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Ronaldo Caiado

Médico ortopedista, professor catedrático, político brasileiro e ex-governador do estado de Goiás

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Ronaldo Ramos Caiado GOMM (Anápolis, 25 de setembro de 1949) é um professor, médico, ortopedista e político brasileiro filiado ao Partido Social Democrático (PSD). Serviu como governador do estado de Goiás, cargo que exerceu por dois mandatos consecutivos, entre janeiro de 2019 e março de 2026. Anteriormente pelo mesmo estado, foi deputado federal por cinco mandatos (sendo quatro consecutivos), entre 1991 a 1995 e de 1999 até 2015, e uma vez senador, entre fevereiro de 2015 e janeiro de 2019, tendo deixado a vaga parlamentar na metade do mandato de oito anos, para assumir o Governo do Estado.

Formado em medicina no ano de 1972 pela Escola de Medicina e Cirurgia hoje parte da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro e com especialização em ortopedia, Caiado é membro de uma família de produtores rurais com forte presença na política de Goiás desde meados do século XIX; a família Caiado. Entre 1986 e 1989, presidiu a União Democrática Ruralista, entidade que visa defender os interesses dos grandes proprietários rurais. Em 2023, foi classificado como o quarto governador mais rico do Brasil, com um patrimônio de R$24 874 436,19.

Na política, Caiado concorreu à Presidência da República no ano de 1989 mas obteve menos de 1% dos votos. Entre 1991 e 1995, atuou como deputado federal por Goiás, tendo deixado a Câmara após disputar o governo do estado em 1994 e ser derrotado. Retorna ao parlamento baixo do Congresso Nacional em fevereiro de 1999, com sua permanência finalizada em fevereiro de 2015. Já entre 2015 e 2019, foi senador pelo mesmo Estado, recebendo o prêmio de melhor senador pelo Prêmio Congresso em Foco no primeiro ano do seu mandato, escolhido através de eleição popular nas redes sociais. Em 2013, Caiado foi líder da bancada do extinto Democratas e foi ainda um dos membros mais ativos da bancada ruralista do Congresso Nacional. Atualmente é o pré-candidato do PSD na eleição presidencial de 2026.

Filho de Edenval Ramos Caiado e Maria Xavier Caiado, Ronaldo Caiado é natural de Anápolis, no interior do estado de Goiás, nasceu em 25 de setembro de 1949 e descende de uma família tradicional da política goiana. Seu avô, Antônio Ramos Caiado, mais conhecido como Totó Caiado, foi deputado federal (1909-1921), senador e um dos mais conhecidos coronéis de Goiás, liderando a oligarquia Caiado entre os anos de 1910 até 1930, quando foi nomeado Interventor federal do Estado por Washington Luís, porém deposto pelo movimento armado da Revolução de 1930, que estabeleceu a Era Vargas. Seu tio, Brasil Ramos Caiado, foi presidente do estado de Goiás entre 1925 e 1929 e senador entre 1929 e 1930. Seu tio avô, Mário de Alencastro Caiado, no entanto, se uniu ao movimento de Vargas, integrando à junta governativa que assumiu o poder em Goiás com a Revolução de 1930, tendo sido ainda constituinte em 1934 e senador de 1935 a 1937. Além disso, Ronaldo Caiado tem vários primos que também foram políticos: Emival Ramos Caiado foi deputado federal entre 1955 e 1971 e senador entre 1971 e 1974; Elcival Ramos Caiado foi deputado federal entre 1975 e 1979; Leonino Di Ramos Caiado foi governador de Goiás entre 1971 e 1975, além de prefeito de Goiânia entre 1969 e 1970; Brasílio Ramos Caiado que esteve por três legislaturas na Câmara dos Deputados (1971-1975, 1979 e 1981-1987); Ibsen de Castro foi deputado federal entre 1983 e 1987, deputado estadual entre 1975 a 1983, e de 1995 a 1999, além de secretário de Estado da Fazenda e Sérgio Ramos Caiado que foi deputado estadual e federal por várias vezes (1975-1979, 1979-1983 e 1983-1987). Sua família também conta com a participação do empresário goiano Emival Ramos Caiado Filho.

Percurso acadêmico e carreira médica

Em 1972, Ronaldo Caiado formou-se em medicina na Escola de Medicina e Cirurgia da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO). Após concluir sua graduação, participou de cursos de atualização, jornadas médicas e semanas de debate em vários estados brasileiros. Além disso, em 1975 Caiado participou do VIII Congresso Pan-Americano do Colégio Internacional de Cirurgiões no Rio de Janeiro, do XX Congresso Brasileiro de Ortopedia e Traumatologia e do V Congresso Brasileiro de Cirurgia da Mão. Já em 1976, também participou do XVI Congresso Brasileiro de Cirurgia e do I Seminário Brasileiro de Pós-Graduação em Cirurgia, ambos ocorridos no Rio de Janeiro.

Durante sua estada na França, especializou-se em cirurgia da coluna pelo Serviço de Cirurgia Ortopédica e Traumatológica do Professor Roy-Camille, em Paris e, em 1977, atuou como assistente estrangeiro da Universidade de Paris quando participou do Congresso da Sociedade Francesa de Cirurgia Ortopédica e Traumatologia. Voltando ao Brasil, entre 1978 e 1979 lecionou como auxiliar de ensino no Departamento de Ortopedia e Traumatologia da UFRJ. Já entre 1978 e 1984, durante a sua residência médica, Caiado ministrou aulas para alunos da UFRJ, no Hospital Miguel Couto e em cursos de atualização e congressos nos estados do Rio de Janeiro e da Bahia. Além disso, em 1979 Caiado concluiu seu mestrado em ortopedia e traumatologia também pela UFRJ.

Produtor rural, Ronaldo Caiado ligou-se à Associação Goiana de Criadores de Zebu, à Sociedade Goiana de Pecuária e Agricultura e à Associação Goiana de Criadores de Nelore. Em 1985, durante o governo José Sarney, os latifundiários se sentiram ameaçados com a possibilidade da reforma agrária quando um conflito de terras na região do Triângulo Mineiro resultou na desapropriação da fazenda Barreiro. Logo em seguida, Caiado fundou a União Democrática Ruralista (UDR), entidade associativa que visa defender os interesses dos proprietários rurais e, tornando-se seu presidente, ingressou na vida política.

Trajetória e carreira política

Candidato à Presidência da República

Ao deixar a presidência da União Democrática Ruralista (UDR) em 1989 e com o restabelecimento das eleições diretas, Ronaldo Caiado candidatou-se à presidência da República pelo Partido Social Democrático (PSD). Obtendo a soma de 488 872 votos, o equivalente a 0,68%, ficou em décimo lugar no pleito e apoiou o candidato vitorioso, Fernando Collor, do Partido da Reconstrução Nacional (PRN), no segundo turno.

Em 1990, Ronaldo Caiado elege-se como o deputado federal mais votado de Goiás pelo PSD, alcançando a soma de 98.256 votos. Um mês após sua posse na Câmara dos Deputados, acusou o PSD de ter vendido o horário do programa de TV da legenda para promoção do ex-governador de São Paulo Orestes Quércia, do PMDB. Considerado uma figura destoante dentro do partido, em março foi convidado a se retirar do PSD por defender posições de extrema-direita. Em 1991 e já filiado ao Partido Democrata Cristão (PDC), Caiado destacou-se pela atuação na Comissão de Agricultura e Política Rural e passou a integrar a chamada bancada ruralista no Congresso e, em 1992, foi um dos 38 parlamentares que votaram contra o impeachment do presidente Fernando Collor de Mello, alegando que "o povo brasileiro não suporta mais o retorno de Sarney e Quércia ao poder".

Em julho de 1991, Ronaldo Caiado foi processado pelo então vice-prefeito de São Paulo, Luís Eduardo Greenhalgh, por calúnia e difamação, pelas declarações à imprensa de que o político teria envolvimento com drogas. A Procuradoria Geral da República aceitou as reclamações, sugerindo ao Supremo Tribunal Federal (STF) o pedido de suspensão da imunidade de Caiado.

Em dezembro de 1993, o nome de Ronaldo Caiado constou entre os três deputados proprietários rurais integrantes da bancada ruralista que, em débito com o governo, usaram a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Dívida Agrária para sugerir ao Banco do Brasil novas regras para empréstimos em benefício próprio. Em abril de 1994, seu nome apareceu novamente numa lista de proprietários rurais devedores do mesmo banco. Juntamente com outros parlamentares da bancada ruralista, Caiado se negou a votar a medida provisória da Unidade real de valor (URV), que viabilizaria o plano econômico proposto pelo governo Itamar Franco. Em troca do voto da bancada, pleitearam a mudança no critério de reajuste da dívida rural, com juros menores e prazos maiores. Como líder da bancada ruralista, dois meses depois, conseguiu uma anistia temporária de parte da dívida do crédito agrícola contraída durante o Plano Collor pelos produtores rurais.

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