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São José do Rio Preto

Município brasileiro localizado no interior do estado de São Paulo

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São José do Rio Preto é um município brasileiro localizado no interior do estado de São Paulo. Localiza-se ao noroeste da capital do estado, distando desta cerca de 445 km. Sua área é de 431,944 km², sendo sua área urbanizada, de 124,79 km², a 7.ª maior do estado e a 30.ª maior do país.

Conforme estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2025, sua população era de 504 166 habitantes, ficando na 10.ª posição entre os municípios mais populosos do estado e no 48.º lugar no Brasil. No censo de 2022 do IBGE a cidade tinha 480 383 habitantes e uma densidade populacional de 1 112,17 pessoas/km². Também é a sede e mais populosa das 36 cidades que compõem a Região Imediata de São José do Rio Preto que, por sua vez, é uma das seis regiões imediatas que integram a Região Intermediária de São José do Rio Preto. Sua região metropolitana, que conta com 37 municípios e foi criada pela Lei Complementar nº 1.359, de 24 de agosto 2021, tem uma população de 1.010.633 habitantes e é a 30ª maior do Brasil.

Emancipado de Jaboticabal na década de 1850, o nome do município é uma mistura entre o padroeiro, São José, e o Rio Preto, rio que passa pelo município. Hoje, é formada pelos distritos de Engenheiro Schmitt (Zona Sul), São José do Rio Preto (sede) e Talhado (Extremo Norte da cidade).. O município é subdividido em cerca de 360 bairros, loteamentos e conjuntos habitacionais. É um dos principais polos industriais, culturais e de serviços do interior de São Paulo. Sua história econômica esteve por muito tempo ligada à cafeicultura, também presente em grande parte do estado de São Paulo, principalmente no início do século XX. Segundo pesquisa de 2009 da Fundação Getúlio Vargas, publicada na revista Você S.A., São José do Rio Preto era a 18.ª colocada no ranking das cidades brasileiras mais promissoras para se construir uma carreira profissional. De acordo com estudo de 2023 do Instituto Trata Brasil, São José do Rio Preto tem o melhor sistema de saneamento básico entre as 100 maiores cidades do Brasil. No Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal (IFDM) de 2025, com dados de 2023, a cidade era a 8.ª mais desenvolvida do país e a 4.ª mais desenvolvida do estado.

O município conta ainda com uma importante tradição cultural, que vai desde o seu artesanato até o teatro, a música e o esporte. Seus principais e mais tradicionais clubes de futebol são o América Futebol Clube e o Rio Preto Esporte Clube, fundados, respectivamente, em janeiro de 1946 e abril de 1919. Existem ainda o Arquivo Público Municipal, o Estádio Anísio Haddad, o Estádio Benedito Teixeira, a Biblioteca Pública Municipal Dr. Fernando Costa, o Teatro Municipal Humberto Sinibaldi Neto, o Teatro Municipal Paulo Moura, a Casa de Cultura Dinorath do Valle, o Museu Ferroviário, o Museu de Arte Primitivista José Antônio da Silva (MAP) e o Museu de Arte Naïf (MAN).

Até por volta de 1840, a área onde está situada a região do município de São José do Rio Preto não passava de mata virgem. Naquele ano, o lugar começou a ser desbravado por mineiros, que ali se fixaram e deram início à exploração agrícola e à criação de animais domésticos. Segundo relatos de antigos moradores, esses homens saíram da Vila de Nossa Senhora do Carmo dos Tocos, hoje Paraguaçu, no estado de Minas Gerais.

Também, segundo relatos, no ano de 1845, Luiz Antônio da Silveira pisou, pela primeira vez, em solo rio-pretense, trazendo junto com ele cargueiros e escravos, vindo juntamente com seu irmão Antônio Carvalho e Silva e com seu amigo Vicente Ferreira Netto. Abriram veredas mato adentro, desde Bebedouro do Turvo até as proximidades do local onde hoje está a cidade de São José do Rio Preto. Os recursos estavam acabando e a comitiva se deteve naquele local, onde, com o tempo, haviam conquistado terras boas para o cultivo com sobra de água para o gado e um bom lugar para moradias. Com o passar do tempo a pequena povoação ia crescendo. Em 1852, Luiz Antônio da Silveira doou parte de suas terras ao seu santo protetor, São José, com a intenção de que o patrimônio desse origem a uma cidade.

Formação administrativa e etimologia

O município foi fundado em 19 de março de 1852 por João Bernardino de Seixas Ribeiro, que liderou os moradores das vizinhanças na construção de uma capela. Com o crescente desenvolvimento do então distrito de Jaboticabal, que havia sido criado pela Lei Provincial nº 4, de 21 de março de 1879, a emancipação veio a partir da Lei Estadual nº 294, de 19 de julho de 1894. Naquela época, a cidade possuía um território com mais de 26 mil km², sendo suas divisas o Rio Grande, o Rio Turvo, o Rio Tietê e o Rio Paraná, área depois desmembrada em novos municípios. Em 1895, a pedido da Igreja Católica, detentora do patrimônio, o engenheiro italiano Ugolino Ugolini traçou a primeira planta da futura cidade. Em 1904, pela lei n° 903, é criada a comarca de Rio Preto.

O lugar recebeu a denominação "São José do Rio Preto" quando foi elevado a distrito de Jaboticabal, em 1879, junção do nome do padroeiro São José e do Rio Preto. Pela lei estadual nº 1021, de 6 de novembro de 1906, teve o nome simplificado para "Rio Preto". Em 1944, o Centro Geográfico do Rio de Janeiro propôs alterá-lo para "Iboruna", tendo em vista haver um homônimo mais antigo no estado de Minas Gerais, mas diante do protesto de seus habitantes, de associações de classe e de políticos, a ideia foi superada mediante decreto-lei estadual nº 14334, de 30 de novembro de 1944, restabelecendo o antigo topônimo de São José do Rio Preto.

Desde a elevação à cidade até os tempos atuais, São José do Rio Preto sofreu diversas alterações em suas divisões distritais. Quando emancipada, a cidade era composta de seis distritos: Tanabi, Ibirá, Avanhandava, Itapirema, Itapura, Vila Adolpho e a sede. Porém, após diversas mudanças, restam hoje apenas três distritos, sendo eles: Engenheiro Schmitt, Talhado e a sede. A última alteração foi feita a partir da lei estadual nº 8550, de 30 de dezembro de 1993, que desmembrou de São José do Rio Preto o distrito de Ipiguá, elevado à categoria de município.

Com a chegada da Estrada de Ferro Araraquara (EFA), no ano de 1912, a cidade assumiu uma importante posição de polo comercial de concentração de mercadorias produzidas no então conhecido Sertão de Avanhandava e de irradiação de materiais vindos da capital. Essa expansão ferroviária na região do município colaborou para que, no início do século XX, ocorressem vários movimentos de desbravamento e povoamento de novas localidades, o que ficou conhecido com as frentes pioneiras se iniciando em São Paulo. Esse processo foi baseado na economia que girava em torno do cultivo do café, que precisava de mais lugares para sua lavoura. O aumento das exportações, o esgotamento dos solos e a facilidade de empréstimos bancários foram as causas desse grande movimento que começou no Vale do Paraíba, passou pelas regiões das cidades de Campinas, Ribeirão Preto, até chegar a São José do Rio Preto; terminou no estado do Paraná. Esse desbravamento ficou conhecido como a Marcha do Café.

O desenvolvimento urbano da cidade exigiu uma melhora na infraestrutura urbana de São José do Rio Preto, além do investimento na área da cultura e do lazer. Em 11 de maio de 1933 foi criada pelo Bispo Diocesano Dom Lafayette Libânio a Basílica de Nossa Senhora Aparecida com o objetivo de agradecer a proteção da Santa durante a Revolução Constitucionalista de 1932.

Em 19 de julho de 1943 foi criada a Biblioteca Pública Municipal Dr. Fernando Costa e em 19 de julho de 1944 é inaugurado o Mercado Municipal, ainda em atividade. Em janeiro de 1973 foi inaugurado o Teatro Municipal Humberto Sinibaldi Neto. Também em 1973 foi iniciada a construção da Catedral de São José, sede da Arquidiocese de São José do Rio Preto, cujo templo religioso ainda não foi totalmente concluído. Em 19 de julho de 1980, no segundo mandato do prefeito Adail Vettorazzo, foi inaugurado o atual prédio da Biblioteca Pública Municipal Dr. Fernando Costa.

Devido ao crescimento da cidade e de cidades próximas, foi criada em 1989 a Microrregião de São José do Rio Preto, reunindo 29 municípios. Em 2017, as micro e mesorregiões brasileiras foram extintas pelo IBGE, e substituídas pelas regiões geográficas imediatas e intermediárias, respectivamente. São José do Rio Preto passou a ser a cidade sede da Região Geográfica Imediata de São José do Rio Preto, que é composta por mais 35 cidades, sendo as mais populosas Bady Bassitt, Guapiaçu, José Bonifácio, Mirassol, Monte Aprazível, Nova Granada, Novo Horizonte e Tanabi, todas com população acima de 20 mil habitantes.

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