 e a inauguração ao tráfego deu-se em 27 de março de 1965 com a presença dos presidentes Castelo Branco e Alfredo Stroessner.
O local onde se encontra o canal entre Sete Quedas e Foz do Iguaçu era estreito, profundo e com águas revoltas. Suas variações de nível em condições normais chegavam até dez metros em 36 horas, resultando uma oscilação 30 centímetros por hora. Em função da rapidez de variações do rio Paraná foi definido que a ponte deveria ter vão livre de 18 metros acima do nível da água mesmo em grandes cheias. Tais condições foram resolvidas anos depois, com a construção da Barragem de Itaipu.
O rio Paraná, devido a sua extensão continental, sofre duas cheias por ano, sendo a primeira em junho ou julho e a segunda no fim do ano, entre novembro e dezembro. Esta variação não está relacionada com as estações do ano, e sim com o regime de chuvas nas regiões em que passa. Os registros históricos comprovaram que a maior cheia havia acontecido em 1905, quando as águas chegaram a 30 metros acima do nível normal.
Em função da construção da ponte surgiu o comércio exportador e importador de Foz do Iguaçu. Iniciou-se a colonização e inauguração da cidade de Puerto Stroessner, atualmente chamada de Cidade do Leste, cidade que ocupa o posto de segundo maior centro urbano do Paraguai e seus clientes em sua maioria são brasileiros atraídos pelos baixos preços dos produtos vendidos na cidade.
O tratado de construção da ponte foi assinado em 29 de maio de 1956 pelos governos do Brasil e do Paraguai. No dia 14 de novembro de 1956 foi criada a comissão encarregada do projeto e execução da obra. A ponte, na época de sua construção em 1962, foi recorde mundial de vão em ponte de concreto armado e arco engastado com 290 metros.[carece de fontes?]
A localização foi definida entre cinco pontos considerados ideais determinados após a execução de estudos hidrológicos do regime do rio Paraná durante um período de vinte anos (outro recorde). No mês de fevereiro de 1957 uma embarcação adernou enquanto era executado o levantamento de medidas batimétricas. Neste acidente morreu o engenheiro Tasso Costa Rodrigues e outros integrantes de sua equipe enquanto os outros se salvaram.[carece de fontes?]
Os números das medições comprovam a grandiosidade da obra. A região levantada para a construção, ou seja, a área da bacia a montante da ponte é de 870 mil km². Isto quer dizer que para determinar a melhor localização, foi necessário o levantamento de uma área maior do que a Península Ibérica.[carece de fontes?]
Estruturas e materiais metálicos eram buscados em São Paulo, Volta Redonda e Rio de Janeiro. Para a construção do arco de sustentação da obra, a Companhia Siderúrgica Nacional, de Volta Redonda, montou um cimbre de aço carbono com 157,30 metros de comprimento e que tinha uma massa de 1 200 toneladas. A imensa estrutura de aço foi montada em Volta Redonda, testada, e desmontada para ser transportada ao seu destino a 1 700 quilômetros de distância (Uma epopeia no final da década de 1950, início da década de 1960). Isto representou um grande desafio na época, pois o transporte dos componentes metálicos foi executado por carretas em estradas de traçado antigo. Em muitos trechos as peças não passavam, obrigando a alteração rápida de muitos pontos das estradas, além do reforço emergencial de pontes e viadutos.[carece de fontes?]
Em função das chuvas, da grande velocidade das águas, estreiteza e profundidade do canal (em torno de 71 metros de profundidade na época das cheias e nunca menor que de 28 m), as variações de nível do rio em sua caixa são extremamente rápidas e perigosas. Portanto, chegou-se a conclusão que a ponte deveria ter 77 metros de altura (e nunca menos) a partir do fundo do rio. Na época de maior cheia deveria estar a 32 metros acima do nível de água. O canal, o leito e as barrancas do rio são formados por basalto e siltito cuja resistência mecânica é muito elevada. A velocidade de vazão é de aproximadamente 2 a 3 metros por segundo. A principal condição preestabelecida no projeto da ponte era de que o tráfego fluvial não poderia ser interrompido. Desta forma foi projetada uma estrutura com 553 metros de comprimento, sustentada sobre arco com vão livre de 290 metros.[carece de fontes?]
Foram utilizados em sua construção:
Concreto armado: 43 000 m³ de concreto.
Madeira: 120 000 m² para formas, escoras e andaimes.
Pregos: 50 toneladas de pregos de 20 fábricas situadas nos Estados do Paraná, Santa Catarina e São Paulo.
Parafusos provindos de metalúrgicas de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro: 12 000 toneladas.
Arame de Construção: 33 toneladas da Siderúrgica Guaíra de Curitiba (Atual Gerdau).
Aço em laminados, cabos, rebites e parafusos de alta tensão metálica para a peça metálica do cimbre: 1 300 toneladas vindos da Companhia Siderúrgica Nacional.
Quantidade de operários: mil homens.
Quantidade de famílias deslocadas para o local: 600 famílias instalados na Vila Operária.