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Rafael Correa

Político equatoriano, Ex-presidente do Equador

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Rafael Vicente Correa Delgado (Guaiaquil, 6 de abril de 1963) é um economista e político equatoriano, tendo sido o 53.º presidente da República do Equador entre 2007 e 2017. Atualmente está sem partido, após se desfiliar, no início de 2018, do partido Alianza País, devido a uma disputa com seu sucessor Lenin Moreno.

Criado numa família de classe média na cidade portuária de Guaiaquil, Correa ganhou bolsas para estudar na Europa e nos Estados Unidos. Economista, foi assessor do ex-presidente Alfredo Palacio durante suas funções como vice-presidente. Depois, foi ministro de Economia e Finanças no início da gestão de Palacio na presidência, entre abril e agosto de 2005, após a destituição de Lucio Gutiérrez. Renunciou ao cargo por discordar da política presidencial. É casado com Anne Malherbe.

Durante sua gestão propôs uma postura nacionalista, oposta aos organismos multilaterais como o Banco Mundial e o FMI, e a favor de uma maior participação do Estado na exploração do petróleo.

No início de setembro de 2006, aparecia em terceiro lugar nas pesquisas eleitorais, passando para a liderança das pesquisas no começo de outubro. Candidato à Presidência da República pelo movimento Alianza PAIS (Patria Altiva (y) Soberana), obteve 22% dos votos nas eleições de 15 de outubro, ficando atrás do magnata da banana Álvaro Noboa (27%). No segundo turno disputado em novembro, obteve 56,67% dos votos válidos, contra 43,33% de Noboa. Correa tomou posse no dia 15 de janeiro de 2007, para um mandato de 4 anos. Participaram da posse políticos como os presidentes da Bolívia Evo Morales e da Venezuela Hugo Chávez, seus principais aliados no exterior, além de Luiz Inácio Lula da Silva do Brasil, Michelle Bachelet do Chile e Mahmoud Ahmadinejad do Irã.

Entre 2006 e 2016, a pobreza diminuiu de 36,7% para 22,5% e o crescimento anual do PIB per capita foi de 1,5% (contra 0,6% nas duas décadas anteriores). Ao mesmo tempo, as desigualdades, medida pelo índice de Gini, diminuíram de 0,55 para 0,47. Em 2019, em Puebla no México, participou da fundação do Grupo de Puebla, organização tida como a sucessora do Foro de São Paulo.

O pai de Correa era Rafael Correa Icaza, nascido na Província de Los Ríos, Equador, (23 de março de 1934 - 10 de junho de 1995), enquanto sua mãe é Norma Delgado Rendón (n.1 de setembro de 1939). Ele tinha três irmãos; Fabricio Correa, Pierina Correa e Bernardita Correa. Tendo crescido na cidade costeira de Guayaquil, ele descreveu sua origem familiar como sendo de "classe média baixa".

Quando Correa tinha 25 anos de idade, seu pai foi preso por envio de drogas aos Estados Unidos e passou 5 anos na prisão pela infração.

Reconhecendo publicamente este incidente enquanto presidente, Correa declarou que "Eu não tolero o que ele fez, mas os traficantes de drogas não são criminosos. Eles são mães solteiras ou desempregados que estão desesperados para alimentar suas famílias".

Correa tinha 18 anos antes de ser informado sobre as ações de seu pai.

Estudou o ensino primário e secundário na Escola San José-La Salle, em sua cidade natal. Durante sua juventude, integrou e dirigiu grupos de escoteiros da Associações de Escoteiros do Equador, assim como uma tropa do "Grupo 14 San José-La Salle" e por fim, o "Grupo 17 Cristóvão Colombo" que ele ajudou a fundar. Nos estudos secundários, foi presidente da Associação Cultural dos Estudantes Lasallianos (ACEL). Posteriormente, por conta de seu desempenho, obteve uma bolsa de estudos na Universidad Católica de Santiago de Guayaquil, uma importante instituição de ensino superior do país, onde graduou-se em Economia em 1987.

Ainda na universidade, foi eleito presidente da Associação dos Estudantes de Economia (AEAA) e, em seguida, presidente da Federação de Estudantes (FEUC) da mesma instituição, uma posição que em 1986 o permitiu presidir a Federação dos Estudantes das Universidades Privadas do Equador (FEUPE).

Após a conclusão dos estudos na UCSG, Correa trabalhou por um ano em uma missão em um jardim de infância administrado pela ordem salesiana em Zumbahua , província de Cotopaxi, onde ensinou catolicismo e matemática. Durante seu trabalho em Cotopaxi, adquiriu uma conhecimento básico da língua quechua, falada pela maioria da população indígena que habita os Andes equatorianos. Além do espanhol e do quechua, Correa também fala fluentemente francês e inglês.

Posteriormente, Rafael conseguiu uma bolsa para estudar economia na UCLouvain na Bélgica, onde conheceu Anne Malherbe Gosselin, com quem se casou e teve três filhos. tendo um mestrado em Economia pela mesma universidade.

Correa conseguiu pagar uma educação universitária com a ajuda de bolsas de financiamento.

Ele então continuaria seus estudos na Universidade de Illinois em Urbana-Champaign , onde obteve um mestrado em Economia em maio de 1999 e um PhD em Economia em outubro de 2001.

Durante os estudos de pós-graduação, ele veio sob a influência particular do economista crítico do liberalismo: Joseph Stiglitz.

O conselheiro de Correa na Universidade de Illinois foi Werner Baer, que mais tarde comentou que na época Correa não parecia anticapitalista, mas estava preocupado com a distribuição desigual de renda na sociedade.

Retornando ao Equador, Correa conseguiu um cargo na Universidade de San Francisco em Quito, onde lecionou economia. Ao mesmo tempo, ele trabalhou como consultor econômico para agências estaduais e internacionais. Durante este período, o Equador passou por uma crise bancária e o governo do presidente Jamil Mahuad substituiu a moeda sucre equatoriana pelo dólar americano, Correa foi altamente crítico desta política de dolarização, argumentando contra ela em várias publicações acadêmicas que ele produziu na época.

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