Ralph Boschung (Monthey, 23 de setembro de 1997) é um automobilista suíço. De 2017 a 2023, disputou o Campeonato de Fórmula 2 da FIA pelas equipes Campos Racing, MP Motorsport e Trident. Ele foi o único piloto a participar de corridas em todas as edições da era moderna da Fórmula 2 até 2023. Desde 2026, é piloto de desenvolvimento da Audi F1 Team.
Fez sua estreia no automobilismo em 2012, competindo na Fórmula BMW Talent Cup, ficando em 4º lugar. No ano seguinte, fez sua estreia na ADAC Formel Masters, onde permaneceu durante 2 temporadas.
Na GP3 Series, Boschung estreou em 2015, pela equipe Jenzer Motorsport, tendo como companheiros Pål Varhaug e Mathéo Tuscher. Ralph pontuou em dez das dezoito corridas, tendo um terceiro lugar na corrida curta de Silverstone como melhor resultado, e terminando o campeonato em 11º lugar, somando 28 pontos e sendo o melhor piloto da Jenzer do ano.
Em março de 2016, assinou com a Koiranen GP, correndo com Matt Parry e Matevos Isaakyan. Boschung venceu a corrida 1 da Áustria, sendo esta a sua primeira vitória em monopostos desde 2013. Pontuou em cinco corridas, mas a equipe o substituiu por Niko Kari em Spa-Francorchamps por razões financeiras. Boschung acabou retornando em Monza, onde não pontuou, até que se afastou da equipe em definitivo na penúltima rodada em Sepang. Com 48 pontos, Ralph voltou a se classificar em 11º no campeonato de pilotos.
Em março de 2017, Boschung disputou a temporada inaugural do Campeonato de Fórmula 2 da FIA pela Campos Racing. Começou tendo Stefano Coletti como companheiro de equipe, com este sendo substituído por Roberto Merhi, Robert Vișoiu e Álex Palou. Boschung pontuou pela primeira vez na rodada de Bacu, onde conquistou dois oitavos lugares. Superou esse resultado ao ser sétimo na corrida longa de Spielberg, mas o suíço acabou saindo da Campos antes da rodada final em Yas Marina, sendo substituído por Lando Norris, que vinha de um título na Fórmula 3 Europeia. Boschung terminou acumulando onze pontos e se classificando na décima nona colocação, sendo o piloto mais bem colocado da equipe.
Em 2018, Boschung se transferiu para a MP Motorsport, tendo Merhi e posteriormente, Dorian Boccolacci como companheiros. O suíço teve uma boa sequência de quatro corridas na zona de pontuação, tendo como melhor posição de chegada o sétimo lugar alcançado na corrida curta do Barém e na corrida longa de Bacu. Mas em seguida, Boschung teve cinco abandonos consecutivos entre a Espanha e a França por conta de incidentes de corrida e quebras em seu carro. Voltou a pontuar na rodada de Silverstone, sendo nono na corrida longa e oitavo na sprint. Pontuou pela última vez ao ser oitavo em Monza, mas novamente deixou a equipe antes do fim da temporada, com Niko Kari disputando as rodadas de Sochi e Yas Marina em seu lugar. Ao todo, foram dezessete pontos, com Boschung se classificando em décimo oitavo, abaixo de Mehri, que não disputou a temporada completa.
Em 2019, Boschung assinou com a Trident, sendo companheiro de Giuliano Alesi. O suíço pontuou apenas duas vezes, ao ser décimo em Barcelona e nono em Mônaco. Mas problemas de financiamento o fizeram perder sua vaga na Trident, com Ryan Tveter e Dorian Boccolacci o substituindo nas rodadas da Áustria e da Grã-Bretanha. Mas Ralph acabou retornando na rodada da Hungria. Ele seguiu com a equipe em Spa-Francorchamps, mas tanto ele quanto seu companheiro Alesi acabaram envolvidos no acidente que matou Anthoine Hubert e lesionou Juan Manuel Correa. Com o carro de Alesi sendo apreendido para investigações, a Trident optou por dar o carro de Boschung para o francês. O suíço acabou retornando em Sochi, mas Christian Lundgaard assumiu seu carro na última rodada em Yas Marina. Com três pontos, Boschung terminou em décimo nono, enquanto sua equipe Trident encerrou a temporada em último no campeonato de equipes.
Boschung chegou a se afastar da Fórmula 2 em 2020, mas acabou retornando para a Campos na última rodada, realizada no Barém, onde ele substituiu o titular Jack Aitken, escalado para substituir George Russell na Williams, que por sua vez, substituiria o compatriota Lewis Hamilton, diagnosticado com COVID-19, na Mercedes. Boschung se juntou a Guilherme Samaia na equipe espanhola, sendo décimo quarto na corrida longa e abandonando a Sprint, o que pôs o suíço na vigésima quinta posição no campeonato de pilotos.
Boschung seguiu com a Campos em 2021, sendo parceiro de Gianluca Petecof, que vinha de um título da Fórmula Regional Europeia no ano anterior. Mas o brasileiro, que também enfrentava problemas de financiamento, viria a deixar a equipe após a segunda rodada, com Matteo Nannini, David Beckmann e Olli Caldwell o substituindo. Boschung pontuou pela primeira vez ao ser quarto colocado em Mônaco, seu melhor resultado da carreira naquele momento. Mas na reta final, o suíço conquistou seu primeiro pódio na categoria ao ser terceiro na corrida longa de Jedá, onde ele sofreu problemas de freio e chegou a cair para 15º, mas ficou no pódio por que a prova foi reduzida para cinco voltas, por conta de dois acidentes. Boschung foi nono na corrida 1 de Yas Marina, o que lhe permitiu largar em segundo na corrida 2. O suíço chegou a ser ultrapassado por Guanyu Zhou, recuperando o segundo posto com o abandono de Marcus Armstrong, mas caiu para terceiro de novo ao ser ultrapassado por Robert Shwartzman. Com o nono lugar na corrida longa, Boschung terminou o ano com dois pódios, nove corridas na zona de pontuação e 59,5 pontos, se classificando em décimo.
Boschung continuou na Campos em 2022, ao lado de Caldwell, e voltou a conquistar um pódio ao ser terceiro na corrida longa de Ímola. O suíço chegou a participar dos treinos em Barcelona, mas desistiu da corrida por conta de uma forte dor no pescoço, ficando afastado até a rodada de Mônaco. Retornou em Bacu, sendo nono na corrida longa, e em Silverstone, se classificou em décimo sétimo, mas se afastou do campeonato por conta da dor no pescoço. Após três rodadas, onde Roberto Merhi ocupou sua vaga, Boschung retornou na Bélgica, onde, mesmo com dor, conseguiu obter mais um pódio ao ser terceiro na corrida sprint. Ficou até o final da temporada, mas não voltou a pontuar, e ainda se envolveu em acidentes, como o toque em Clément Novalak na sprint de Monza, e o da corrida longa desse mesmo circuito, onde ele saiu da pista de forma insegura, colidiu com Théo Pourchaire e com as barreiras de proteção. Boschung acumulou quarenta pontos, se classificando em décimo quinto.
Boschung renovou com a Campos para 2023, sendo companheiro de Kush Maini. O suíço teve um excelente começo de temporada ao conquistar a pole do grid invertido no Barém, que lhe rendeu a sua primeira e única vitória na categoria, após 96 largadas na F2. Na corrida longa, Boschung se beneficiou de uma série de incidentes envolvendo outros pilotos para garantir o segundo lugar, com ele obtendo uma inédita sequência de pódios e ocupando a vice-liderança na tabela, atrás apenas de Pourchaire, vencedor da corrida longa. O suíço ainda foi quarto na corrida curta de Jedá, o que o colocou provisoriamente na liderança do campeonato, mas não pontuou pelas próximas quinze provas. A sequência negativa se encerrou na Bélgica, onde ele lucrou com a chuva para se classificar em sétimo e terminou em oitavo na corrida curta e em décimo na corrida longa. O suíço pontuou pela última vez ao ser nono colocado em Monza, acumulando 37 pontos e se classificando em 16º.
Ralph Boschung não retornou para a Fórmula 2 em 2024, anunciando sua aposentadoria do automobilismo em fevereiro daquele ano. No momento de sua saída, o suíço tinha sido o único piloto a disputar todas as temporadas do Campeonato de Fórmula 2 da FIA, acumulando 120 largadas, o maior número até então. Esse último recorde só foi batido por Richard Verschoor, que competiu na F2 entre 2021 e 2025 e acumulou 129 largadas.
Entre 2024 e 2025, Boschung atuou como piloto de simulador da Sauber. Em fevereiro de 2026, a Audi F1 Team anunciou o suíço como seu mais novo piloto de desenvolvimento.