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Robin van Persie

Futebolista neerlandês

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Robin van Persie (Roterdã, 6 de agosto de 1983) é um treinador e ex-futebolista neerlandês que atuava como atacante. Está sem clube.

Ídolo do Arsenal, chegou ao clube londrino em maio de 2004 e, ainda no início de sua carreira, não criou grandes expectativas nos torcedores. Inicialmente, quando fazia parceria com Thierry Henry — maior ídolo da história do clube e na época o principal jogador do elenco —, Van Persie atuava frequentemente como ponta-esquerda ou segundo atacante. Com a saída do francês, passou então a exercer a função de centroavante, tornando-se o principal artilheiro da equipe.

Em 2012, após uma fantástica temporada pelos Gunners e já como estrela, foi para o Manchester United numa transferência milionária.

Nascido em Roterdã, em uma família de artistas — sua mãe é pintora e seu pai é escultor —, Van Persie deu seus primeiros passos no futebol atuando pelo Excelsior nas categorias de base, sendo contratado pelo Feyenoord ainda antes de se tornar profissional.

Quando chegou ao Feyenoord, foi considerado uma das maiores promessas do clube; nunca se tornou titular absoluto, porém, iniciou como titular a partida da final da Copa da UEFA, em 2002, contra o Borussia Dortmund, tendo uma atuação destacável e levando seu time ao título da competição. A partir daí, chamou a atenção de Dick Advocaat (na época, treinador da Seleção Holandesa) e de grandes clubes europeus.

No dia 17 de maio de 2004, quando o Arsenal contratou Robin van Persie por cerca de 2 milhões de euros e 750 mil libras, o jogador ainda não era sequer titular absoluto do Feyenoord; ainda assim, não havia dúvida quanto ao real potencial deste jovem. A direção do Feyenoord sentiu-se prejudicada com o assédio sofrido pelo jogador, devido às diversas propostas do Arsenal durante as negociações, e moveu uma ação na justiça comum contra a equipe londrina. Por fim, o contrato acabou fechado após um acordo entre as partes.

Na sua primeira temporada no Arsenal, Van Persie foi principalmente usado como substituto. Já na segunda temporada, firmou-se na equipe titular, após ótimas atuações e belos gols. Nas últimas temporadas, no entanto, passou a ser atrapalhado por seguidas contusões.

Na temporada 2008–09, porém, conseguiu manter uma boa sequência de jogos e se firmou como um dos artilheiros da equipe, tanto na Premier League, como na Liga dos Campeões da UEFA.

Antes do início da temporada 2009–10, com apenas um ano restante do seu contrato, Van Persie esteve em negociações durante vários meses com o Arsenal sobre uma renovação deste. Finalmente ela foi anunciada em julho, e ele assinou um novo contrato de longo prazo com seu clube. A saída de Emmanuel Adebayor também significou que o holandês agora era o principal atacante na formação 4-3-3 do treinador Arsène Wenger. Van Persie começou a temporada de 2009–10 com duas assistências logo no primeiro jogo, contra o Everton, e ajudou a equipe na goleada por 6–1. Marcou o primeiro gol na temporada na derrota de 4–2 para o Manchester City, onde ele sofreu uma violenta falta cometida por Adebayor, seu ex-companheiro de clube. Ele então fez gols contra Olympiacos, Fulham, Blackburn, Birmingham, West Ham e Tottenham. A excelente fase de Van Persie o levou a conquistar o prêmio de jogador do mês de outubro na Premier League. Porém, no dia 14 de novembro de 2009, atuando pela Seleção, ele machucou o tornozelo em um amistoso contra a Itália e foi previsto inicialmente que ficaria em recuperação por seis semanas. Mais tarde, outros testes mostraram que a lesão foi muito mais grave do que se pensava, e Van Persie ficou fora por cinco meses, retornando aos gramados às vésperas da Copa do Mundo. Retornou algum tempo antes do esperado, em 14 de abril de 2010, na derrota por 2–1 para o Tottenham. Finalizou a temporada com um total de 10 gols em 20 jogos.

Na temporada 2010–11, após retornar da Copa do Mundo realizada na África do Sul, onde a Holanda foi vice-campeã, Van Persie mudou o seu número de camisa no Arsenal, passando a ser agora o dono da prestigiada camisa 10, antes pertencente ao zagueiro William Gallas, que havia se transferido. Logo nas primeiras rodadas da temporada, sofreu mais uma lesão, novamente no tornozelo, e perdeu várias rodadas, retornando em novembro. Desde o seu retorno, vinha se apresentando em grande forma e marcando vários gols, incluindo um hat-trick contra o Wigan e dois gols contra o Newcastle, num emocionante empate por 4–4. Nas primeiras rodadas da Premier League, marcou mais dois gols contra o Wolverhampton, chegando a marca de dez gols marcados na liga num período de pouco mais de um mês, entre 1 de janeiro e 12 de fevereiro. No dia 10 de abril, chegou ao seu 60° gol em jogos pela Premier League, na vitória por 3–1 sobre o Blackpool.

Para a temporada 2011–12, Robin van Persie foi inicialmente nomeado vice-capitão da equipe do Arsenal, tornando-se o dono da faixa dias depois, após a confirmação da saída do meia Cesc Fàbregas, anterior dono da braçadeira. O espanhol havia sido contratado pelo Barcelona, clube onde atuou nas categorias de base. As coisas pareciam estar cada vez piores para os Gunners, que também haviam perdido Gaël Clichy e Samir Nasri (ambos titulares) para o "novo-rico" Manchester City, além do lateral Emmanuel Eboué para o Galatasaray. Mas o seguimento da temporada trataria de mostrar para o Arsenal, e especialmente para Van Persie, que não seria bem assim.

No dia 24 de agosto, o atacante marcou o seu primeiro gol da temporada no jogo de volta das eliminatórias para a Liga dos Campeões da UEFA, contra a Udinese, em jogo realizado na Itália. Este seria apenas o primeiro de muitos gols. Um mês depois, no dia 24 de setembro, já pela Premier League, marcaria mais duas vezes contra o Bolton, fixando-se de vez na história do Arsenal ao chegar a marca de 100 gols em 238 jogos com a camisa dos Gunners – uma média de 0,42 gols por partida. Com esse feito, o camisa 10 do tornou-se o 17º jogador na história do clube londrino a atingir tal marca. Na sequência, marcou também o gol mais rápido da história da Premier League, aos 28 segundos do jogo contra o Sunderland, no dia 16 de outubro. Mais tarde, marcou também o gol que deu a vitória ao Arsenal, numa bela cobrança de falta, 2–1. Após a partida, Van Persie declarou seu empenho com o clube depois de negar qualquer tipo de especulações em torno de uma futura transferência. Em 23 de outubro, entrou como substituto no lugar do marroquino Marouane Chamakh, aos 66 minutos de partida, e marcou mais dois gols contra o Stoke City. O jogo terminou em 3–1, com outra vitória em casa para o Arsenal.

Uma das suas melhores partidas em toda a carreira viria finalmente no dia 29 de outubro de 2011. Em jogo realizado no Stamford Bridge, casa do Chelsea, o Arsenal conquistou uma espetacular virada após estar em desvantagem no placar, tendo van Persie como grande protagonista da vitória. O primeiro gol do holandês na partida, numa bela conclusão após passe de Gervinho, surgiu entre os tentos de cabeça de Frank Lampard e John Terry, que colocaram a equipe do treinador português André Villas-Boas em vantagem até o intervalo. No segundo tempo, após gols de André Santos, Theo Walcott e mais dois de Van Persie (fechando o hat-trick), com Juan Mata marcando mais um para os Blues, o Arsenal saiu de campo vitorioso por um placar de 5–3, sendo Robin o jogador mais elogiado pelos torcedores que acompanharam a partida. Nas partidas seguintes, ele continuou sua incrível sequência de gols pelo Arsenal, atingindo rapidamente a artilharia isolada da temporada do Campeonato Inglês, brigando também para ser o maior goleador de toda a Europa, junto a Lionel Messi e Cristiano Ronaldo. Seus vários gols renderam-lhe também o prêmio de "Player of the Month" de outubro, entregue pela organização da Premier League ao melhor jogador de cada mês. Continuou marcando vários gols, incluindo partidas contra o West Bromwich Albion (onde deu também duas assistências), Norwich e Borussia Dortmund (foto abaixo). Em seguida, depois de não conseguir marcar contra o Fulham, Van Persie voltou a marcar contra o Wigan, numa goleada por 4–0 realizada no dia 3 de dezembro. Posteriormente, ele acrescentou à sua fantástica contagem mais gols contra Everton, Aston Villa (também com uma assistência) e Queens Park Rangers, no último dia do ano. Com o gol marcado nesta partida, Robin van Persie finalizou o ano de 2011 com um total de 35 tentos (somando-se a primeira parte desta temporada ao segundo turno da anterior). Por apenas um gol, não conseguiu quebrar o recorde de mais gols num mesmo ano pela Premier League, pertencente ao inglês Alan Shearer (com 36).

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