Ramon Menezes Hubner (Contagem, 30 de junho de 1972) é um treinador e ex-futebolista brasileiro que atuava como meio-campista. Atualmente está sem clube.
Especialista em cobranças de falta e escanteios, destacou-se primeiramente no Vitória em 1995, clube que voltou a defender entre 2008 e 2010, e fez parte do elenco do Vasco que marcou época no futebol brasileiro entre 1997 e 2000. Durante a carreira, jogou em outros vários grandes clubes do Brasil, como Cruzeiro, Bahia, Atlético Mineiro, Fluminense, Botafogo e Atlético Paranaense, tornando-se um dos jogadores com mais partidas e gols na história do Campeonato Brasileiro.
Ramón iniciou sua carreira em 1983 nas categorias de base do Cruzeiro, oriundo do futebol amador contagense, alcançando o nível profissional na Raposa em 1990. Depois de algumas temporadas no time mineiro, onde ajudou nas conquistas de diversos títulos, como duas Supercopas Libertadores, um Campeonato Mineiro e uma Copa do Brasil, se transferiu para o Bahia, em 1993.
Ramon chegou ao Vitória em 1994 e, logo na sua estreia, marcou os três gols do triunfo sobre o Jacobina por 3–0, em um amistoso. Durante as quase duas temporadas que jogou no Leão, foi sempre destaque nas equipes que formou. Foi artilheiro do Baianão de 1995, com 25 gols, tornando-se o maior goleador de um único certame desde Cláudio Adão, em 1986, até hoje. Pelos seus gols, principalmente os de falta, marcados no Barradão, ficou conhecido como Reizinho da Toca.
Suas apresentações chamaram atenção do Bayer Leverkusen, da Alemanha, que o contratou no segundo semestre de 1995. Permaneceu apenas uma temporada no clube alemão e, em 1996, foi repatriado pelo Vasco.
No clube carioca, Ramon conquistou quase tudo, tornou-se ídolo e detém a marca de 4º meia com mais gols na história do Vasco da Gama; em suas três passagens por São Januário, atuou em 270 jogos e marcou 96 gols. O jogador comandou o meio-campo vascaíno em sua primeira passagem durante quatro temporadas e foi um dos principais destaques de diversas conquistas, como Campeonato Brasileiro de 1997, a Libertadores de 1998, o Torneio Rio-São Paulo de 1999 e o Carioca de 1998. O meia também ajudou o time carioca a chegar à final do Mundial de Clubes da FIFA, sendo derrotado pelo Corinthians. Jogando ao lado de nomes como Juninho Pernambucano, Romário, Edmundo e muitos outros, Ramon marcou época no futebol brasileiro.
No início de 2000 foi para o Atlético Mineiro, onde foi novamente destaque, sagrando-se campeão mineiro em 2000, inclusive marcando o gol que garantiu o título do Galo sobre o Cruzeiro.
No ano seguinte foi contratado pelo Fluminense, mais uma vez mantendo um rendimento acima da média, o que lhe rendeu um lugar na Seleção Brasileira para a disputa da Copa das Confederações. Retornou ao Atlético ainda em 2001, permanecendo até o começo de 2002, quando foi contratado pelo Vasco.
No seu retorno ao Clube da Colina, comandou o elenco jovem do clube carioca no Brasileirão de 2002, sendo fundamental para a fuga do rebaixamento com seus 15 gols ao longo do certame. Com uma média de 0,88 gols por partida, terminou recebendo a Bola de Prata da Placar de melhor meio-campo da competição.
Fora do Brasil, mais Rio e Paraná
Depois de uma rápida passagem no Japão, em 2003, onde defendeu o Tokyo Verdy, retornou ao Brasil para defender o Fluminense e, em seguida, o Botafogo (que o contratou com ajuda da empresa fornecedora de material esportivo Kappa), nas temporadas de 2004 e 2005, respectivamente.
No ano de 2006, em seu segundo retorno ao Gigante da Colina, viveu momentos conturbados, entrando em conflito com o então técnico do time, Renato Gaúcho, e foi negociado ainda no decorrer da temporada com o Al-Gharafa, do Catar. Em janeiro de 2007, retornou ao Brasil para jogar pelo Atlético Paranaense, tendo uma passagem discreta pelo Furacão.
Ainda no primeiro semestre de 2008, numa parceria que envolveu compra e venda de vários jogadores entre o Vitória e o Atlético Paranaense, Ramon retornou ao clube onde jogou 15 anos antes: o Vitória.
Na sua segunda passagem pelo Leão, o jogador foi fundamental na conquista do Estadual de 2008, campeonato em que o time baiano se encontrava numa situação muito delicada, tendo sido considerado campeão apenas pelo número de gols marcados, no quadrangular final da competição. Ramon também foi um dos principais destaques na surpreendente campanha do Rubro-Negro no Brasileirão do mesmo ano. Porém, ainda na disputa do torneio, depois de desentendimentos com o então técnico do clube baiano Vagner Mancini, ele foi dispensado e aceitou um convite para jogar no futebol turco, onde atuou apenas oito vezes em partidas amistosas.
Em março de 2009, o Vitória, já sem Mancini, contratado pelo Santos, anunciou outra vez a contratação do jogador, depois de ser dada como certa a sua transferência para o Santa Cruz. Nas finais do do Baianão de 2009, marcou três dos quatro gols que o time baiano fez contra o seu maior rival, o Bahia, garantindo o tricampeonato leonino, e também o terceiro título da carreira do jogador.
No dia 19 de agosto, o Reizinho da Toca entrou para a história do Campeonato Brasileiro ao marcar o seu 93º gol, o primeiro da vitória do time rubro-negro por 2–1 sobre o Atlético Paranaense, em Brasileirões, igualando-se a Reinaldo na décima posição na lista dos maiores artilheiros da história da competição.
Já em 2010, na primeira metade de sua terceira temporada seguida com a camisa rubro-negra, foi fundamental na conquista do tetracampeonato baiano e na campanha do Vitória na Copa do Brasil, na qual sagrou-se vice-campeão. No dia 18 de julho, ao completar 200 jogos com a camisa vermelha e preta, foi homenageado com uma placa no começo da partida contra o São Paulo, em que Ramon marcou o terceiro gol da vitória por 3–2 do time da casa.
No final da temporada, porém, o clube foi rebaixado e Ramon não teve seu contrato renovado. No início de 2011, o jogador enviou uma carta aberta à torcida rubro-negra se despedindo: