Robert Burton (Lindley, 8 de fevereiro de 1577 – Oxford, 25 de janeiro de 1640) foi um acadêmico inglês e vigário da Universidade de Oxford, muito conhecido pela obra The Anatomy of Melancholy, produzida em 1621, pioneira no estudo das doenças mentais.
Nascido em 1577 em uma família confortavelmente abastada da pequena nobreza, Burton frequentou duas escolas de gramática e matriculou-se no Brasenose College, Oxford em 1593, aos 15 anos. Desde 1603, Burton se entregou aos primeiros interesses literários em Oxford, incluindo alguns poemas latinos, uma peça agora perdida apresentada antes e criticada pelo próprio rei James I, e sua única peça sobrevivente: uma sátira acadêmica chamada Philosophaster. Este trabalho, embora menos bem visto do que a obra-prima de Burton, notavelmente "recebeu mais atenção do que a maioria dos outros exemplos sobreviventes de drama universitário".
Algum tempo depois de obter seu mestrado em 1605, Burton estava tentando deixar a universidade. Como membro de Oxford, atuou em muitos cargos administrativos menores e como bibliotecário da Christ Church Library, de 1624 até sua morte. Com o tempo, ele passou a aceitar sua existência "sequestrada" nas bibliotecas de Oxford, falando muito bem de sua alma mater ao longo da Anatomia.
A obra mais famosa e maior conquista de Burton foi The Anatomy of Melancholy. Publicado pela primeira vez em 1621, foi reimpresso com acréscimos de Burton nada menos que cinco vezes. Uma obra digressiva e labiríntica, Burton escreveu tanto para aliviar sua própria melancolia quanto para ajudar os outros. A edição final chegou a mais de 500 000 palavras no total. O livro é permeado por citações e paráfrases de muitas autoridades, tanto clássicas quanto contemporâneas, somando o ponto culminante de uma vida inteira de erudição.
Burton morreu em 1640. Sua grande biblioteca pessoal foi dividida entre a Bodleian e a Christ Church. A Anatomia foi usada e plagiada por muitos autores durante sua vida e após sua morte, mas entrou em uma calmaria de popularidade ao longo do século XVIII. Foi apenas a revelação do plágio de Laurence Sterne que reavivou o interesse pela sua obra no século XIX, especialmente entre os românticos. A Anatomia recebeu mais atenção acadêmica nos séculos XX e XXI. Seja qual for sua popularidade, Burton sempre atraiu leitores ilustres, incluindo Samuel Johnson, Benjamin Franklin, John Keats, William Osler, e Samuel Beckett.
A anatomia da melancolia, v. 1. Curitiba: Editora UFPR, 2011. 265 p. ISBN 9788573352757
A anatomia da melancolia, v. 2. Curitiba: Editora UFPR, 2012. 535 p. ISBN 9788573352856
A anatomia da melancolia, v. 3. Curitiba: Editora UFPR, 2012. 449 p. ISBN 9788573352931
A anatomia da melancolia, v. 4. Curitiba: Editora UFPR, 2013. 872 p. ISBN 9788565888295
Review and quotes at Complete Review
Entry at the Columbia Encyclopedia
The BBC's "In Our Time" discusses The Anatomy of Melancholy.
Obras de Robert Burton (em inglês) no Projeto Gutenberg
Obras de ou sobre Robert Burton no Internet Archive