A samaritana no poço é um episódio da vida de Jesus que aparece unicamente no Evangelho segundo João, em João 4:4–26.
Este episódio ocorre após o retorno de Jesus à Galileia de acordo com Andrew Lincoln. Culturalmente, havia grande inimizade entre os judeus e os samaritanos, que eram considerados um povo de origem mista pelos judeus.
Este episódio é citado como sendo "um paradigma para o nosso engajamento com a verdade" no livro da cúria romana "Uma reflexão cristã na Nova Era", pois o diálogo diz: "Vós adorais o que não conheceis, nós adoramos o que conhecemos" (versículo 22) e oferece um exemplo de Jesus como sendo o portador da água da vida.
A passagem que está contida em João 4:10–26 é por vezes chamada de discurso sobre a Água da Vida, que complementa o discurso do Pão da Vida.
A tradição cristã nomeia a samaritana como Fotina (em grego: Φωτεινή), que significa "luminosa". Lendas relatam que após se encontrar com Jesus, seu testemunho levou muitos a professarem a fé cristã, despertando a atenção do imperador Nero, que ordenou que Fotina fosse trazida perante ele para que fosse interrogada. Recusando-se a negar sua fé, ela foi torturada e martirizada. Seu corpo teria sido arremessado em um poço seco, sendo posteriormente recuperado.
Fotina é venerada como santa nas tradições católica e ortodoxa. Edições antigas do Martirológio Romano lhe dedicam o dia 20 de março como memória. Na ortodoxia, Fotina é intitulada como "igual aos apóstolos" e celebrada no quarto domingo seguinte a Páscoa, conhecido como o "domingo da mulher samaritana". Ela também é lembrada com uma festa menor no calendário litúrgico da Igreja Episcopal dos Estados Unidos, sendo celebrada em 26 de fevereiro.
«Santa Fotina, a Samaritana». Santi e Beati (em italiano)
«A mártir Fotini, a samaritana, seus filhos e aqueles que estavam com eles». Orthodox Church in America (em inglês)
«Domingo da Mulher Samaritana». Iglesia Ortodoxa Serbia (em castelhano)