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Projeto Vanguard

O Projeto Vanguard foi um programa espacial, conduzido pelos Estados Unidos, por meio do Naval Research Laboratory (NRL)

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O Projeto Vanguard foi um programa espacial, conduzido pelos Estados Unidos, por meio do Naval Research Laboratory (NRL), cuja intenção era lançar o primeiro satélite em órbita do mundo, usando um foguete Vanguard como veículo lançador a partir da Estação da Força Aérea de Cabo Canaveral, Flórida.

O foguete Vanguard foi criado com a intenção de ser o primeiro veículo lançador que os Estados Unidos poderiam usar para colocar um satélite em órbita. No entanto, a "Crise do Sputnik", causada pelo lançamento do Sputnik 1 e a falha do Vanguard TV3, levaram o governo americano a optar pelo satélite Explorer 1 usando o foguete Juno I, fazendo com que o Vanguard 1 se tornasse apenas o segundo satélite americano.

Depois da Segunda Guerra Mundial, devido ao impacto causado pelo míssil V-2 nos círculos militares, o interesse pela tecnologia de foguetes começou a se desenvolver nos Estados Unidos. Alguns cientistas enxergaram nos foguetes uma excelente ferramenta para pesquisas em grandes altitudes. Com o auxílio de uma centena de cientistas alemães várias iniciativas sobre o desenvolvimento de foguetes localmente tiveram início. E a partir dos resultados de lançamentos de um estoque de V-2 capturadas, e como esse estoque era limitado, já em 1946, surgiu a necessidade do desenvolvimento de foguetes para substituí-las. O primeiro desses foguetes, foi Aerobee, projetado pelo Applied Physics Laboratory (APL) da Universidade Johns Hopkins.

Em 1947, o Naval Research Laboratory (NRL) propôs a construção de um foguete para substituir a V-2 no programa de foguetes de sondagem Norte americano. Esse novo foguete, inicialmente chamado de Neptune e em seguida rebatizado como Viking, era menor que a V-2, porém mais potente, podendo levar cargas úteis maiores a cerca de 240 km de altitude com um alto grau de estabilidade. Doze desses foguetes foram lançados entre 1949 e 1955. Outros grupos se beneficiaram do programa de americano de lançamentos de V-2: um deles foi o Exército, que começou a trabalhar no seu míssil Redstone depois de 1950, e a Força Aérea, que começou a trabalhar no Atlas em 1954. Paralelo a esses, o Instituto de Tecnologia da Califórnia desenvolveu o foguete de pesquisas WAC Corporal.

Os satélites Vanguard eram esferas de alumínio, variando de 16,5 cm de diâmetro e 1,47 kg de peso a a 50,8 cm de diâmetro e 22,7 kg de peso. Sua principal característica foi o uso de energia solar, sendo que a permanência em órbita estimada do Vanguard 1 é de 240 anos!

Apesar da ênfase em desenvolver novos foguetes no período pós guerra, algumas iniciativas e estudos incipientes sobre satélites tiveram início. Um dos primeiros foi proposto pelo Bureau of Aeronautics da Marinha. Em Outubro de 1945, um comitê recomendou a execução de um programa de satélites de pesquisa. O Instituto de Tecnologia da Califórnia e a Aerojet Corporation receberam a incumbência de determinar se um projeto desse tipo seria tecnicamente possível usando o foguete de apenas um estágio proposto pela marinha.

Em 1946, a Marinha levou esse projeto para a Força Aérea, sugerindo um programa de satélite conjunto para facilitar o financiamento. Apesar da ideia parecer promissora, a Força Aérea informou que não poderia trabalhar em cooperação. Nesse meio tempo, a Força Aérea criou o projeto RAND (que mais tarde se tornou a RAND Corporation) para iniciar o estudo de viabilidade de um programa de satélites. Essa iniciativa gerou um documento chamado "Preliminary Design of an Experimental World-Circling Spaceship". Essa proposta identificou o satélite como sendo uma arma, tendo em vista que só dessa maneira eles conseguiriam financiamento.

Em Outubro de 1946, a RAND publicou um estudo adicional chamado "The Time Factor in The Satellite Program", no qual foi dada ênfase nos fatores psicológicos e políticos resultantes do lançamento do primeiro satélite do Mundo. Quando o Departamento de Defesa (DoD) foi criado em 1947, nenhum das armas foi autorizada a prosseguir com seus estudos sobre satélites. A Força Aérea interrompeu o seu programa em meados de 1947, mas o retomou em 1949. Na mesma época a Marinha interrompeu os seus estudos por falta de fundos. No início de 1948 o DoD revisou os programa de satélite existentes, mas novamente concluiu que nenhum dos dois programas, nem o da Marinha nem o da Força Aérea, havia estabelecido haviam estabelecido um objetivo científico ou militar que justificasse o alto investimento.

A RAND Corporation foi profética em relação ao impacto psicológico do lançamento do primeiro satélite que ela enfatizou em 1946, afirmando que um satélite seria um "instrumento de estratégia política". Quando a União Soviética lançou o Sputnik I em Outubro de 1957, ele teve exatamente o impacto que a RAND havia previsto, só que ao contrário, colocando os Estados Unidos para trás sofrendo uma queda na opinião pública mundial. Só depois dessa derrota em termos de propaganda o governo do Estados Unidos entendeu completamente a enorme importância daqueles estudos iniciais sobre satélites, pois na época dos primeiros Sputniks, existia um programa de satélites nos Estados Unidos.

Enquanto o desenvolvimento de mísseis e propostas de satélites progrediam nas forças armadas, um importante impulso foi dado ao uso cientifico da tecnologia de foguetes. Em 1951 a American Rocket Society (ARS) havia crescido a ponto de "sua voz ser ouvida". Em 1954, um comitê da ARS propôs que o governo financia-se o desenvolvimento de pequenos satélites científicos e usasse foguetes desenvolvidos pelas forças armadas para lançá-los.

Um comitê da Academia Nacional de Ciências, ao fazer os planos para o Ano Geofísico Internacional (IGY), recomendou a inclusão do lançamento de pequenos satélites nas atividades. A possibilidade dos Estados Unidos lançar um satélite como parte de sua contribuição ao Ano Geofísico Internacional foi considerada.

Em 1954, o Ano Geofísico Internacional do período (1957-1958), foi proposto, e entre as atividades propostas, estava o lançamento de satélites artificiais. Tanto os Estados Unidos e a União Soviética aceitaram essa proposta. Em 29 de Julho de 1955 a Casa Branca anunciou que os Estados Unidos iriam lançar pequenos satélites não tripulados como parte de sua participação no Ano Geofísico Internacional. No dia seguinte, a União soviética fez o mesmo.

O anúncio da proposta de lançamento de satélites feito pela Casa Branca foi resultado de um esforço coordenado entra a National Academy of Sciences (NAS), a National Science Foundation (NSF) e o Department of Defense (DoD). Ficou determinado que a NAS iria determinar os experimentos que seriam conduzidos. A NSF iria fornecer os fundos necessários e o DoD iria lançar o satélite. Um comitê foi criado no DoD para definir como o satélite seria lançado.

Esse comitê examinou três propostas: uma baseada no ainda incompleto míssil Atlas, outra no míssil Redstone (projeto Orbiter), e outra no foguete Viking. Esse último era baseado na experiência com foguetes de sondagem do Naval Research Laboratory (NRL) e da Martin Company. Em essência, essa proposta iria usar o foguete Viking como primeiro estágio, um Aerobee como segundo e um foguete ainda não definido com terceiro.

Depois de uma longa deliberação, o comitê recomendou essa última proposta em Agosto de 1955. A decisão foi aceita e ratificada pelo comitê político do DoD. O programa de satélite dos Estados Unidos para o IGY sob gerenciamento da Marinha e acompanhamento do DoD foi estabelecido e designado "Projeto Vanguard".

Desenvolver e lançar um veículo lançador de satélites.

Colocar no mínimo um satélite em órbita durante o IGY.

Executar um experimento científico com o satélite.

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