São Brás é um município brasileiro do estado de Alagoas, localizado as margens do Rio São Francisco. Sua população estimada em 2011 era de 6.718 habitantes.
São Brás nasce a partir de um pequena povoação ribeirinha do Rio São Francisco pertencente a Porto Real do Colégio. Suas terras foram habitadas pelos índios das tribos Tupinambás, Carapotas, Aconás e Cariris. Com a presença dos bandeirantes a partir do século XVII, a região começou a ser colonizada com o surgimento de várias fazendas de gado.
Os bandeirantes, que se fixaram no território no século XVII para explorar a região do São Francisco, iniciaram o processo de civilização entre os indígenas. Muitos dos que foram morar na região, porém, escolheram outras áreas para instalar fazendas, e, aos poucos, foi surgindo o povoado de São Brás.
Segundo os mais antigos, uma imagem de São Brás foi achada em uma ilha próxima por um grupo de jovens em passeio. O achado causou forte impressão na população, que resolveu construir uma capela em sua devoção, tornando o santo padroeiro do lugar. O nome do município foi tomado do padroeiro, São Brás.
Sua data comemorativa é 28 de junho de 1889, quando foi elevado a vila e desmembrado de Porto Real do Colégio. Entretanto, a emancipação do município percorreu um caminho atribulado. Em 1932, foi extinto e anexado a Traipu. Três anos depois estava novamente emancipado, mas por pouco tempo. Em 1938 voltou a ser extinto e transformado em distrito de Arapiraca. Meses depois, volta a ser distrito de Traipu.
Sua emancipação definitiva acontece em 9 de julho de 1947. Depois cedeu parte de seu território para a criação dos Municípios de Feira Grande, Campo Grande e Olho D’Água Grande.
O município passou ao longo de sua história por uma série de extinções e recriações por parte das autoridades competentes. Já pertenceu a Arapiraca, Porto Real do Colégio e Traipu. Por estes fatores se trata de um município que historicamente realizou diversas emancipações, porém já obtinha registros oficiais em meados de 1875 (Prova disso é de sua primeira emancipação como município que ocorreu por volta de 1889), e é a emancipação de 1º de Outubro de 1889 que é comemorada na cidade.
O Distrito de São Brás foi criado pela lei provincial nº 702, de 19-051875 e elevado à categoria de vila pela lei provincial nº 1056, de 28 de junho de 1889. Desmembrado de Porto Real do Colégio. Sede na antiga vila de São Brás.
Pelo decreto estadual nº 1619, de 23 de fevereiro de 1932, o município é extinto, sendo seu território anexado ao município de Traipu.
Elevado novamente a categoria de município com a denominação de São Brás, pela Constituição Estadual, de 16 de setembro de 1935.
Pelo decreto estadual nº 2335, de 19 de janeiro de 1938, o município foi novamente extinto, sendo seu território anexado ao município de Arapiraca, como simples distrito. No mesmo ano, é desmembrando e passa a ser novamente município de Traipu.
Elevado novamente à categoria de município com a denominação de São Brás, por ato das disposições constitucionais transitórias deste estado, desmembrado de Traipu.
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2007.
A visita do Imperador D. Pedro II
Os anais da história local lembram a passagem do Imperador D. Pedro II quando o mesmo fez o caminho da foz do Rio São Francisco até a cidade de Piranhas passando pela cidade ribeirinha. Vendo que no município havia uma enorme quantidade de mendigos e de pessoas sem-teto, o imperador deixou a quantia de 300$000 para ser distribuída aos pobres.
Banhado pelo rio São Francisco, São Brás tem uma diversificada geografia em seu relevo natural. Ao norte a cidade faz divisa com o município de Olho d'Água Grande, ao oeste com o município de Traipu e ao leste com Porto Real do Colégio. Sem contar que com o sul, a divisa do estado de Sergipe e o próprio rio São Francisco fazem a fronteira natural entre as duas localidades.
Ainda é banhada por diversas lagoas e conta com alguns morros, entre eles o mais famoso da região: O morro do galho, que faz a divisa entre a cidade e os povoados de Lagoa Comprida e Mão de Engenho.
O arroz já fez parte do cotidiano dos moradores por muito tempo como principal produto de cultivo, porém hoje a criação de animais como aves, bovinos e suínos também ganhou seu espaço. O artesanato se destaca na criação de carrancas (Tradicional escutultura presente nas cidades ribeirinhas do São Francisco que visa proteger as embarcações segundo a crença popular). Também estão presentes algumas pequenas fábricas de tijolos, porém sem tanta expressividade na economia da cidade a ponto de algumas já terem fechado as portas.