Neste Dia

Romário

Político, ex-futebolista brasileiro e senador da República desde 2015

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Romário de Souza Faria (Rio de Janeiro, 29 de janeiro de 1966) é um político, empresário e futebolista brasileiro. Joga pelo America-RJ. Em sua carreira no futebol, jogou primariamente como centroavante. É um dos maiores centroavantes brasileiros, do futebol mundial e de todos os tempos, sendo amplamente reconhecido por muitos jogadores nacionais e estrangeiros. Entre os seus muitos títulos, destaca-se a Copa do Mundo FIFA de 1994 com a Seleção Brasileira, na qual foi a figura principal. Na época do mundial, era jogador do Barcelona e encantou até o duro treinador da equipe e maior jogador da história da Holanda, Johan Cruijff, autor de um dos famosos apelidos do atacante: "gênio da grande área". Em fevereiro de 2024, tomou posse como presidente do America-RJ e, em abril do mesmo ano, foi inscrito como jogador do clube 15 anos após sua aposentadoria em 2009. Também é Senador da República pelo Rio de Janeiro, filiado ao Partido Liberal (PL).

Com filiação ao PSB, em 2010 foi eleito deputado federal pelo estado do Rio de Janeiro (mandato de 2011 a 2014) e em 2014 foi eleito senador pelo mesmo estado, reelegendo-se em 2022. Foi candidato a governador do Rio de Janeiro nas eleições de 2018, pelo Podemos (PODE).

Conhecido popularmente como "Baixinho" devido à baixa estatura, o jogador ainda teve uma breve experiência como treinador, comandando o Vasco da Gama. Também conseguiu ser ídolo nos rivais Flamengo e Fluminense, além do America-RJ, onde encerrou a sua carreira. Na Espanha, teve grande passagem por Barcelona e duas breves passagens pelo Valencia. Na Holanda, virou ídolo do PSV Eindhoven.

É um dos maiores artilheiros do história do futebol, e o quarto maior artilheiro da Seleção Brasileira. Obteve ainda muitos feitos e recordes durante a carreira de jogador.

O Baixinho também se caracterizaria por desavenças com técnicos, ex-jogadores e colegas, além de sua boemia e aversão a treinamentos. "Nunca fui atleta. Se eu tivesse levado uma vida regrada como atleta, eu teria feito muito mais gols, mas não sei se seria feliz como sou hoje", diria em 2004.

Em maio de 2007, Romário tornou-se o segundo brasileiro que se tem registro (o primeiro foi Pelé) a chegar à marca do milésimo gol na carreira futebolística. No mesmo ano, seu nome batizou o estádio do Duque de Caxias, cujo nome popular também lhe faz referência: Marrentão.

Filho de Edevair de Souza Faria e Manuela Ladislau Faria, morou na comunidade do Jacarezinho até os três anos de idade, quando mudou-se para a Vila da Penha. Lá jogou no time de futebol do Estrelinha, fundado por seu pai, o que era uma maneira de incentivá-lo à prática dos esportes. Foi no asfalto e nas quadras de futebol de salão que aprendeu a jogar. Com pouco tempo já era destaque entre os garotos, e já jogava entre os mais velhos.

Em 1979, um olheiro o levou para fazer testes no infantil do Olaria. De cara ele foi artilheiro e campeão carioca na categoria infantil em 1979. Destaque entre os jogadores da equipe, foi levado depois ao Vasco da Gama, foi obrigado a fazer um "estágio" de um ano, pois o jogador não tinha condições legais de ingressar no clube por causa de sua idade. Já na categoria juvenil e juniores do Vasco, conseguiu por três anos seguidos ser artilheiro do Campeonato Carioca: em 1982,1983 e 1984, além de ser bicampeão em 1983 e 1984, mostrando assim que estava surgindo um dos maiores artilheiros de todos os tempos do futebol.

No Brasil, Romário conseguiu ser ídolo nos rivais cariocas, Flamengo e Fluminense, além do America. Sua carreira, porém, está mais identificada ao Vasco da Gama, visto que é o segundo maior artilheiro do clube com 326 gols, onde também iniciou sua carreira e lhe garantiu reconhecimento nacional e internacional, conquistando o Campeonato Brasileiro de 2000, a Copa Mercosul de 2000, o Campeonato Carioca de 1987 e 1988, além de torneios estaduais, nacionais e internacionais.

Seu período no futebol europeu iniciou-se em 1988, atuando pelo PSV Eindhoven, da Holanda. Ali permaneceu por cinco temporadas e meia, conquistando títulos importantes para o clube do técnico Guus Hiddink e posteriormente do técnico Bobby Robson, ganhando os Campeonatos Holandeses de 1988–89, 1990–91 e 1991–92, a Copa dos Países Baixos em 1989 e 1990 e a Supercopa dos Países Baixos em 1992.

Após sua passagem pelo PSV, Romário foi negociado por US$ 5 milhões pelo Barcelona, onde teve relevante participação na conquista de importantes títulos, entre eles o Campeonato Espanhol de 1993–94. Considerado um dos jogadores mais importantes entre os que vestiram a camisa do clube catalão, foi colocado na eleição feita em 2007 pelos leitores do jornal catalão El Mundo Deportivo no time dos sonhos do Barcelona, deixando claro que é ídolo da torcida.

Em 1995 foi contratado pelo Flamengo, naquela que foi considerada por jornalistas e ex-jogadores como a maior contratação da história do futebol brasileiro.

No Vasco, Romário iniciou a sua carreira profissional em 1985, promovido ao time principal por Antônio Lopes. Sua estreia em jogos oficiais ocorreu em 6 de fevereiro, na vitória vascaína por 3–0 sobre o Coritiba, partida válida pelo Campeonato Brasileiro. Romário entrou no segundo tempo, no lugar de Mário Tilico. Já seu primeiro gol foi marcado no dia 18 de agosto, em um amistoso contra o time do Nova Venécia, marcando duas vezes em uma goleada de 6–0 sobre a equipe capixaba.

Começou a chamar a atenção de torcedores e jornalistas já no Campeonato Carioca de 1985, onde foi vice-artilheiro. Considerado uma grande revelação, assinou seu primeiro contrato profissional em 1986, ano em que fez dupla de ataque com o consagrado jogador Roberto Dinamite, em um elenco vascaíno que ficaria marcado por contar com os dois maiores ídolos da história recente do clube, mesclando também outros veteranos consagrados e jovens talentos. Dinamite diria, mais tarde: "Você sabe o que é jogar ao lado do Romário de 20 anos de idade? Era só jogar a bola para ele. Das três que chegavam no pé, duas ele colocava dentro do gol".

Romário, naquele ano, venceu a Taça Guanabara de 1986, seu primeiro título como profissional, marcando duas vezes na final contra o Flamengo. Mesmo ao lado de Dinamite, foi o garoto o artilheiro do Campeonato Carioca do mesmo ano, com um gol a mais que o veterano ídolo. Porém, os rubro-negros venceriam o segundo turno e acabariam derrotando o Vasco nas finalíssimas. O desempenho no Estadual chegaria a cotar a jovem revelação para a Copa do Mundo do México, também naquele 1986.

Em 1987 e 1988, o Baixinho marca época no Vasco, faturando o bicampeonato carioca, em ambas as vezes contra o Flamengo, devolvendo a perda do título de 1986. Na decisão de 1988, marca um gol histórico contra o arquirrival, aplicando um lençol no goleiro Zé Carlos e quase entrando no gol junto com a bola. Na segunda partida da final, Romário acabou expulso após se envolver em uma briga com Renato Gaúcho, mesmo assim o Vasco venceu. Naquele ano, já declara sua ambição de fazer mil gols, tal como Pelé: "Tenho 22 anos e garanto que ainda vou impressionar muita gente. Podem me cobrar. Vou chegar ao milésimo gol".

Em 1988, além do título do Campeonato Carioca, integra a Seleção Brasileira que vai às Olimpíadas de Seul. Romário termina os Jogos Olímpicos como artilheiro com sete gols, um deles na final. O PSV Eindhoven, recém-campeão da Copa dos Campeões da UEFA, aparece e contrata duas estrelas daquelas Olimpíadas: ele e o zambiano Kalusha Bwalya.

Durante o ano de 1988, Romário chegou a ser negociado para jogar no São Paulo, mas isso não se concretizou porque o PSV levou primeiro o jogador.

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