Ricardo Tosto de Oliveira Carvalho (11 de março de 1963) é um advogado brasileiro.
Ricardo Tosto formou-se em direito pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e fez curso de extensão em administração de empresas pela Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP), é sócio do Leite, Tosto e Barros Advogados, um dos principais escritórios de advocacia do Brasil segundo o Anuário Análise Advocacia 500, publicação especializada sobre a área jurídica que lista os principais escritórios e advogados do país. É um dos grandes empreendedores da advocacia brasileira. Partiu de uma pequena sala e em poucos anos colocou seu escritório entre os maiores do Brasil. Planejou e atuou na defesa de personalidades e de empresas em vários casos que ganharam repercussão nacional. Advogou para grandes grupos brasileiros e multinacionais, para políticos de várias matizes ideológicas, para governos e pro bono para Organizações Não Governamentais. Conhece os limites de sua profissão e mais de uma vez experimentou situações de grande estresse e tensão na defesa de seus clientes. Contribuiu decisivamente para a criação de leis de grande relevância econômica no Brasil. Foi pioneiro na adoção de vários mecanismos legais que vieram a se transformar em ferramentas de uso comum. É a voz de comando no Leite, Tosto e Barros. Formou muitos de seus atuais sócios, que ingressaram na firma como estagiários. Supervisiona diretamente a condução das causas mais importantes sob os cuidados da firma, fórmula estratégias e cobra resultados.
O advogado é autor do livro "O Processo de Tiradentes", em parceria com Paulo Guilherme de Mendonça Lopes. O livro é uma transcrição comentada e contextualizada dos autos da devassa contra o alferes Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, e seus colegas da Inconfidência Mineira. O livro apresenta pela primeira vez o processo judicial da Inconfidência explicado por advogados contemporâneos. No caso, os processualistas Ricardo Tosto e Paulo Guilherme Mendonça Lopes, do escritório Leite, Tosto e Barros Advogados. O resgate histórico passeia pelo cenário da época e faz revelações curiosas sobre o processo.
Nas eleições de 2006, trabalhou para, entre outros, Cristovam Buarque, Paulinho da Força e Paulo Maluf. Durante a campanha de Maluf, manteve uma equipe monitorando programas de rádio e televisão para encontrar possíveis pedidos de direito de resposta.
Foi conselheiro de administração do BNDES desde agosto de 2007 até abril de 2008 por indicação da Força Sindical. Afastou-se do cargo durante as investigações da Operação Santa Teresa, da Polícia Federal — ele acabou sendo absolvido por falta de provas.
Ricardo Tosto foi investigado em 2008, durante a Operação Santa Teresa, por, supostamente, facilitar e liberar empréstimos do banco em um esquema de desvios de verbas do BNDES para empresas e prefeituras. Depois de 17 anos, ele foi absolvido por falta de provas.
Uma auditoria interna do BNDES concluiu não haver qualquer indício de irregularidade na concessão de financiamentos ao município de Praia Grande e às Lojas Marisa. Em sua defesa, o advogado de Ricardo Tosto afirmou que o nome de seu cliente foi usado indevidamente pelos outros réus envolvidos no escândalo "com o objetivo de auferirem maior remuneração pelos trabalhos de consultoria que tinham prestado". A defesa do advogado afirmou ainda que seu cliente não poderia ter conseguido liberar recursos do BNDES porque fazia parte do conselho consultivo, “que não tem poderes para decidir sobre os empréstimos e que é um conselho que apenas debate políticas públicas sobre financiamentos”.
O juiz Marcelo Duarte da Silva, da 2ª Vara Criminal Federal de São Paulo, em junho de 2025, concluiu e sentenciou que não há nem houve “qualquer elemento probatório que aponte para a participação de Ricardo Tosto” no caso “diante do exposto, a absolvição se impõe”. “As provas produzidas por sua defesa são fartas e robustas no sentido de que, na qualidade de conselheiro do Conselho de Administração do BNDES, que tratava apenas de questões macroeconômicas, não participava e não tinha qualquer ingerência sobre as deliberações da Diretoria do BNDES sobre concessões de apoio financeiro aos projetos apresentados”.
Já em 2005 o escritório do qual Tosto foi citado em um grande escândalo nacional, que ficou conhecido por Caso do Dólar na Cueca, parte de outro esquema maior chamado de "Mensalão" pela imprensa. O assessor parlamentar do irmão do deputado José Genoíno, José Adalberto Vieira da Silva, ao ser preso num aeroporto, tentando embarcar para o Ceará com 200 mil Reais numa mala e 100 mil dólares escondidos nas roupas íntimas. As investigações levaram a Kennedy Moura, que declarou haver estado em São Paulo a fim de tratar com Tosto sobre a expansão de seu negócios. No entanto não foi comprovado a participação de Ricardo Tosto no Caso do Dólar na Cueca nem houve qualquer acusação contra o advogado no Ministério Público.