Presidente dos Estados Unidos (POTUS) é o título que recebe o chefe de Estado e chefe de governo dos Estados Unidos, o mais alto cargo político do país por influência e reconhecimento. O presidente lidera o poder executivo do governo federal e é um dos dois membros eleitos do poder executivo (o outro sendo o vice-presidente). Entre outros poderes e responsabilidades, o Artigo II da Constituição dos Estados Unidos encarga o presidente à "fiel execução" da lei federal, torna-o comandante em chefe das forças armadas, autoriza-o a nomear oficiais executivos e judiciais com o conselho e consentimento do Senado e permite ao presidente conceder indultos ou moratórias. Nos tempos contemporâneos, o presidente também é visto como uma das figuras políticas mais poderosas do mundo, como o líder da única superpotência global remanescente. Como líder do país com o maior PIB, o presidente possui significativo poder nacional e internacional, exercendo o chamado hard e soft power pelo mundo.
O presidente é eleito pelo povo indiretamente, através do Colégio Eleitoral para um mandato de quatro anos, com um limite de dois mandatos (consecutivos ou não) imposto pela Vigésima Segunda Emenda Constitucional, ratificada em 1951. Sob este sistema, a cada estado é atribuído um número de votos eleitorais proporcional ao tamanho da delegação conjunta do estado em ambas as câmaras do Congresso. Ao Distrito de Colúmbia são também concedidos votos eleitorais, segundo a 22ª Emenda. Eleitores em quase todos os estados escolhem, através de um sistema de pluralidade de votação, um candidato presidencial, o qual recebe todos os votos eleitorais do estado. Uma maioria absoluta de votos eleitorais é necessária para tornar-se presidente; se nenhum candidato obtiver uma maioria, a escolha é dada à Câmara dos Representantes, a qual vota pela delegação do estado. A eleição para presidente se dá sempre, de acordo com a constituição dos Estados Unidos, na primeira terça-feira de novembro do último ano de mandato de um presidente. A posse do novo presidente ocorre no dia 20 de janeiro do ano seguinte às eleições, às 12 horas, tradicionalmente no Capitólio.
O Artigo II da Constituição estabelece o poder executivo do governo federal e confere tais poderes ao presidente. O poder inclui a execução e aplicação da lei federal e a responsabilidade de nomear funcionários federais executivos, diplomáticos, reguladores e judiciais. Com base nas disposições constitucionais que autorizam o presidente a nomear e receber embaixadores e concluir tratados com potências estrangeiras e nas leis subsequentes promulgadas pelo Congresso, a presidência moderna tem a responsabilidade primária na condução da política externa dos Estados Unidos. Dentre as principais funções inerentes ao cargo, o presidente comanda as forças armadas mais poderosa do mundo e a com maior orçamento, em posse também do segundo maior arsenal nuclear do globo.
O presidente também desempenha um papel de liderança na legislação federal e na formulação de políticas domésticas. Como parte do sistema de "pesos e contrapesos", o Artigo I, Seção 7 da Constituição Federal dá ao Presidente o poder de sancionar ou vetar legislações federais. Como os presidentes modernos também são normalmente vistos como líderes de seus partidos políticos, a formulação de políticas importantes é significativamente moldada pelo resultado das eleições presidenciais, com os presidentes desempenhando um papel ativo na promoção de suas prioridades políticas para membros do Congresso, que muitas vezes dependem eleitoralmente do presidente. Nas últimas décadas, presidentes tem usado de forma mais comum as ordens executivas, regulamentações de agências federais e indicações judiciais para moldar a política doméstica. Muitos estudiosos e analistas políticos tem criticado a expansão dos poderes do presidente, chamando a atual postura do cargo como uma Presidência Imperial.
Desde a adoção da Constituição, 45 indivíduos foram eleitos ou sucedidos ao cargo de presidente, servindo um total de 58 mandatos de quatro anos. Grover Cleveland serviu dois mandatos não consecutivos e é contado como 22.º e 24.º presidente. Por causa disso, todos os presidentes após o 23.º têm sua listagem oficial acrescentada de uma unidade. Donald Trump é o 47.º e atual presidente, após sua tomada de posse em 20 de janeiro de 2025. O salário presidencial anual é de 400 000 dólares.
Em 3 de setembro de 1783, o Tratado de Paris deixou os Estados Unidos independentes e em paz, porém com uma estrutura governamental abalada. O Segundo Congresso Continental havia elaborado os Artigos da Confederação em 1777, descrevendo uma confederação permanente, mas concedendo ao Congresso — a única instituição federal — um pouco de poder para financiar a si próprio ou para garantir que suas resoluções sejam aplicadas. Em parte, isto refletiu o ponto de vista antimonárquico no período revolucionário e o novo sistema estadunidense foi explicitamente concebido para evitar a ascensão de um tirano americano para substituir o monarca britânico.
No entanto, durante a depressão econômica devido ao colapso do dólar continental, seguido pela Revolução Americana, a viabilidade do governo ianque estava ameaçada pela agitação política de vários estados, esforços pelos devedores para usar governo popular para eliminar suas dívidas, e a aparente inabilidade do Congresso Continental para resgatar as obrigações públicas contraídas durante a guerra. O Congresso também aparentava ser incapaz de voltar um fórum para cooperação produtiva entre os estados, encorajando comércio e desenvolvimento econômico. Em resposta, uma Convenção Constitucional foi convocada, ostensivamente, para reformar os Artigos da Confederação, mas que, subsequentemente, começou a elaborar um novo sistema de governo que incluía um maior poder executivo enquanto mantinha os controles e balanços, que pensavam ser restrições essenciais em qualquer tendência imperial no cargo de presidente.
Indivíduos que presidiram sob o Congresso Continental durante o período revolucionário e sob os Artigos da Confederação tiveram o título de "Presidente do Congresso Unido dos Estados Unidos," comumente abreviado para "Presidente dos Estados Unidos". O cargo é um pouco distinto do poder executivo. Com a ratificação da Constituição em 1788, uma separação do poder executivo foi criada, chefiada pelo Presidente dos Estados Unidos.
A autoridade executiva do presidente sob a Constituição, temperada pelos controles e balanças dos poderes judicial e legislativo do governo federal, foi planejada para solucionar diversos problemas políticos face à jovem nação e para antecipar desafios futuros, enquanto ainda preservava o surgimento de autocratas sob uma nação receosa de autoridade real.
O hino oficial presidencial é "Hail to the Chief", procedido por "Ruffles and Flourishes" e é primordialmente tocado para anunciar a chegada do presidente às funções estatais.
Função legislativa do Artigo 1º
A Cláusula de Apresentação exige que qualquer projeto de lei aprovado pelo Congresso seja apresentado ao presidente antes que ele se torne lei. Uma vez que a legislação tenha sido apresentada, o presidente tem três opções:
Assinar a legislação no prazo de dez dias, excluindo os domingos - o projeto então se torna lei;
Vetar a legislação dentro do prazo acima e devolvê-lo à casa do Congresso da qual se originou, expressando quaisquer objeções - o projeto de lei não se torna lei, a menos que ambas as casas do Congresso votem a anulação do veto por uma votação de dois terços;
Não tomar medidas sobre a legislação dentro do prazo acima - o projeto se torna lei, como se o presidente tivesse assinado, a menos que o Congresso seja adiado na época, caso em que não se torna lei (um veto de bolso).
Em 1996, o Congresso tentou aumentar o poder de veto do presidente com o Line Item Veto Act. A legislação autorizava o presidente a assinar qualquer projeto de lei de gastos, ao mesmo tempo em que punha certos itens de gastos dentro da conta, particularmente quaisquer novos gastos, qualquer quantia de gastos discricionários ou qualquer novo benefício fiscal limitado. O Congresso poderia então repassar esse item em particular. Se o presidente então vetasse a nova legislação, o Congresso poderia anular o veto pelos seus meios ordinários, um voto de dois terços nas duas casas.