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Samantha Hudson

Samantha Hudson (León, 11 de setembro de 1999), nome artístico de Iván González Ranedo, é uma artista, cantora, actriz,

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Samantha Hudson (León, 11 de setembro de 1999), nome artístico de Iván González Ranedo, é uma artista, cantora, actriz, celebridade da internet e ativista espanhola, conhecida pelas suas actuações onde combina a reivindicação social e LGBT com a sua performance transgresora e de estilo camp.

Aos quinze anos de idade tornou-se numa celebridade da internet após a sua canção «Maricón» (2015) se ter tornado viral e alvo de uma intensa polémica nas redes sociais por parte de conservadores e religiosos. Desde então, começou a ganhar protagonismo nas redes sociais pelas suas interpretações ousadas, protagonizando um documentário biográfico em 2018 e realizado diversas aparições e participações em eventos ou programas de televisão nos anos seguintes, tais como no programa Una Natividad con Samantha Hudson na plataforma Atresplayer ou ainda coapresentado o podcast ¿Sigues ahi? para a Netflix, ao lado de Jordi Cruz.

Em 2021 realizou a tourné Eutanásia Deluxe, na qual homenageava a cultura trash e teve a sua estreia no Teatro Lara de Madrid. Nesse mesmo ano lançou o seu primeiro álbum de estúdio Liquidación total, que continha a canção de sátira política «Por España».

Em 2023 publicou o EP AOVE inspirado no techno hardcore dos anos noventa, recebendo o Prémio de Melhor Artista Espanhola na MTV Europe Music Awards.

Nasceu em León em 1999 e posteriormente mudou-se para a ilha de Mallorca. Quando tinha 11 anos, viveu um período de firme devoção à Igreja Católica, ainda que mais tarde reconheceria frustração perante a falta de «interesse [...] pelo coletivo LGBT» por parte da mesma. Com 13 anos de idade, pensou que poderia ser mulher e tornar-se transgénero. Essa experiência levou-a a experimentar diferentes concepções de género, o que a ajudariam a descartar essa ideia. Numa entrevista com o jornal El País afirmou que «[com essa idade] gostava da minha aparência quando encaixava num papel feminino [...] Simplesmente queria ser assim.». Mais tarde, descreveu numa entrevista para a Vogue que o nome de Samantha Hudson surgiu como uma sugestão de um amigo, numa conversa onde fantasiavam como seria ser «uma mãe dos subúrbios norte-americanos que vai recolher os seus filhos num veículo de sete lugares».

Com quinze anos de idade, tornou-se célebre após a publicação do single «Maricón» em 2015, que gravou como projecto para a disciplina de cultura audiovisual. A canção, acompanhada por um videoclip publicado na plataforma YouTube, gerou tanta rejeição como aprovação pelo público, tornando-se objeto de protesto por parte de organizações religiosas e grupos políticos conservadores.

Em 2017, depois de completar o seu bacharelato, mudou-se para Barcelona com o objectivo de viver da sua música, contudo nesse mesmo ano, durante uma viagem a Sevilha sofreu uma queda, enquanto trepava até um balcão, pelo que teve que ser internada no hospital durante várias semanas. Em 2018 mudou-se para Madrid.

Em 2015, enquanto estudava no Instituto de Educação Secundária Josep Maria Llompart em Palma de Maiorca, desenvolveu um trabalho sob cultura audiovisual no qual criticava a Igreja Católica e a sua posição sobre a diversidade sexual, utilizando linguagem explícita. A canção, intitulada «Maricón», foi publicada na plataforma YouTube em outubro. Mais tarde a artista declararia em várias entrevistas que, para produzir a canção, inspirou-se numa experiência pessoal, quando visitava uma igreja e escutava o tradicional Canto da Sibila, sendo observado e repudiado pelos olhares dos paroquianos. Como parte do trabalho que se lhe tinha alocado, recebeu uma pontuação de 9 em 10 valores por parte da sua professora, sendo ainda submetida a revisão ante um claustro de professores, que reafirmaram de forma quase unânime o seu apoio ao trabalho, excetuando o docente da matéria de religião, que protestou contra a sua publicação e alertou a comunidade católica. O vídeo seria mais tarde retirado temporariamente da plataforma.

A então deputada pelo partido Ciudadanos no Parlamento das Ilhas Baleares, Olga Ballester, qualificou o vídeo de «blasfemo» e queixou-se perante a inacção do governo balear. A organização ultraconservadora HazteOír, por sua vez, realizou um abaixo-assinado com 48.000 assinaturas pedindo uma actuação disciplinar contra a professora. Como consequência da publicação de «Maricón», Samantha Hudson foi excomungada pelo bispo de Mallorca.

No momento em que coloco uma coroa, [isto] é um acto político. No momento em que coloco uma mochila de princesas, estou a lutar contra um sistema que me oprime. E quando me visto de rosa e saio à rua e chamo a atenção, estou a lutar contra uma sociedade que me rebaixa e me nega o direito a disfrutar da minha própria vida. Porque eu realmente corro perigo por ser como sou.

Em 2018 protagonizou o filme documentário biográfico Samantha Hudson, una historia de fe, sexo y electroqueer, dirigido por Joan Porcel.

Desde 2019 até 2021, realizou semanalmente um show de performance numa sala de concertos em Chueca, partilhando o palco com Paco Clavel em inúmeras ocasiões. Desde março desse último ano até o verão de 2022, realizou um espectáculo no Teatro Lara de Madrid chamado Eutanasia Deluxe, no qual prestava homenagem à cultura trash. Posteriormente levou a sua obra em tour a outras cidades de Espanha, como Valência ou Barcelona. Durante o mesmo período, por ocasião da Marcha de Orgulho LGTB de 2020 em Madrid, posteriormente cancelado pela pandemia de COVID-19, participou na campanha de consciencialização #ProtégeteDelOdio, ao lado de outras figuras públicas como Carla Antonelli ou Eduardo Rubiño, e iniciou a publicação de uma série de podcasts produzidos pela plataforma de streaming Netflix com o apresentador Jordi Cruz, sob o título ¿Sigues ahí?.

Em fevereiro de 2021, realizou uma intervenção em forma de monólogo na gala dos VIII Prêmios Feroz, na qual reivindicava o «abandono do género» através da comparação com o progressivo abandono do género cinematográfico.

Após ter assinado com a companhia discográfia Subterfuge Records, em 2021 publicou «Dulce y Bautizada». Numa entrevista para a revista La Vanguardia, Samantha Hudson declarou «fazer referência às suas origens» no single, devido às referências à estética religiosa e à educação catequista presentes em «Maricón». Em junho desse mesmo ano publicou «Disco Jet Lag», single onde colaborou com La Proibida e Putochinomaricón. A 12 de outubro, Dia da Hispanidad, publicou o seu single «Por España». A canção, produzida por Papá Topo para a banda sonora do filme ¡Corten!, de Marc Ferrer, apropriava-se de elementos do imaginário nacional-católico desde uma óptica queer e de subversão, com uma mensagem antifascista, e misturando géneros de música e dança, como o pasodoble, o gabber, a copla e as sevilhanas. O videoclip obteve trezentas mil visualizações nas primeiras vinte e quatro horas. Em dezembro, publicou o seu primeiro álbum de estúdio, Liquidación Total, que incluíam canções como «Perra» com La Dani.

A 19 de dezembro de 2021 estreou um programa especial natalício para a Atresmedia, intitulado Una Navidade con Samantha Hudson. O programa musical, que representava uma hipotética versão futura de Samantha corrompida pela fama, contou com a participação de artistas e figuras mediáticas espanholas, como Amaia, Arturo Valls, Pepe Viyuela, Manuela Trasobares e Anabel Alonso, para além de retratar temas da actualidade social sob uma estética underground e um tom reinvindicativo.Em junho de 2022, durante o Primavera Pro de 2022, apresentou um debate sobre o «mau gosto musical» ao lado do diretor de cinema e representante da cultura camp John Waters.

Nesse ano interpretou um papel em Rainbow, de Paco León, dirigiu e protagonizou a campanha #Nimártiresnisantas da Fundação Imagina Más sob o Dia Mundial da Luta contra o Aids e, a partir de setembro de 2022, apresentou a série documental Crimenes online, produzida por Flooxer e emitida na plataforma Atresplayer Premium. No final desse mesmo ano

Em 2023 publicou o EP AOVE, inspirado na música techno hardcore dos anos 90, lançou o single «Chula», com influências na música house e finalizou a tourné Liquidacíon total por cierre, para além de ter apresentado a gala dos Prêmios MIN.

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