São José da Laje é um município brasileiro localizado no estado de Alagoas. Pertencente à Região Imediata de União dos Palmares e à Região Intermediária de Maceió, localiza-se a norte da capital do estado, distante cerca de 98 quilômetros e faz limite com as cidades Canhotinho ao norte, União dos Palmares ao Sul, Ibateguara a leste e Santana do Mundaú a oeste. Sua população em 2010 segundo o IBGE foi de 22.686 habitantes. Sendo uma das principais cidades da Zona da Mata Alagoana. É considerada a "Princesa da Fronteiras" por ser uma cidade organizada e acolhedora, e também por fazer divisa com o estado de Pernambuco.
No ano de 1810, com a escritura de posse do "Sítio Laje do Canhoto", lavrada no cartório de Atalaia, em favor de José Vicente de Lima e sua esposa Senhorinha Angélica de Mendonça, é feita a fixação definitiva do homem no solo Lajense. José Vicente construiu o Engenho Esperança (onde mais tarde se tornou a Fazenda Boa Esperança, que já serviu de residência para o ex-prefeito Dr. Múcio Veras).
Já em 1828, era feito pelo Sr. José Vicente de Lima e sua esposa, a doação de "CEM MIL REIS", de terra para São José a bem de suas almas, formando seu patrimônio no Sítio Laje do Canhoto. No ano de 1829, ele construiu uma capela ao santo, que seria a partir daí o padroeiro do local.
O progresso do município se deu pela fertilidade de suas terras e devido ao grande número de rios e riachos. Sua produção de milho, feijão, mandioca e cana-de-açúcar, em grande quantidade, fizeram com o que o comércio local fosse movimentado, importando e exportando numerosos produtos, estando assim ligado às primeiras expedições comerciais feitas entre Porto Calvo, Porto de Pedras, e outros municípios situados no Litoral Norte, além de algumas cidades de Pernambuco (Rio Formoso, Cabo de Santo Agostinho e Serinhaém).
O desenvolvimento, na época que era chamada "Laje do Canhoto", a Assembleia das Alagoas elevou-a à categoria de Vila com a denominação de 'São José da Laje, pela Lei n° 737 de 07 de Junho de 1876. A mesma Lei transferiria a Vila de Imperatriz (hoje União dos Palmares) para São José da Laje, o que não foi efetivado mediante a Lei n° 956 de 1885.
Pela Lei n° 896 de 28 de Julho de 1886, foi definitivamente criado o Município de São José da Laje, data esta que ainda é comemorada pelo povo Lajense como sua Emancipação Política.
Foi criado o Distrito com a denominação de São José da Laje, pela Lei Provincial Nº 885, de 30/06/1882. Elevado à categoria de Vila com denominação de São José da Laje, pela Resolução Provincial ou pela Lei Provincial Nº 681, de 24/04/1875 e por Lei Provincial Nº 737, de 07/07/1876.
Suprimida pela Lei Provincial Nº 956, de 13/07/1885
Restaurado pela Lei Provincial Nº 986, de 28/06/1886.
Na Divisão Administrativa referente ao ano de 1911, o município é constituído do Distrito Sede. Elevado à categoria de Cidade com a denominação de São José da Laje, pela Lei Estadual Nº 681, de 16/06/1920.
Na Divisão Administrativa referente ao ano de 1933, o município é constituído do Distrito Sede. Em Divisão Territorial datada de 31/XII/1936, o município aparece constituído de 3 distritos: São José da Laje, Canastra e Piquete. Em Divisão Territorial datada de 31/XII/1937, o município é constituído de 2 distritos: São José da Laje e Piquete. Não figurando o distrito de Canastra. Pela Lei Estadual Nº 2909, de 30/12/1943, o Distrito de Piquete passou a denominar-se Ibateguara.
No quadro fixado para vigorar em 1949 - 1953, o município é constituído de 2 distritos: São José da Laje e Ibateguara (ex. Piquete). Pela Lei Estadual Nº 2076, de 19/11/1957, é desmembrado do Município de São José da Laje o Distrito de Ibateguara e elevado à categoria de Município. Em Divisão Territorial datada de 01/VII/1960, o município é constituído do Distrito Sede.
Atualmente a prefeita da cidade é a farmacêutica Ângela Vanessa Rocha Pereira Bezerra (PP), eleita para o período 2021 a 2024. É a primeira mulher eleita para o principal cargo do executivo municipal.
Dados do Departamento de Ciências Atmosféricas da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) mostram que a localidade apresenta um clima com média pluviométrica anual de 1550,9 mm e temperatura média anual de 24,3 °C.
O Município de São José da Laje está inserido na bacia hidrográfica do Rio Mundaú. É banhado pela sub-bacia do Rio Inhaúma, e seus principais afluentes são: Na porção central, os Rios Canhoto e da Jibóia, e os Riachos Guariba e Sujo. Na porção NNE, os Riachos Canguru, Capiana, Gruta Velha, e Jibóia. Na porção SSW, os Rios Caruru e Canhoto, e os Riachos Seco, Pindoba e Lava Pés. O padrão de drenagem é do tipo dendrítico. Todo esse sistema fluvial deságua no Rio Mundaú.
São José da Laje, é um município que sempre se reergueu das tragédias sofridas, entre tantas se destaca as Enchentes, contadas ao todo 5 principais (1914, 1941, 1969, 2010 e 2022), dentre essas se destaca a de 1969 como a mais destruidora para a cidade e região.
As cheias naturais das bacias dos Rios Paraíba e Mundaú, historicamente, têm causado danos com certa regularidade no Estado de Alagoas. Os próprios moradores das áreas afetadas relatam sua convivência natural com esses eventos. As cheias de 1914 e 1941 causaram grandes danos, mas há pouco registro do ocorrido.
Em 14 de Março de 1969, a cidade sofreu a mais letal enchente para a região, tudo ocorreu em meio ao novenário do padroeiro da cidade, levando assim casas, comércios, o parque de diversão, igreja, animais e o mais terrível, vida humanas.