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Roque Máspoli

Roque Gastón Máspoli (Montevidéu, 12 de outubro de 1917 — Montevidéu, 22 de fevereiro de 2004) foi um futebolista e trei

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Roque Gastón Máspoli (Montevidéu, 12 de outubro de 1917 — Montevidéu, 22 de fevereiro de 2004) foi um futebolista e treinador uruguaio. Foi o goleiro da seleção uruguaia no Maracanaço, a maior de suas inúmeras conquistas: como jogador e técnico, conquistou 32 títulos oficiais, e cerca de oitenta considerando-se torneios amistosos. Considerando as duas funções, é também o homem que mais participou do clássico Nacional vs. Peñarol, clube do qual é o jogador recordista de partidas embora, curiosamente, tenha começado no arquirrival. Também detém outro recorde no Peñarol, o de técnico com mais passagens diferentes, seis, com especial destaque à primeira, na qual venceu em 1966 a Taça Libertadores da América e (sobre o Real Madrid, no estádio Santiago Bernabéu) o Mundial Interclubes daquele ano.

Ironicamente, Máspoli foi convocado e titular na Copa do Mundo FIFA de 1950 embora dentro de seu clube ele atravessasse um momento ruim, sendo inclusive reserva na época. Como goleiro, tinha uma grande contextura física, com massa aproximada de noventa quilos para seu 1,83 metros de altura, o que não o impedia de possuir boa flexibilidade e noção de antecipação, embora tivesse fraqueza no jogo aéreo - que compensava com o uso da mão sobre os cabeceadores adversários para atrapalhar-lhes. "Os árbitros nunca puniam isso", chegou a admitir.

Seu pai chamava-se Enrique Máspoli, que era torcedor do Peñarol e amigo próximo de Lorenzo Fernández, ídolo do clube e campeão da Copa do Mundo FIFA de 1930. Enrique já levava Roque para assistir Fernández quando este ainda atuava previamente no Capurro. Isso não impediu que Roque se inscrevesse nas categorias de aspirantes do Nacional - o que também não impediu, em contrapartida, que, jogando nos juvenis dos tricolores, seguisse assistindo partidas dos aurinegros. Foi no Nacional que, aos 16 anos, começou a ser escalado no gol; até então, jogava como zagueiro. Começou a ser relacionado em 1934 a jogos do time adulto, embora só estreasse em agosto 1936, em amistosos. Acabou jogando apenas seis vezes pelo Nacional, até abril de 1938, sempre em amistosos.

Sem triunfar no Nacional, Máspoli rumou primeiramente ao Liverpool uruguaio em 1939. Lá, estreou no campeonato uruguaio adulto. O clube foi quarto colocado no campeonato uruguaio daquele ano, atrás somente de Peñarol, Nacional e Montevideo Wanderers, os três maiores campeões do país.[carece de fontes?] No ano seguinte, foi quinto.[carece de fontes?] Suas boas atuações o levaram em apenas dois anos ao Peñarol, que o contratou em 1941.

Logo virou titular, incluindo no amistoso com o River Plate em partida (vencida por 4-2) de em 28 de setembro que celebrou o 50º aniversário oficial dos carboneros.

Máspoli continuou titular indiscutido pelas duas temporadas seguintes, até 1943. A partir da próxima, passou a competir pelos dez anos subsequentes com Flavio Pereyra Nattero, trazido do Sud América. Justamente quando passou a enfrentar concorrência, em 1944, o clube foi campeão uruguaio, encerrando cinco anos de títulos seguidos do arquirrival.[carece de fontes?] Os momentos mais destacados antes do título foram a quebra em 1942 de um longo jejum de vitórias no clássico (3-1), bem como uma vitória de 6-0 em amistoso com o Boca Juniors em 1943.

Na campanha campeã de 1944, Máspoli, apesar da concorrência, foi o goleiro mais frequentemente titular. Gerou interesse na Argentina, com River e San Lorenzo sondando sua contratação. Mas seguiu no Peñarol. Também em razão do título, começou a ter chances de representar o país, inicialmente em jogos não-oficiais contra seleções B da Argentina ainda em 1944. A estreia oficial pelo Uruguai veio em 24 de janeiro de 1945,[carece de fontes?] ano em que terminaria novamente campeão uruguaio como goleiro mais usado pelo Peñarol.

Um novo título uruguaio não veio em 1946, o primeiro ano em que o concorrente Pereyra Nattero foi o goleiro mais usado. Em 1947, Máspoli voltou à titularidade, mas o Nacional foi novamente o campeão. Pereyra Nattero então firmou-se por anos como dono indiscutido da posição, de 1948 a 1951, ainda que Máspoli ocasionalmente participasse de partidas importantes, como em vitória por 4-3 no clássico com o Nacional pela penúltima rodada do torneio de 1949 mesmo com os aurinegros somando somente nove jogadores em campo.

O torneio de 1949 foi o primeiro após uma longa greve que forçara o fim do campeonato de 1948 após a primeira rodada do segundo turno. Ela durou até abril de 1949. Máspoli, cuja massa corporal normal era de 93 quilos, engordou para 102. Naquele ano, chegou ao clube um novo treinador, o húngaro Emérico Hirschl, que assim preferiu manter Pereyra Nattero. O titular, porém, lesionou-se, e Máspoli pôde jogar as cinco rodadas finais. Foi um ano especial para o Peñarol, com o elenco sendo apelidado de La Máquina del 49 e seu ataque, de "Esquadrilha da Morte". O título veio com uma campanha invicta, com 16 vitórias, 2 empates, 62 gols a favor e 17 contra. Considerando amistosos, foram 113 gols em 32 partidas, em média de três gols e meio por jogo. Apenas uma vez o clube foi derrotado naquele ano, em amistoso com o time argentino do Huracán.

Assim, o Peñarol serviu de base para a seleção convocada à Copa do Mundo FIFA de 1950. O técnico Juan López Fontana preferiu chamar Máspoli, um dos nove aurinegros convocados e um dos cinco que foram titulares no Maracanaço. Apesar da conquista com a seleção, Máspoli só voltou a ter mais participação no próprio clube em 1952, ano de maior alternância com Pereyra Nattero. O título ficou com o Nacional, mas foi recuperado em 1953 com Máspoli recuperando de vez a titularidade, participando inclusive de goleada de 5-0 sobre o arquirrival. Um bicampeonato veio em 1954 com oito pontos de diferença para o vice Danubio, apesar dos desfalques de Juan Alberto Schiaffino (vendido ao Milan) e de Obdulio Varela (que jogou somente as rodadas finais após voltar lesionado da Copa do Mundo daquele ano).

Em 1955, ainda disputou a Copa América daquele ano pela seleção.[carece de fontes?] Mas, com excesso de peso e aos 38 anos, se aposentou em meados do ano, juntamente com Obdulio, duas razões para que nada desse muito certo ao Peñarol na temporada. Foi ainda antes do início do campeonato doméstico. Naquele torneio e no seguinte, a equipe não conseguiu firmar um goleiro como titular, com Luis Maidana e Luis Borghini se alternando na posição.

Máspoli defendeu o Uruguai de 24 de janeiro de 1945 a 30 de março de 1955, contabilizando 38 partidas e 62 gols sofridos. A data de sua estreia correspondeu à primeira partida da Celeste na Copa América de 1945, em vitória por 5-1 sobre o Equador.[carece de fontes?]

A convocação veio na esteira de seu título uruguaio no ano anterior com o Peñarol, encerrando domínio de cinco anos do rival Nacional. Máspoli foi o goleiro titular naquela edição da Copa América e também na seguinte, na qual evitou uma goleada para a anfitriã e campeã Argentina ao defender um pênalti de Saúl Ongaro em derrota por 3-1. Esse torneio foi encerrado em fevereiro,[carece de fontes?] e no decorrer daquele ano ano Máspoli começou a perder a titularidade no Peñarol para Flavio Pereyra Nattero.

Máspoli não foi chamado para a a edição de 1947. Já para a de 1949 o próprio Uruguai participou desfalcado como um todo, enviando uma seleção juvenil em função da longa greve aderida pelos principais astros do país.[carece de fontes?]

Embora reserva na maior parte do avassalador título de 1949 do Peñarol, Máspoli pôde jogar as cinco rodadas finais e terminou convocado para a Copa do Mundo FIFA de 1950. A convocação encerrou uma polêmica; a inatividade de dois meses após o campeonato de 1949 fez os jogadores uruguaios perderem um pouco a forma. Máspoli estivera entre os derrotados por 2-1 em jogo-treino da Celeste contra o Brasil de Pelotas em pleno estádio Centenário, resultado que levou à demissão do então técnico Enrique Fernández. O Peñarol depois goleou o clube gaúcho por 7-1 e desejava que o treinador aurinegro Emérico Hirschl assumisse a seleção, algo protelado pela Associação Uruguaia de Futebol. Furiosos, os dirigentes carboneros chegaram a recusar em ceder seus jogadores. Foi necessária uma reunião de emergência, mas a seleção seguiu até abril realizando jogos sem possuir técnico.

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