Salah Abu Seif (em árabe: صلاح أبو سيف, Ṣalāḥ Abū Sayf) (Cairo, 10 de maio de 1915 – Cairo, 23 de junho de 1996) foi um dos mais famosos directores de cinema egípcio, e considerado o padrinho do neo-realismo do cinema no Egipto. Muitos dos 41 filmes que dirigiu são considerados clássicos do cinema egípcio. O seu filme Bidaya wa nihaya (1960) foi a primeira adaptação de uma novela do vencedor do Prémio Nobel Naguib Mahfouz.
Ele é às vezes referido como Salah Abu Saif, Salah Abou Seif ou Salah Abouseif. Em 1977 foi membro do júri no 10º Festival de Cinema de Moscovo.
Salah Abu Seif nasceu em Boulaq, um bairro pobre do Cairo. Foi empregue numa fábrica têxtil e estudou comércio. Converteu-se em assistente de director em 1934. Após ter passado vários anos nas salas de redacção de importantes obras, produziu em 1945 a sua primeira longa-metragem, um remake do filme norte-americano A ponte de Waterloo.
Colaborou frequentemente com a actriz e produtora Faten Hamama, com o actor egípcio Omar Sharif e com Salah Mansour.
Mughamarat Antar wa Abla (1948) nomeado para o "Grande Prémio do Festival" no Festival de Cinema de Cannes 1949
Al-Wahsh (1954) nomeado para o "Grande Prémio do Festival" no Festival de Cinema de Cannes de 1954
Shabab Emraa (1956) nomeado para a "Palma de Ouro" no Festival de Cinema de Cannes de 1956
Al-Fetewa (1957) nomeado para o "Urso de Ouro de Berlim" no Festival de Cinema de Berlim
Bidaya wa Nihaya (1960) nomeado para o prémio "Grand Prix" no 2º Festival de Cinema de Moscovo
Al-as-saqqa Mat (1977) ganhou o prémio de "Melhor Filme do Ano" na Associação de Cinema Egípcio
Al-Qadisiya (1981) nomeado para o "Prémio de Ouro" no 12º Festival de Cinema de Moscovo
Al-Moaten Masry (1991) nomeado para o "Ouro de San Jorge" no 17º Festival de Cinema de Moscovo