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Raimundo Colombo

Ex-governador de Santa Catarina

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João Raimundo Colombo (Lages, 28 de fevereiro de 1955) é um político brasileiro, filiado ao Partido Social Democrático (PSD). Foi governador do Estado de Santa Catarina, de 2011 a 2018. Pelo mesmo, também foi Senador da República, de 2007 a 2010. É um dos Vice-Presidentes da Executiva Nacional do PSD e responde pela Coordenação de Estudos Políticos da Fundação Espaço Democrático do partido.

Raimundo foi deputado estadual de 1987 a 1988. Em seguida, governou o município de Lages entre 1989 a 1992, cargo que viria a ocupar novamente de 2001 a 2006. Eleito deputado federal em 1998, exerceu o mandato até 2000, quando assumiu a prefeitura de Lages.

Em 2003 foi eleito presidente do PFL catarinense, mandato que cumpriu até 2007. Ocupou o mesmo cargo entre 1993 e 1995. Também foi secretário-geral do PFL no estado. Ocupou os cargos de diretor administrativo da Telecomunicações de Santa Catarina (Telesc), diretor presidente da Centrais Elétricas de Santa Catarina (Celesc) e presidente da Companhia Catarinense de Águas e Saneamento (Casan). Ainda exerceu o cargo de secretário de estado para o Desenvolvimento da Região Serrana, no governo Jorge Bornhausen.

Em 2006 foi eleito para o Senado. Licenciou-se do mandato de senador em 2010 para disputar o Governo do Estado de Santa Catarina, sendo eleito governador com votação recorde em 2010 e reeleito 2014, as duas vezes em primeiro turno. Colombo licenciou-se do cargo em 2018, renunciando definitivamente o Governo em abril daquele ano para candidatar-se nas eleições de outubro ao Senado, tendo sido derrotado e ficando em 4° lugar na disputa por 1 das 2 vagas disputadas.

Em fevereiro de 2019, assumiu a Coordenação de Estudos Políticos da Fundação Espaço Democrático do PSD.

Sua gestão não escapou das acusações de corrupção e improbidade que marcaram o debate público durante as investigações da Operação Lava Jato e durante a crise política que levou ao impeachment de Dilma Rousseff – tendo sido incluído tanto na delação de Ricardo Saud, ex-diretor de relações institucionais do Grupo JBS, como na delação do ex-diretor ambiental da Odebrecht (atual Novonor), Fernando Cunha Reis como parte dos esquemas de Corrupção investigados no âmbito Operação Lava-jato.

Em 2022, concorre novamente ao cargo de Senador pelo PSD após a derrota, 4° lugar, na eleição de 2018.

Colombo ocupou diversos cargos e funções públicas. Foi um dos Vice-Presidentes da Executiva Nacional do PSD e desde fevereiro de 2019 responde pela Coordenação de Estudos Políticos da Fundação Espaço Democrático do partido.

Publicou, em 2009, o livro de autopromoção intitulado "Povo tem Rosto, Nome e Endereço", de forma virtual.

Prefeitura de Lages (1989-1992) e (2001-2006)

Exerceu três mandatos como Prefeito de Lages. Construiu banheiros em casas sem saneamento, criou o Programa Juro 0 (empréstimo sem juros a micro e pequenos empresários), municipalizou e terceirizou a distribuição d’água e tratamento de esgoto, retirando-os do controle da estatal Casan, entre outras ações.

Senador da República (2007-2010)

Em seu mandato até dezembro de 2010, apresentou 175 proposições legislativas, entre projetos de lei, Propostas de Emenda à Constituição e requerimentos. No ano de 2009, segundo o portal Transparência Brasil, foi o Senador que mais apresentou projetos de Lei na casa, sendo que 85% deles considerados de alto impacto econômico e social.

Governador de Santa Catarina (2011-2018)

Na eleição para governador de Santa Catarina, os principais adversários foram a ex-prefeita de Florianópolis Ângela Amin (PP) e a então senadora Ideli Salvatti (PT). Com 1.815.304 votos, representando 52,72%, ele se elege no primeiro turno. Em 1º de janeiro de 2011, Colombo toma posse juntamente com seu vice Eduardo Pinho Moreira.(reeleito) em 2014.

Em maio de 2011, Raimundo anunciou a saída do Democratas e a entrada no Partido Social Democrático. Ainda no mesmo mês, o governador foi para a Europa buscando investimentos. Entre os dias 22 e 30 de outubro, o governador esteve fechando contratos na Coreia do Sul e no Japão.

Em 16 de dezembro de 2011, foi inaugurada a duplicação do trecho da SC-401 entre o viaduto de Jurerê e Canasvieiras, tendo sido gastos 36 milhões de reais, divididos entre Estado (R$ 24,1 milhões) e o Governo Federal através do Ministério do Turismo (R$ 11,9 milhões). A 22 de dezembro de 2011, inaugurou-se a terceira faixa da SC-405 no sul da ilha com 7,6 milhões de reais em investimento. A inauguração ocorreu em meio a pequenos protestos do povo que pediam mais segurança na rodovia. Alguns dias depois, em 29 de dezembro foi inaugurada a pavimentação da SC-108, que dá acesso ao município de Anitápolis, com 22,3 milhões de reais. Ainda em dezembro de 2011 foram entregues também os acessos pavimentados aos municípios de Mirim Doce: SC-425, Campos Novos até Abdon Batista: SC-455 e Ipuaçu até Entre Rios: SC-451.

Em dezembro de 2011, o governo Colombo conseguiu empréstimo junto ao BNDES de R$ 40 milhões para investir em obras viárias em Joinville. As obras começaram no início de janeiro de 2012 com o binário do Bairro Vila Nova e a duplicação da Rua 15 de Novembro, obras de grande impacto na malha viária joinvillense. A contrapartida do Estado de Santa Catarina foi de R$ 20 milhões.

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