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Revolução Arménia em 2018

Protestos que levaram à renúncia do primeiro-ministro Serzh Sargsyan

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A Revolução Arménia de 2018, também conhecida como a Revolução de Veludo Arménio de 2018, foi uma série de protestos antigovernamentais na Armênia, de abril a maio de 2018, organizados por diversos grupos políticos e civis liderados por um membro do da Assembleia Nacional da Armênia — Nikol Pashinyan (chefe do partido Contrato Civil). Os protestos e marchas ocorreram inicialmente em resposta ao terceiro mandato consecutivo de Serzh Sargsyan, e posteriormente se ampliaram contra o Partido Republicano, que estava no poder desde 1999.

Serzh Sargsyan, que havia sido presidente da Armênia de 2008 a 2018, foi eleito primeiro-ministro em 17 de abril de 2018, após uma mudança constitucional que permitiu que ele concorresse ao cargo. A oposição e os manifestantes alegaram que essa mudança foi feita para permitir que Sargsyan permanecesse no poder.

Os protestos começaram em 12 de abril de 2018. Os manifestantes bloquearam ruas e estradas, e realizaram manifestações em Erevã, a capital do país. A polícia e as forças de segurança tentaram dispersar os manifestantes, mas eles continuaram a protestar pacificamente.

Em 22 de abril, Pashinyan foi preso e mantido em confinamento solitário durante a noite, sendo libertado no dia seguinte. Assim, após onze dias de protestos, Sargsyan cedeu, afirmando: "Eu estava errado" e que "os protestos nas ruas são contra meu mandato. Eu estou aceitando as demandas dos protestantes " e demitiu-se do cargo de Primeiro-ministro.

Em 28 de abril, todos os partidos da oposição no parlamento armênio anunciaram que apoiariam a candidatura de Pashinyan. Uma votação foi marcada na Assembleia Nacional para 1 de maio; para que Pashinyan fosse eleito primeiro-ministro, o que exigia 53 votos, ele teria que obter os votos de pelo menos seis membros do Partido Republicano. Pashinyan foi o único candidato apresentado para a votação. No entanto, o Partido Republicano votou unanimemente contra Pashinyan – 102 deputados estavam presentes, dos quais 56 votaram contra sua candidatura e 45 votaram a favor. Uma semana depois, em 8 de maio, ocorreu a segunda votação. Pashinyan foi eleito primeiro-ministro com 59 votos.

O evento é referido como uma revolução pacífica semelhante às revoluções em outros Estados pós-soviéticos.

A revolução foi vista como uma oportunidade para a Armênia realinhar sua política externa. Contrariando a política russa, a revolução na Armênia foi considerada de natureza "europeia", pois correspondia aos valores e princípios europeus, tanto sociais quanto políticos. A revolução sinalizou uma mudança significativa na política interna da Armênia, com políticos pró-Rússia sendo depostos do poder e um governo reformista assumindo o seu lugar. A mudança trouxe uma reavaliação das relações da Armênia com a Rússia.

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