Richard Huelsenbeck (Frankenau, Alemanha, 23 de abril de 1892 - Minusio, Suíça, 30 de abril de 1974) foi um poeta, escritor de relatos de viagens, baterista, médico e psicanalista alemão, participante do grupo fundador do Dadaísmo que atuou no Cabaret Voltaire de Zurique, onde praticou a poesia simultaneísta.
Quando, a partir de 1917 o grupo dadaísta da Suíça começa a se dispersar, Huelsenbeck estabelece o Movimento Dadaísta com George Grosz e Raoul Hausmann em Berlim, onde fundará o "Clube Dada", trazendo à Alemanha uma forma de Dadaísmo que adquire um caráter mais marcadamente político, aproximado do radicalismo espartaquista. Em 1918 Huelsenbeck faz o primeiro discurso Dadá na Alemanha e, pouco depois, elaborando o primeiro manifesto dadaísta daquele país, passa a promover com o poeta Raoul Hausmann declarações contundentes e novos manifestos, bem como conferências itinerantes pela Alemanha. O radicalismo do Dadaísmo alemão de Huelsenbeck se volta contra a República de Weimar e também, contra os movimentos de vanguarda que o precederam (Cubismo, Expressionismo e Futurismo).
Como outros dadaístas, sua arte foi declarada bolchevista e o poeta teve que exilar-se da Alemanha, posteriormente, quando o Nazismo ascendeu ao poder.
Schalaben schalabai schalamezomai. Zürich: Collection Dada, 1916.
Phantastische Gebete. Zürich: Collection Dada, 1916.
Azteken oder die Knallbude. Eine militärische Novelle. Berlim: Reuß und Pollak, 1918.
Verwandlungen. Munique: Roland, 1918.
Dada Almanach. Berlim: Reiss, 1920 (Herausgeber).
En avant Dada. Die Geschichte des Dadaismus. Paul Steegemann, Hannover e Leipzig 1920.
Dada siegt! Eine Bilanz des Dadaismus. Berlim: Malik, 1920.
Deutschland muß untergehen! Erinnerungen eines alten dadaistischen Revolutionärs. Berlim: Malik, 1920.
Doctor Billig am Ende. München: Wolff, 1921.
Afrika in Sicht. Ein Reisebericht über fremde Länder und abenteuerliche Menschen. Dresden: Jess, 1928.
Der Sprung nach Osten. Bericht einer Frachtdampferfahrt nach Japan, China und Indien. Dresden: Jess, 1928.
China frißt Menschen. Zürich/Leipzig: Orell Füssli, 1930.
com Günter Weisenborn: Warum lacht Frau Balsam?. Berlim: S. Fischer, 1932.
Der Traum vom großen Glück. Berlin: S. Fischer, 1933.
Die Newyorker Kantaten. Cantates New-Yorkaises. Paris/Nova York: Berggruen, 1952.