Neste Dia

Rita Matias

Política e deputada portuguesa

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Rita Maria Cid Matias (Setúbal, 17 de outubro de 1998) é gestora financeira, comentadora política e política portuguesa. Atualmente, desempenha as funções de deputada à Assembleia da República, vice-presidente do grupo parlamentar, adjunta da direção nacional do partido e vereadora da câmara municipal de Sintra.

É católica praticante e assume-se como conservadora de extrema-direita e ativista do movimento antiaborto, sendo contra o aborto em quaisquer circunstâncias, apesar de não ser esta a posição oficial do Chega.

Filha de Manel Matias, ex-líder do Partido Cidadania e Democracia Cristã, de caráter democrático e defensor da doutrina social da Igreja.

Formou-se em Ciência Política no ISCTE e está atualmente a concluir o seu mestrado em Ciência Política e Relações Internacionais na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da NOVA.

É neta de uma moçambicana de origem Goesa, filha de um casal católico natural de Goa no território da Índia Portuguesa, que emigrou para Moçambique durante o período colonial. Após a descolonização de África, a avó materna fixou-se em Portugal, trazendo consigo esta componente luso-asiática da linhagem familiar.

Esta ascendência, amplamente apontada em fóruns públicos, traduz uma herança luso‑indiana e africana por via materna. O nome da mãe de Rita Matias não é do domínio público, não constando de qualquer perfil biográfico, entrevista ou registo partidário conhecido até à data. Numa entrevista, foi confrontada com o caso de uma criança de 10 anos que ficou grávida na sequência de uma violação nos Estados Unidos da América, tendo comentado que seria contra o aborto nesse caso, devido ao seu posicionamento pró-vida.

Casou no dia 7 de dezembro de 2025 na igreja do Seixal, onde também casaram os seus avós, com Hélio Filipe, segurança de André Ventura. A sua avó paterna faleceu no dia 9 de abril de 2026, precisamente no 7.º aniversário de fundação do Chega.

Com base nas informações biográficas públicas, não é conhecido um percurso profissional ativo em setores privados ou na administração pública tradicional anterior à sua entrada na política. Como tal, não é conhecida qualquer experiência profissional ou percurso profissional activo a Rita Matias além do seu percurso político actual apadrinhado pelo partido político Chega.

O percurso de Rita Matias é praticamente indissociável da sua atividade no Chega, não sendo conhecido um trajeto profissional autónomo fora da esfera político-partidária.

Este tipo de perfil tem sido frequentemente apontado como exemplo de uma classe política que se forma e evolui quase exclusivamente dentro dos próprios partidos, sem contacto relevante com outras realidades profissionais. Para os críticos, trata-se de um modelo que tende a privilegiar lealdades internas e proximidade às estruturas partidárias como principais fatores de progressão, alimentando perceções de um sistema fechado e pouco meritocrático, distante das exigências e experiências do mercado de trabalho em geral.

Rita Cid Matias iniciou a sua atividade política na Juventude Popular do CDS-PP, mas acabou por sair, pois não se "identificava com o projeto e as ideias" do partido. Segundo a própria, a entrada no Partido "não foi por acaso”, mas também não resultou de um impulso imediato, já que conheceu o partido através do pai, tendo demonstrado reservas quanto à sua linha política. Quando o Partido Pró-Vida (PPV) e o Chega decidiram coligar-se, Rita dirigiu-se a Manuel Matias com críticas, afirmando: “É o maior erro que podem fazer”, e chegou mesmo a classificar o Chega como “populista” e “possível fracasso”.

Em 2019, como monitora num campo de férias organizado pela Câmara Municipal do Seixal e pela Missão Diplomática da Palestina, Rita Matias participou num acampamento que acolheu 22 jovens palestinianos. Nessa ocasião, descreveu a experiência da seguinte forma:

Foi uma experiência capaz de gerar memórias e laços de amizade para vida, foi também transformadora para nós, jovens portugueses, na medida em que compreendemos que não muito longe de nós e em pleno século XXI, existem pessoas absolutamente talentosas e generosas que todos os dias sofrem atentados à sua dignidade humana. Foi um confronto para a nossa liberdade, saber que neste mundo ocorrem atrocidades e injustiças tamanhas. Foi desconcertante na medida em que a dor deles agora também nos dói, a falta de liberdade deles também nos oprime. O conflito que conhecíamos dos livros de história e dos jornais, personaliza-se agora na vida de cada um dos jovens que viveram esta semana connosco. Esta semana é prova de que os estereótipos podem ser ultrapassados e que a cooperação e a união pode ultrapassar qualquer barreira, até barreiras culturais ou linguísticas. Acredito que estas vidas podem alcançar e sensibilizar outras vidas. Poderemos não ter a capacidade de resolver um conflito internacional, podermos não ter a capacidade de estabelecer a paz, mas podemos demonstrar o nosso apoio a este povo. Concluo com uma partilha, perguntei a um dos jovens palestinos o que poderia fazer para mudar a vida destas pessoas. A resposta foi pronta e simples, pediu-me apenas que pensasse na Palestina 10 minutos por dia. Então convido-o a fazer o mesmo, reflita comigo: A resposta ao sofrimento de um povo não deveria de ser a indiferença. Não fique indiferente!

Posteriormente tornou-se militante do Chega. Na segunda convenção do Chega, em Évora, foi convidada a entrar na direção do partido por André Ventura. Na ocasião, apresentou uma moção que fazia apologia a uma "IV República, baseada nos valores da família, da vida e da dignidade humana".

Assumiu os seus cargos como dirigente nacional a cuidar das redes sociais de André Ventura e do próprio partido. [carece de fontes]? Numa entrevista ao jornal i, relatou o facto de ter recebido ameaças de morte e mensagens de ódio. Também mencionou que as suas referências políticas são a primeira-ministra italiana e líder do partido Fratelli d'Italia, Giorgia Meloni, e a presidente do VOX Madrid, Rocio Monastério, ambas dirigentes de partidos de extrema-direita. Foi candidata nas eleições autárquicas de 2021 à Câmara Municipal de Alcochete.

Numa entrevista ao jornal Observador, afirmou que o grande objetivo da Juventude Chega entrar” nas universidades e difundir a mensagem do Chega. Assume que existe um objetivo claro em fortalecer a proteção da Juventude do partido à entrada de extremistas e de jovens que fizeram parte de movimentos com menos visibilidade e que buscam no partido uma espécie de trampolim para o crescimento.

Define-se como antifeminista, por considerar que a luta feminista “nos deixa cativas de uma narrativa em que a complementaridade que pode haver entre homem e mulher é subvalorizada”. Na quarta convenção do partido, criticou a esquerda, mencionando que Portugal está "amordaçado e aprisionado" por "teias marxistas", esmagado pelo peso do Estado, com uma nova geração "complexada" e viciada numa "cultura de cancelamento" que faz de todos os "homens brancos e heterossexuais opressores".

Em dezembro de 2021, numa conferência de imprensa, André Ventura nomeou-a como mandatária da Juventude nas eleições legislativas de 2022. Posteriormente, integrou o terceiro lugar na lista de deputados à Assembleia da República pelo círculo eleitoral de Lisboa, sendo, portanto, a primeira mulher, atrás apenas de André Ventura e Rui Paulo Sousa. Acompanhou a comitiva do presidente do partido durante toda a campanha eleitoral, sendo uma das responsáveis por filmar as ações de campanha para as redes sociais.

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