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Robert Englund

Ator, apresentador de televisão, diretor de cinema, gerente de teatro e dublador norte-americano

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Robert Barton Englund (Glendale, 6 de junho de 1947) é um ator, apresentador de televisão, diretor de cinema, gerente de teatro e dublador norte-americano, mais conhecido por interpretar, na cinessérie A Nightmare on Elm Street, o assassino sobrenatural Freddy Krueger, o qual está incluído na lista dos maiores vilões do cinema, compilada pelo Instituto Americano de Cinema, bem como em várias outras publicações. Englund interessou-se pela atuação ainda na adolescência e aperfeiçoou sua formação em uma escola de teatro ligada à Real Academia de Arte Dramática. Trabalhou por cinco anos no teatro local de Michigan até conseguir seu primeiro papel cinematográfico em 1973.

Seu primeiro papel a fazer um relativo sucesso foi o alienígena Willie, personagem da minissérie de ficção científica V, exibida originalmente em 1983. Entretanto, o grande marco de sua carreira se deu em 1984, quando ele fez o teste para A Nightmare on Elm Street, um projeto do então independente cineasta Wes Craven, e conseguiu o papel de Freddy; o filme tornou-se um sucesso internacional e o nome do ator ficou associado ao personagem. Ele participou, posteriormente, de outros filmes do gênero, entre os quais The Mangler, Wishmaster, Urban Legend e 2001 Maniacs.

Englund também atuou em várias telesséries e episódios especiais geralmente relacionados ao horror e, na década de 1990, estrelou Freddy's Nightmares, série dedicada a seu famoso personagem. Além disso, apresentou programas de televisão, dublou personagens de jogos eletrônicos e participou de uma websérie, Fear Clinic. Ele recebeu duas indicações ao Prêmio Saturno na categoria de melhor ator coadjuvante por A Nightmare on Elm Street 3: Dream Warriors em 1987 e A Nightmare on Elm Street 4: The Dream Master em 1988, e venceu um prêmio do Fantafestival por The Mangler em 1995.

Robert Barton Englund nasceu em Glendale, Califórnia. De ascendência sueca, dinamarquesa, escocesa e inglesa, é filho de Janis (sobrenome de solteira: MacDonald) e John Kent Englund, um engenheiro aeronáutico que ajudou a desenvolver o avião Lockheed U-2. Robert começou a estudar teatro aos doze anos, acompanhando um amigo em um programa de teatro infantil na Universidade do Estado da Califórnia em Northridge. Enquanto cursava o ensino secundário, frequentou a Escola de Teatro Cranbrook em Bloomfield Hills. Então, começou a frequentar a Universidade da Califórnia em Los Angeles, mas desistiu do curso depois de três anos e se transferiu para a Universidade de Oakland, em Michigan, onde aprimorou suas habilidades de atuação no Teatro Meadow Brook, na época uma filial da Real Academia de Arte Dramática. Durante cinco anos, Englund fez sucesso no teatro regional de Michigan, encenando peças clássicas escritas por Shakespeare e George Bernard Shaw.

Primeiros trabalhos em cinema e televisão

Após retornar à Costa Oeste em busca de trabalhos cinematográficos, Englund conseguiu um papel secundário no filme Buster and Billie (1973), dirigido por Daniel Petrie. Teve seus primeiros papéis de destaque em Stay Hungry (1976) e Big Wednesday (1978) e relatou que foi rejeitado para o papel do soldado Lance B. Johnson em Apocalypse Now, pois a equipe de produção o achou "velho demais" para o personagem. Assim, fez um teste para interpretar Han Solo em Star Wars (1977), mas foi novamente rejeitado, dessa vez por ser considerado "jovem demais". Segundo Englund, ao contar sobre esta última experiência para seu amigo Mark Hamill, comentou que este seria ideal para interpretar Luke Skywalker; Hamill, que já tinha ouvido falar de Star Wars, interessou-se pela ideia e foi escalado para o papel.

Ao longo da década de 1970, Englund trabalhou constantemente no cinema, contracenando com atores e atrizes como Henry Fonda, Susan Sarandon, Jeff Bridges, Sally Field e Arnold Schwarzenegger; e trabalhando com diretores como Robert Aldrich, Robert Mulligan, J. Lee Thompson, Bob Rafelson e John Milius. Nos seus primeiros papéis cinematográficos, geralmente pequenos, ele costumava interpretar bandidos, "melhores amigos" e rednecks. Também atuou em vários telefilmes e outras atrações de televisão, contracenando com alguns artistas proeminentes da época, entre os quais Barbra Streisand, Richard Gere, Burt Reynolds e Charles Bronson.

Entre as primeiras incursões do ator no gênero terror estão os longa-metragens Eaten Alive (1976), dirigido por Tobe Hooper, e Galaxy of Terror, produzido por Roger Corman e lançado em 1981. Após dez anos de trabalho no cinema e na televisão, Englund finalmente recebeu grande atenção da mídia ao desempenhar o papel de Willie, um extraterrestre simpático e heroico, na minissérie V (1983), bem como nas sequências V - The Final Battle e V: The Series, exibidas entre 1984 e 1985, nas quais integrou o elenco regular. Willie foi o seu primeiro personagem a ter apelo com um público maior, tornando o ator uma celebridade cult na época.

A Nightmare on Elm Street e consolidação no horror

O grande sucesso da telessérie V fez Englund imaginar que ele seria lembrado pela posteridade como "um alienígena amável e doce". Então, para contrabalançar essa imagem pública, ele procurou um trabalho que lhe permitisse demonstrar outro lado de seus talentos. Durante um hiato entre as gravações da série, fez o teste para A Nightmare on Elm Street (1984), um filme de terror de baixo orçamento dirigido por Wes Craven e produzido pela New Line Cinema, na época um estúdio independente. Como resultado de sua entrevista com o cineasta, o ator conseguiu o papel de Freddy Krueger, um ser demoníaco com cicatrizes de queimaduras e que ataca suas vítimas nos sonhos delas.

O filme tornou-se um sucesso internacional, o que fez da New Line uma das companhias mais importantes de Hollywood e catapultou Englund para a fama. O longa-metragem originou uma extensa franquia que conta com sete sequências, uma telessérie, um crossover com a cinessérie Friday the 13th e uma refilmagem, lançada quase três décadas depois. O personagem Freddy Krueger apareceu em talk shows, histórias em quadrinhos, vídeos de rap e nas séries de animação The Simpsons, South Park e Family Guy. Entre os inúmeros produtos licenciados e merchandising de Freddy, estão figuras de ação, bonecos e uma máquina de pinball baseada nos filmes lançada pela Gottlieb.

Englund levava várias horas para colocar o rosto de Freddy, com seus muitos efeitos que simulavam queimaduras. Ele disse que teve que fazer jus à maquiagem, ao cenário exagerado e aos efeitos especiais que estavam ao seu redor, mas como Freddy existia na imaginação de suas potenciais vítimas, ele poderia retratá-lo de maneira mais estilizada. O ator comentou: "Quando finalmente me maquiei, encontrei a voz e os movimentos, percebi que não precisava me preocupar com a aparência de Robert Englund. Eu estava escondido sob a maquiagem e poderia usar todos os truques que vinham do teatro — mudar minha voz, mudar a maneira como eu me movia". Segundo o portal Yahoo!, ele imprimiu ao papel um tom sombrio e mágico, graças à sua voz profunda e feições angulares "semelhantes às de uma águia" sob pesada maquiagem, o que tornou marcantes a nitidez da luva com garras e os ímpetos irônicos do personagem.

O ator encarnou Freddy novamente em A Nightmare on Elm Street 2: Freddy's Revenge (1985), A Nightmare on Elm Street 3: Dream Warriors (1987), A Nightmare on Elm Street 4: The Dream Master (1988), A Nightmare on Elm Street 5: The Dream Child (1989), Freddy's Dead: The Final Nightmare (1991), Wes Craven's New Nightmare (1994) e Freddy vs. Jason (2003). Até a refilmagem de A Nightmare on Elm Street (2010), ele sempre interpretou Freddy na série, ao contrário do que ocorreu com vilões de outras franquias de horror contemporâneas. Jason Voorhees em Friday the 13th, Michael Myers em Halloween e Leatherface em The Texas Chainsaw Massacre, por exemplo, foram interpretados por atores e dublês diferentes e desconhecidos do grande público. Englund é um dos quatro únicos atores a interpretar um personagem de terror oito vezes consecutivas, sendo os outros três Doug Bradley, que deu vida ao antagonista Pinhead na série Hellraiser, Brad Dourif, com suas contribuições ao boneco Chucky (voz) e sua versão humana Charles Lee Ray, e Tobin Bell, intérprete do assassino Jigsaw na franquia Saw.

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