Procópio Cardozo Neto (Salinas, 21 de março de 1939) é um ex-futebolista e ex-treinador brasileiro, que atuava como zagueiro.
Teve passagens por grandes clubes, como Palmeiras (onde jogou com jogadores como Ademir da Guia, e Djalma Santos), Atlético Mineiro, Fluminense, Cruzeiro, onde, neste último, esteve junto ao elenco de 1966, campeão da Taça Brasil.
Procópio deixou a cidade natal aos 11 anos, com destino a Belo Horizonte, dois anos depois que seu pai, promotor público, foi assassinado com tiros nas costas em uma praça local. Começou no infantil do Atlético Mineiro, em 1954, e, dois anos depois, se tornou atleta do Esporte Clube Renascença.
Eventualmente, atraiu a atenção do Cruzeiro, que o contratou em 1959. Em sua primeira passagem, formou zaga com Nilsinho, Massinha e Cléver nas conquistas dos estaduais de 1959 e 1960, transferindo-se para o São Paulo em 1961 (o que, à época, fora a maior negociação do futebol mineiro, por Cr$5,1 milhões).
No São Paulo, Procópio jogou entre 1961 e 1962 em 36 ocasiões, com 22 vitórias, seis empates e oito derrotas.
Voltou a Belo Horizonte em 1962 para vestir a camisa do Atlético Mineiro por empréstimo. Faturou o Estadual daquele ano e permaneceu até meados de 1963 no Galo, até o Fluminense comprar seu passe junto ao Tricolor Paulista.
Naquele ano de 1962, havia sido Campeão Brasileiro de Seleções, com a camisa da Seleção de Minas Gerais.
Esteve em campo, pelo Fluminense, em 110 jogos, e marcou 2 gols entre abril de 1963 e julho de 1965, tornando-se campeão carioca em 1964.
Passou pelo Palmeiras entre 1965 e 1966, onde jogou 38 jogos, com 22 vitórias, oito empates e oito derrotas.
Retornou ao Cruzeiro, em 1966, por desavenças com o Atlético Mineiro, time que estava, durante a disputa da Taça Brasil, quando fez dupla com William (irmão de sua futura esposa, Mariam) na conquista deste título nacional.
Num jogo contra o Santos em outubro de 1968, pela Taça de Prata, foi atingido por Pelé e rompeu o tendão do joelho. A contusão aconteceu na melhor fase da carreira, quando aguardava a convocação para a Seleção. Depois, afastou-se dos campos por cinco anos, período em que estudou educação física pela Universidade Federal de Minas Gerais, trabalhou em um banco de Belo Horizonte e foi supervisor e técnico do juvenil do Cruzeiro.
Em 1973, Procópio retornou ao futebol - justamente contra o Santos - e contribuiu para levar o Cruzeiro às finais dos Campeonato Brasileiro de 1973 e 1974. Vestiu a camisa azul em 212 jogos contando as duas passagens.
Pela Seleção Brasileira jogou 10 vezes entre 1963 e 1968 com 5 vitórias, dois empates e três derrotas.
Procópio se tornou treinador no Cruzeiro, em 1977.
Como treinador, teve seis passagens distintas pelo Atlético Mineiro. Comandou o clube nos períodos de 1979/1981, 1984/1985, 1992, 1995/1996, 2003 e 2004/2005. Comandou o Atlético no vice-campeonato brasileiro de 1980, até às semifinais da Taça Libertadores de 1981, na primeira Copa Conmebol em 1992 e vice em 1995; além de salvar o Galo de um rebaixamento para a Segunda Divisão no Campeonato Brasileiro de 2004. O ex-treinador também foi ainda responsável pela conquista de três estaduais: 1978, 1979 e 1980. Ao todo foram 328 jogos no comando do clube, o que o coloca atrás apenas de Telê Santana entre os técnicos que mais comandaram a equipe.
No total, passou 14 anos trabalhando no mundo árabe: dez no Catar, dois nos Emirados Árabes e dois na Arábia Saudita.
Campeonato Mineiro: 1959, 1960, 1961, 1967, 1968 e 1973
Taça Dínamo Moscou versus Fluminense: 1963