Prado é um município brasileiro no litoral do estado da Bahia, Região Nordeste do país. Localiza-se no extremo sul baiano, estando situado a cerca de 790 km a sudoeste da capital estadual. Ocupa uma área de aproximadamente 1 690 km², sendo que 13 km² estão em área urbana, e sua população foi estimada em 37 533 habitantes em 2025.
Foi na Praia da Barra do Cahy, no litoral norte do atual município de Prado, que a frota de Pedro Álvares Cabral ancorou no Recife dos Carapebas em 22 de abril de 1500. Entretanto, o povoamento surgiu de uma aldeia de índios que habitavam a margem do rio Jucuruçu. Em 1755, a localidade foi elevada à categoria de vila, vindo a ser reconhecida como cidade em 1886.
O município se desenvolveu sobretudo devido à pesca, agricultura e, mais recentemente, turismo. Prado constitui um relevante destino turístico principalmente por causa de suas praias e falésias em seus 84 km de litoral. Outros atrativos da cidade incluem os bares e restaurantes da área central, os ateliês de artesanatos e a Igreja Matriz de Nossa Senhora da Purificação, fundada no século XVIII.
Conforme a história da Certidão de Nascimento do Brasil, foi na Praia da Barra do Cahy, no litoral norte do município de Prado, localidade situada administrativamente em terras pradenses desde 2 de agosto de 1896, que a frota de Pedro Álvares Cabral ancorou no Recife dos Carapebas ao cair da tarde daquela quarta-feira do dia 22 de abril de 1500. Na manhã no dia 23, o subcomandante da esquadra, capitão Nicolau Coelho aportou na foz do rio Cahy numa tentativa de estabelecer contato com os poucos índios aglomerados na praia.
Na manhã do dia 24 de abril, a frota navegou ao norte em busca de um pouso seguro e encontra Porto Seguro e o rio Mutari em Coroa Vermelha, tomando posse do Brasil em nome de Portugal.
O município de Prado surgiu de uma aldeia de índios que habitavam a margem do rio Jucuruçu. Em 3 de março de 1755, a aldeia Jucuruçu foi elevada à categoria de vila, pelo então vice-rei do Brasil Luís Pedro Peregrino de Carvalho e Ataíde. Esta vila recebeu o nome de Prado. A criação da freguesia de Nossa Senhora da Purificação do Prado é datada de 20 de outubro de 1795, data que marca a fundação da atual paróquia.
Pela lei provincial nº 129, de 2 de agosto de 1886, houve a elevação à categoria de cidade. Nesse mesmo ano foram criados os distritos de Cumuruxatiba e Escondido. Contudo, este último foi desmembrado juntamente com o distrito de Jucuruçu para compor o município de Itamaraju pela lei estadual nº 1.509, de 5 de outubro de 1961. Pela lei estadual nº 4.838, de 24 de fevereiro de 1989, Prado cedeu mais uma parte de seu território para a criação do município de Vereda. O desenvolvimento do município se deve sobretudo à pesca, agricultura e turismo.
A área do município, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), é de 1 692,1 km², sendo que 13,28 km² constituem a zona urbana. Situa-se a 17°20'28" de latitude sul e 39°13'15" de longitude oeste e está a uma distância de 788 quilômetros a sudoeste da capital baiana. Seus municípios limítrofes são Porto Seguro, Alcobaça, Itamaraju e Vereda.
De acordo com a divisão regional vigente desde 2017, instituída pelo IBGE, o município pertence às Regiões Geográficas Intermediária de Ilhéus-Itabuna e Imediata de Teixeira de Freitas. Até então, com a vigência das divisões em microrregiões e mesorregiões, fazia parte da microrregião de Porto Seguro, que por sua vez estava incluída na mesorregião do Sul Baiano.
O relevo de Prado é predominantemente plano com ondulações leves, alternando-se entre tabuleiros costeiros, planícies costeiras, planícies de mangue e planícies fluviais. Os tabuleiros costeiros são o tipo de relevo predominante, caracterizados pelo topo plano com variações bruscas de altitude no encontro com o mar, dando origem a falésias em alguns trechos do litoral. As planícies, por sua vez, ocorrem em menor escala. O rio Jucuruçu demarca a planície fluvial mais representativa e em sua foz no oceano Atlântico, a sul do município, está localizada a cidade, onde as planícies fluvial e de mangue formadas pelo manancial se encontram com um trecho de planície costeira. Essa região relativamente aplainada da costa, na qual se estabeleceu a zona urbana da sede de Prado, é resultado do transporte de sedimentos pelo Jucuruçu e pelo próprio mar no decorrer do Quaternário.
A altitude não ultrapassa os 200 metros, com elevações crescentes à medida que se afasta da costa, que possui 84 km de litoral. Além do rio Jucuruçu, outros mananciais expressivos no município são os rios Cahy e Japara Grande, embora haja uma rede de mananciais de pequeno porte que dão origem a bacias hidrográficas menores. A cobertura vegetal original varia conforme o tipo de relevo. Os tabuleiros costeiros favoreceram o domínio da Mata Atlântica; nas planícies costeiras o solo mais arenoso possibilitou o desenvolvimento da restinga; nas planícies de mangue o encontro entre as águas doce e do mar, sobretudo na foz do rio Jucuruçu, alimentou o surgimento dos manguezais; e as planícies fluviais deram origem às matas ciliares.
A cobertura vegetal passou por transformações profundas desde o Brasil Colônia, com a supressão das matas nativas para dar espaço às lavouras e à zona urbana. Além disso, a cidade já enfrentou problemas com a erosão devido às características naturais relevo e do solo, associadas à remoção sem controle da vegetação, situação que prejudicou construções. O reflorestamento com eucalipto destinado à indústria de celulose é outra forma de ocupação massiva do solo. Os principais remanescentes de mata nativa protegidos em Prado ficam no Parque Nacional do Descobrimento, que possui 22,6 mil hectares e se destina a preservar a Mata Atlântica dos tabuleiros costeiros.
O clima pradense é caracterizado, segundo o IBGE, como tropical quente superúmido (tipo Af segundo Köppen), com chuvas bem distribuídas entre os meses do ano e temperatura média anual em torno dos 25 °C. Os invernos são amenos e frescos e os verões com temperaturas altas. O mês mais quente, fevereiro, tem temperatura média de 26 °C, sendo a média máxima de 29 °C e a mínima de 24 °C. E o mês mais ameno, julho, possui média de 23 °C, sendo 25 °C e 21 °C as médias máxima e mínima, respectivamente.
Os meses de janeiro e fevereiro são os mais ensolarados, com uma média de 9 horas de sol por dia, enquanto que setembro é o menos ensolarado (6,6 horas). O índice pluviométrico é de aproximadamente 1 125 mm, sendo agosto o mês mais seco e novembro o mais chuvoso. Apesar das chuvas e da umidade relativa do ar bem distribuídas no decorrer do ano, há uma ligeira concentração das precipitações nos meses da primavera e outono, sobretudo entre outubro e dezembro e de março a maio. Episódios eventuais de chuvas extremas e contínuas provocam enchentes e deixam estradas rurais sem condições de uso.
Em 2022, a população foi estimada em 35 003 habitantes pelo censo daquele ano, realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em 2010, a população era de 27 627 habitantes. Segundo o censo de 2010, 13 990 habitantes eram homens (50,63% do total) e 13 637 habitantes mulheres (49,36%). Ainda segundo o mesmo censo, 15 474 habitantes viviam na zona urbana (56,01%) e 12 153 na zona rural (43,98%). Da população total em 2010, 8 620 habitantes (31,2%) tinham menos de 15 anos de idade, 17 322 habitantes (62,7%) tinham de 15 a 64 anos e 1 685 pessoas (6,1%) possuíam mais de 65 anos, sendo que a esperança de vida ao nascer era de 72,03 anos. O Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDH-M), de 0,621, era o 84º maior da Bahia.
Segundo o censo do IBGE de 2010, 9,2% das crianças de 10 a 13 anos trabalhavam no município, sendo 21,1% dos meninos dessa faixa etária e 8,5% das meninas. Na faixa entre 14 e 15 anos a porcentagem sobe para 21%. O setor que mais emprega esses grupos de idade é a agropecuária. No mesmo ano, a população pradense era composta por 17 294 pardos (62,6% do total), 4 173 negros (15,1%), 3 741 brancos (13,54%), 2 175 indígenas (7,87%) e 245 amarelos (0,89%). O município possui a quinta maior população indígena da Bahia e existem 15 aldeias de índios, segundo o IBGE. Quanto às religiões, 17 368 são católicos (62,87%), 5 962 evangélicos (21,58%), 929 Testemunhas de Jeová (3,36%), 180 espíritas (0,65%), 2 820 pessoas sem religião (10,21%) e os 1,33% restantes possuíam outras religiões além dessas ou não tinham religiosidade definida.