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Sándor Márai

Sándor Márai, nascido Sándor Károly Henrik Grosschmid (Košice, Eslováquia, 11 de abril de 1900 - San Diego, EUA, 22 de f

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Sándor Márai, nascido Sándor Károly Henrik Grosschmid (Košice, Eslováquia, 11 de abril de 1900 - San Diego, EUA, 22 de fevereiro de 1989), foi um escritor e jornalista de etnia húngara nascido na Eslováquia.

Sándor Márai nasceu em Košice (húngaro: Kassa), uma pequena cidade da Hungria, hoje Eslováquia. Seu pai era advogado e sua mãe, professora.

Poeta, dramaturgo, um dos maiores escritores da língua húngara, autor de mais de sessenta livros. Escreveu seu primeiro romance aos 24 anos. Alcançou grande sucesso na Hungria, foi um grande romancista, poeta e cronista das sutilezas da memória, escritor e jornalista.

Sándor Márai pode ser definido como um verdadeiro amante dos valores morais e civis.

Em 1919, vai viver em Berlim e depois em Frankfurt, Alemanha.

Começa a trabalhar como jornalista em 1920.

Em 1945, é eleito membro da Academia Húngara de Ciências.

No ano de 1948 sai de Budapeste num auto-exílio, inconformado com as ideias do regime comunista em seu país e deseja tornar-se cidadão americano. Como liberal, Sándor Márai tinha a plena convicção de que jamais poderia experimentar seu ideal de liberdade numa sociedade dominada pelo comunismo.

Márai sempre escreveu em húngaro e produziu a maior parte de suas obras no período entre 1928 e 1948.

Pagou um alto preço por suas opiniões contrárias ao regime comunista. Durante toda a sua vida Sándor Márai teve sua sorte modificada e influenciada pela guerra e pelos conflitos políticos em seu país.

Num momento, em que era muito respeitado por todos em seu país e estimado, como um dos maiores escritores da Hungria, e da Europa, toda sua obra foi proibida e Sándor Márai, caiu no esquecimento, exceto junto dos emigrantes húngaros, no Ocidente, que continuaram a publicá-lo. Márai foi sempre um crítico inconformado das restrições à liberdade de expressão, especialmente no contexto Hungria comunista. Considerava a liberdade de pensamento fundamental, para que o indivíduo possa conquistar o respeito e dignidade.

"Ele não chegou ao ocidente como refugiado, mas como escritor europeu que, por assim dizer, declarou sua parte de culpa em todos os crimes que os homens de espírito cometeram na Europa contra esse mesmo espírito. Homem especial: em vez de chorar a própria sorte ante o poder comunista, preferiu culpar-se e testemunhar a ruína completa da condição humana. Mas não bastava denunciar, ele mesmo desejava desgraçar-se, como Jean-Baptiste Clemence, o juiz penitente, no romance A queda, de Camus" (KERTÉSZ, 2004, p. 162).

Alguns críticos nunca aceitaram sua posição e por muito tempo desprezaram suas criações literárias, que traziam um retrato fiel da decadência da burguesia. Era considerado por muitos como um escritor de classe média.

1952, depois de morar na Suíça, Inglaterra, vive por algum tempo em Nova Iorque.

Ainda em 1952 trabalha na rádio Europa Livre, até 1967.

Em 1968 depois de passar um tempo em Palermo, Itália, muda-se para San Diego onde vive até suicidar-se em 1989, com um tiro na cabeça. O suicídio de Sándor Márai pode ser entendido a partir de seus diários, que foram editados e publicados em diversas línguas, mas ainda não em português. Em seus últimos escritos, Diários 1984-1989, conta como acompanhou a lenta morte de sua esposa, Lola, e lá podemos acompanhar inclusive quando decide comprar um revólver para evitar que tenha um fim semelhante e sofrido. Sempre foi um defensor da liberdade, e a liberdade de escolher como morreu talvez seja sua mensagem mais forte em defesa desse valor.

Sua literatura pode já foi comparada com a obra de Thomas Mann, um dos maiores escritores alemães do século XX e a de Gyula Krúdy, autor húngaro de obra extensa e muito querido em toda Hungria e Europa.

Em sua trajetória literária, Sándor Márai falou das armadilhas do amor, da paixão, da vida, da dor, da decadência e da morte. Teve seu olhar sempre voltado para todas as aventuras emocionais do homem.

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