Renan Antônio Ferreira dos Santos (São Paulo, 14 de fevereiro de 1984) é um ativista, empresário, músico e político brasileiro. Ficou conhecido por ser um dos fundadores e coordenadores do Movimento Brasil Livre (MBL), sendo uma das lideranças dos protestos contra o governo Dilma. É o atual e primeiro presidente do Partido Missão, aprovado pelo TSE, no dia 4 de novembro de 2025.
Renan Santos nasceu em 14 de fevereiro de 1984, na cidade de São Paulo. Durante sua infância e juventude, residiu no bairro da Mooca, na capital paulista. Seu pai é um advogado, e sua mãe, uma psicóloga. Após concluir o ensino médio, foi aprovado no curso de Direito da Universidade de São Paulo (USP). Durante seu período como estudante universitário, envolveu-se ativamente na política estudantil e na organização de eventos. Renan Santos não concluiu o curso de Direito, abandonando a graduação antes de sua formatura. Após deixar a faculdade, passou a trabalhar junto com seu pai em um grupo de empresários focado na reestruturação e recuperação de empresas em situação de falência ou grave dificuldade financeira.[carece de fontes?]
Manifestação contra a PEC 37 de 2013
A Proposta de Emenda Constitucional nº 37, apresentada em 2011 e rejeitada em 2013, buscava restringir a condução de investigações criminais às polícias federal e civil, retirando esta atribuição do Ministério Público. A medida ficou conhecida como “PEC da Impunidade” por seus críticos, que a viam como um enfraquecimento do combate à corrupção. Durante as manifestações populares de junho de 2013, a proposta tornou-se um dos principais alvos de protesto. Entre os organizadores das mobilizações esteve Renan Santos, que teve participação na convocação e condução de atos contrários à aprovação da emenda. A pressão popular foi decisiva para que o Congresso Nacional rejeitasse a PEC, mantendo o Ministério Público com poder de investigação.
Em 2014, Renan Santos, em parceria com Rubinho Nunes, seu irmão Alexandre Santos e outros indivíduos, fundou o Movimento Renova Vinhedo, um grupo jovem de militância liberal que tinha como principal característica o uso da internet e de uma estética irreverente para abordar suas pautas. O movimento possuía conexões com o grupo político do ex-prefeito Milton Serafim, de seu sucessor Jaime Cruz, e do vereador Rubens Alves, pai de um de seus integrantes.
Ainda em 2014, o Movimento Renova Vinhedo serviria de base para a criação do Movimento Brasil Livre (MBL), que estreou no cenário político com uma manifestação em frente ao Masp, em São Paulo, reunindo cerca de 5 mil pessoas e consolidando o uso da internet como principal ferramenta para promover pautas liberais. Junto com Kim Kataguiri, Gabriel Calamari, Frederico Rauh, Alexandre Santos, Rafael Rizzo e Rubinho Nunes, fundou Movimento Brasil Livre, a partir da comum insatisfação com a vitória de Dilma Rousseff na eleição presidencial daquele ano. Uma das principais funções de Renan dentro do novo Movimento foi realizar as articulações políticas. Ele foi um dos responsáveis por articular o que ficou conhecido como "Comitê do Impeachment", que foi formado por líderes dos Partidos e Movimentos para levar à frente o processo de impeachment da então presidenta, Dilma Rousseff.
O Movimento Brasil Livre (MBL) foi fundado em 2014, no contexto das manifestações contra o aumento das tarifas de transporte público e, em seguida, das mobilizações pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff. Renan Santos, junto de Kim Kataguiri, Fernando Holiday, Rubinho Nunes e outros, tornou-se um dos principais líderes do movimento.
Renan destacou-se como estrategista de comunicação e articulador de ações políticas e manifestações em larga escala. O MBL ficou conhecido por sua habilidade em organizar protestos nacionais com grande adesão popular, utilizando redes sociais como instrumento de convocação e propaganda.
Durante o processo de impeachment, Renan foi apontado como um dos rostos centrais da mobilização que levou milhões de pessoas às ruas. Após o afastamento de Dilma Rousseff, o MBL manteve-se ativo, apoiando pautas como a reforma da Previdência e o teto de gastos.
Manifestação de 1° de novembro de 2014
Renan e outros membros do MBL decidiram convocar manifestações logo depois que a sede da Editora Abril foi pichada por militantes de esquerda, em consequência de uma publicação da capa da Revista Veja que contava com Lula e Dilma e a legenda "Eles sabiam de tudo" - em referência às delações premiadas do doleiro Alberto Youssef, no âmbito da Operação Lava Jato.
Esse foi o primeiro ato do MBL, o qual tinha como pautas: combate à corrupção; uso da máquina pública por parte do PT para financiar campanhas; e a liberdade de imprensa. A manifestação foi realizada no Museu de Arte de São Paulo (MASP) e reuniu cerca de 2,5 mil pessoas.
Em 15 de março de 2015, milhões de pessoas em todos os estados brasileiros e no exterior se reuniram para defender a Operação Lava Jato e protestar contra o governo de Dilma Rousseff. Renan liderou a manifestação na Avenida Paulista, considerada a maior delas. Segundo estimativas, foram as maiores manifestações do país desde o início da Nova República.
Após as manifestações de março de 2015, Renan e demais membros do MBL iniciaram uma marcha de São Paulo até Brasília, pleiteando o impeachment de Dilma Rousseff. Chamada de "Marcha pela Liberdade", saiu de São Paulo no dia 24 de abril e percorreu três estados e mais de mil quilômetros, ao longo de 33 dias, chegando a Brasília em 27 de maio.
Acampamento (confrontos) e Comitê do Impeachment
Após o término da Marcha pela Liberdade, o grupo passou a acampar nos gramados localizados em frente ao Palácio do Planalto como forma de manter os sentimentos das manifestações por um prazo maior. Durante o período de assentamento, membros do movimentos foram agredidos fisicamente, como uma tentativa de desmobilizar o acampamento. Os ataques causaram efeito contrário e a causa ganhou repercussão na mídia, levando à criação do "Comitê do Impeachment".
Renan Santos foi um dos líderes desse comitê, se reunindo mais de uma vez em Brasília com Eduardo Cunha e Aécio Neves, que eram respectivamente o presidente da câmara dos deputados e o líder da oposição na época, além de outros deputados. Após um desentendimento com o governo, Eduardo Cunha se tornou favorável à abertura de um processo de impeachment em 2 de dezembro de 2015.
Manifestações de 13 de março de 2016