Roberto Baggio Embaixador(a) da boa vontade da FAO (Caldogno, 18 de fevereiro de 1967) é um ex-futebolista italiano que atuava como meia-atacante. É considerado um dos maiores e mais populares jogadores da Itália e do mundo na década de 1990 e começo dos anos 2000.
Baggio jogou três Copas do Mundo pela Seleção Italiana, e é o único jogador italiano a fazer gol em três Copas diferentes. No ano de 1993, considerado por muitos como o melhor de sua carreira, conquistou os prêmios de Melhor jogador do mundo pela FIFA e o Ballon d'Or, entregue pela France Football ao melhor jogador europeu. Foi colocado por Gianni Brera, o maior e mais famoso cronista esportivo italiano, que viveu entre 1919 e 1992 e observou diferentes gerações do futebol do país, como o melhor e mais completo jogador italiano que já vira, desbancando o mito Giuseppe Meazza. Em 2014, tornou a ser reconhecido na imprensa como o maior futebolista italiano que já existiu.
Como o próprio Meazza, Baggio também faz parte do seleto grupo dos onze jogadores que estiveram nos três maiores clubes italianos: a Juventus e os rivais milaneses, Milan e Internazionale. Sendo querido pelos três clubes, especialmente na Juventus, Baggio brilhou ainda mais por Fiorentina (na qual é considerado o maior jogador que o time teve desde a década de 1980) e Bologna (onde é similarmente visto como segundo maior jogador por lá desde a década de 1970), também rivais entre si; e no Brescia, seu último clube, onde é visto como o maior ídolo que a torcida já teve. Em sua primeira equipe, o Vicenza, é escalado no time dos sonhos, mesmo só tendo disputado com ela a terceira divisão.
Apesar de ter jogado em alto nível técnico, sua carreira ficou fortemente marcada pelo episódio ocorrido na Copa do Mundo de 1994, um pênalti desperdiçado na final contra o Brasil, que culminou no título mundial brasileiro. O que muitos não sabem até hoje é que Baggio fora submetido a um longo tratamento logo após a semifinal, devido a uma forte entrada de um zagueiro búlgaro, fazendo com que Baggio jogasse a final com fortes dores na coxa direita. Para além do futebol, notabilizou-se como maior figura pública italiana associada ao budismo.
Ele, que nasceu em Colatina de Vicenza, foi levado ao clube da cidade após um olheiro observá-lo quando Baggio tinha treze anos anos em jogo dos juniores do time de sua cidade natal, Caldogno.
Na infância, nutria admiração por vários ídolos, entre eles os brasileiros Chinesinho (ex-jogador do Palmeiras que ele viu jogar pelo Vicenza na primeira vez em que foi a um estádio) e, principalmente, Zico, sobre quem declarou que "meu primeiro técnico no Vicenza chegou até a me apelidar de Zico. Era uma pérola do futebol: veloz e com uma incrível noção de técnica, habilidade, além dos passes precisos em curto espaço" Baggio declararia que chegou a assistir partidas do Flamengo na televisão para ver o Galinho. Outro clube sul-americano que o encantou foi o Boca Juniors, ao se surpreender com a torcida, que não parava de cantar mesmo com o time sendo goleado.
No Vicenza, iniciou em 1982 a sua carreira profissional, na Serie C1. Em 1985 foi então contratado pela tradicional Fiorentina.
Demoraria a estrear: dois dias antes do acordo ser anunciado, teve uma lesão tão séria no joelho que foram necessários 220 pontos para costurá-la, ameaçando a sua carreira. O joelho fraco o perseguiria para sempre causando-lhe sempre fortes dores antes do final de cada temporada .
Foi nessa época da lesão que ele, sexto de oito filhos de uma família tipicamente católica da região do Vêneto, encontrou a serenidade na religião budista - sua mãe chegaria a declarar que "preferiria vê-lo parar com o futebol!". Foi apresentado ao budismo por um amigo quando sentia-se desmotivado, o que o fazia ficar recluso em casa "não só porque tinha sempre a bolsa de gelo no joelho, mas também porque tinha medo que alguém me visse (na rua) e dissesse: 'Olha o Baggio. Em vez de se tratar, vive saindo para se divertir!'". A sua estreia na Serie A enfim ocorreu em 21 de setembro de 1986, contra a Sampdoria, marcando o seus primeiros gols logo nas primeiras partidas como titular ;em março de 1987, contra o Napoli de maradona desequilibrou marcando três gols .
Ainda assim, suas duas primeiras temporadas foram consideradas apenas como revelação pois algumas lesões atrapalharam, só estabelecendo-se como ídolo a partir da de 1987/88. Na posterior, o meia marcou 35 vezes em 30 partidas, assombrando o Stadio Artemio Franchi pela quantidade e qualidade de seus lindos gols. Em um deles, Baggio deixa Maradona no chão, dribla dois jogadores e o goleiro e marca seu terceiro gol no jogo . Na temporada 1989/90, o clube seria vice-campeão da Copa da UEFA, perdida por 2 x 3 para a rival Juventus. Mesmo perdendo a final, Baggio se torna artilheiro e melhor jogador do campeonato.
Para a própria Juventus seria logo vendido, contra a sua vontade. A mudança pouco após a dolorosa derrota do que seria o primeiro troféu europeu da Viola revoltou Florença, com centenas de torcedores tomando as ruas em protesto, vandalizando carros, lojas e o que mais encontrassem. Os tumultos gerados deixaram mais de 250 feridos, e os dirigentes do clube tiveram de viver sob escolta por algum tempo. A família Pondella, dona da Fiorentina, acabaria vendendo o time. Os 19 milhões de dólares pagos pela transferencia. Baggio, curiosamente, já havia sido objeto de negociação com o clube de Turim em 1985, só tendo ido para a Fiorentina quando esta repentinamente apareceu com 3 bilhões de liras (oito milhões de reais, em valores atuais), contratando-o no último minuto.
Inicialmente, acarretou protestos também na nova torcida: no primeiro confronto contra seu ex-clube, ele, comovido, recusou-se a cobrar um pênalti. A cobrança seria desperdiçada por outro jogador, a Juventus perderia a partida e ele quase seria linchado pela plateia bianconera, ainda mais por ter beijado em lágrimas um cachecol da Fiorentina, voltando finalmente a ser aplaudido pelos torcedores violetas. Aos poucos, entretanto, conquistaria a torcida da Juve, clube onde ganhou a maior parte de seus troféus.
Em 1992, já era considerado oficialmente o melhor jogador do continente, ao receber a Bola de Ouro da France Football, e do mundo, pela FIFA, sendo o primeiro jogador italiano a ganhar a premiação da entidade e o primeiro desde Paolo Rossi a ganhar a da revista francesa. As premiações foram consequências do título na Copa da UEFA em 1993. Baggio já era também comparado ao último grande ídolo juventino, o francês Michel Platini.
Em 1995, ganharia a Copa da Itália. Na mesma temporada, a Vecchia Signora chegou à final também da Copa da UEFA, contra o Parma, terminada em 2 x 0 com gols de Baggio. O título mais aguardado viera na mesma temporada, com o clube conquistando o Campeonato Italiano de Futebol com direito a todos os prêmios de melhor jogador [Baggio] artilheiro também desbancando Marco van Basten e o Milan.
Ao fim da grande temporada que tivera, foi vendido ao Milan, após grande pressão de Silvio Berlusconi. Baggio perderia a campanha vitoriosa da Juventus na Liga dos Campeões da UEFA, em que a ex-equipe seria campeã naquela temporada. Mas, paralelamente, ganhou individualmente no Milan seu segundo título italiano seguido. O raríssimo feito de ser campeão italiano duas vezes seguidas por equipes diferentes .
Depois com uma grave lesão Baggio decidiu então transferir-se para o modesto Bologna para a temporada 1997/98. Conseguiu com êxito relançar sua carreira, marcando 22 golos no campeonato italiano na época 1997-98 e garantindo lugar como principal jogador Italiano Copa do Mundo de 1998. Sua boa temporada ali levou-o de volta à Milão, mas não pelo Milan e sim como jogador da rival Internazionale, arquirrival também de sua outra ex-equipe, a Juventus.
Na Inter, reencontraria o técnico Marcello Lippi, que já o havia treinado na Juventus. Nos nerazzurri, entretanto, acabaria constantemente deixando o campo por novas lesões, apesar disso Baggio fez duas temporadas razoáveis antes de sair do clube, mesmo com as lesões Baggio se destacava como maior astro do time, até porque quando em campo formara dupla com o parceiro de ataque Ronaldo