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Santiago (Chile)

Capital e maior cidade do Chile

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Santiago (pronunciado em português europeu: [sɐ̃ˈtjagu]; pronunciado em português brasileiro: [sɐ̃tʃiˈagu] ou [sɐ̃ˈtjagu]; pronunciado em castelhano: [san̪ˈtja.ɣo]; literalmente "São Tiago"), por vezes chamada Santiago do Chile (em castelhano: Santiago de Chile, pronunciado: [san̪ˈtja.ɣo ðe ˈtʃi.le] ()) para a distinguir de cidades homónimas, é a capital e a maior cidade do Chile. Está localizada na Região Metropolitana de Santiago, no vale central chileno, ao lado da cordilheira dos Andes. É o maior e mais importante e desenvolvido centro urbano, financeiro, cultural e administrativo do país. Chamada de Grande Santiago ou simplesmente Santiago, é uma aglomeração que possui 32 comunas de maneira íntegra e 11 comunas de forma parcial. A maior parte de Santiago está na província de mesmo nome, com alguns setores periféricos dentro das províncias de Maipo, Cordillera e Talagante.

No ano de 2017, a conurbação se estendia em 641,4 km² e tinha uma população de 6 257 516 habitantes, o que equivale a cerca de 35,6% da população total do país naquele ano. De acordo com esses números, Santiago, é efetivamente, a sétima cidade mais populosa da América Latina, a 40.ª do mundo e uma das 45 regiões metropolitanas mais populosas do mundo.

A cidade de Santiago abriga os principais organismos governamentais (à exceção do Congresso Nacional, localizado na cidade de Valparaíso), financeiros, administrativos, comerciais e culturais do Chile. Santiago também é sede da CEPAL, além de ser considerada a terceira capital latino-americana com melhor qualidade de vida, depois de Montevidéu (Montevideu em português europeu) e Buenos Aires, e uma Cidade Global "Beta +", segundo estudos da Globalization and World Cities Research Network. É considerada a 2.ª cidade mais competitiva da América Latina e a 60.ª do mundo. Além disso, é classificada como a 53.ª cidade mais rica do mundo, com um PIB estimado em 93 bilhões USD (93 mil milhões USD em português europeu) em 2005 e que deve chegar a 205 bilhões USD (205 mil milhões USD em português europeu) até 2020.

Santiago foi fundada pelo conquistador espanhol Pedro de Valdivia, no dia 12 de fevereiro de 1541, com o nome de "Santiago de Nueva Extremadura" (em honra ao Apóstolo Santiago, santo patrono da Espanha). A cerimônia de fundação ocorreu no "Cerro Huelén" (renomeado por Valdívia como Cerro Santa Lúcia). Assim, Pedro de Valdivia iniciou a conquista do Chile. Foi escolhida essa região por seu clima moderado e por estar ao lado do rio Mapocho. Por conselho do cacique picunche Millacura, a cidade foi fundada entre os dois braços desse rio.

A cidade foi destruída no dia 11 de setembro de 1541 pelas forças dos nativos da região, chefiados por Michimalonco, que promoveu a Guerra do Arauco.

Os primeiros edifícios da cidade foram construídos com o apoio dos nativos picunches. Um pequeno riacho-afluente sul do rio Mapocho foi drenado e transposto, convertendo-se em uma passagem pública, conhecida como Alameda (hoje, a Avenida Libertador Bernardo O'Higgins).

A cidade foi palco da Guerra da Independência (1810-1818). Com a conquista da independência em 1818, logo foi nomeada capital, nesse mesmo ano.

Graças à gestão do intendente Benjamín Vicuña Mackenna (1872-1875), se criou a estrada do Cerro Santa Lúcia e começou a expansão da cidade. Na década de 1880, as salitreiras do norte do Chile trouxeram prosperidade ao país, promovendo o crescimento de Santiago. No entanto, mesmo no final do século XIX, Santiago não passava de uma pequena capital, com poucos edifícios, entre eles, o Palácio de La Moneda, prédio utilizado pelo governo chileno, algumas igrejas e outros prédios cívicos. A Igreja da Companhia de Jesus sofreu um incêndio em 1863, durante uma missa, e mais de 2 000 pessoas morreram. Este foi o maior incêndio já registrado na capital até hoje.

Durante a República Autoritaria se criaram a Universidad de Chile, a Escuela Normal de Preceptores, a Escuela de Artes y Oficios e a Quinta Normal, que incluía os museus de Bellas Artes (atual Museu de Ciencía e Tecnología) e de História Natural.

Durante a celebração do Centenário da República, em 1910, criou-se o atual Museu de Belas Artes, o Parque Florestal, a Biblioteca Nacional e a Estação de Trem Mapocho (hoje, um centro de eventos). Junto aos anteriores, as obras do Centenário da República também incluíram a construção do sistema de esgotos e recolecção de águas das chuvas do centro de Santiago, a cargo da companhia francesa Batignolles e Fould.

O século XX se destaca pelo grande crescimento da população, principalmente de gente que provinha do campo, o que descontrolou a planificação urbana e a cidade começou a crescer indiscriminadamente.

Santiago começou a se transformar em uma cidade moderna a partir da década de 1930, com a construção do Bairro Cívico, em torno do Palácio de La Moneda. A cidade se expandiu até as periferias e, em 1940 nasce o conceito da Gran Santiago (Grande Santiago) chegando a quase um milhão de habitantes.

Em 1975, se inaugura o Metropolitano de Santiago, um grande avanço para o transporte da cidade. Em 1985, um sismo destruiu algumas importantes construções históricas no centro da cidade.

Resultado de seu radical crescimento e desenvolvimento econômico e social, intensificado com seu "boom" econômico na década de 1990, Santiago pertence ao grupo dos maiores e mais importantes centros financeiros da América Latina.

A cidade de Santiago está localizada principalmente em um vale chamado "vale central". Este vale é parte da conhecida Depressão Intermediária e está delimitado claramente pelo cordão Chacabuco no norte, a Cordilheira dos Andes no leste, a Angostura de Paine no sul e a Cordilheira da Costa no oeste. Esse vale tem a extensão de 80 km na direção norte-sul e de 35 km na direção leste-oeste, aproximadamente.[carece de fontes?]

Há centenas de milhares de anos, o atual território da cidade era banhado pelo oceano e sedimentos marinhos, sendo que a única parte terrestre mais próxima era a já existente Cordilheira da Costa. A morfologia da região começou a ter seu aspecto atual desde o fim do Paleozóico, quando começou a convergência da Placa de Nazca com a Placa Sul-Americana, está pertencente então ao continente de Gondwana. A convergência levou ao surgimento de uma área terrestre, a partir do Triásico, levantando uma concentrada, grande e larga parte de toda essa área, que deu origem aos Andes. Posteriormente, novas atividades tectônicas geraram a fragmentação da grande massa rochosa levantada, formando a Depressão Intermediária.[carece de fontes?]

A morfologia regional continuou a sua transformação. Os glaciares cobriram a região com gelo, formando sinuosos morros. A forte atividade vulcânica presente nessa época gerou uma série das erupções vulcânicas, lançando grandes fluxos de lava e provocando o derretimento dos glaciares. Isso gerou o depósito de mais sedimentos no vale central, complementado depois pelas chuvas. A sedimentação do vale continuou por milhares de anos e inclusive, os últimos grandes acontecimentos, correspondentes a violentas erupções vulcânicas, se remetem para menos de 5 000 anos. Esses sedimentos permitiram a existência de uma fértil bacia e cobriram o relevo anterior à formação andina, deixando somente a parte mais alta de alguns morros, conhecidos como "morros ilhas", por toda a cidade.[carece de fontes?][carece de fontes?]

Atualmente, Santiago se estende principalmente no plano da bacia com uma altitude entre os 400 m nas zonas mais ao oeste e chegando aos 540 m na Praça Baquedano. A área metropolitana é rodeada por alguns "morros ilhas", como é o caso do Cerro Santa Lúcia, Cerro Blanco, Cerro Calán e o Cerro Renca, que com 800 m de altitude é o ponto mais elevado da cidade. No sudoeste da cidade existe um cordão rochoso de vários "morros ilhas", entre os quais se destaca o Cerro Chena. Na direção oeste da cidade, há um dos pontos mais altos da Cordilheira da Costa, como o Cerro Roble Alto, com 2 815 m de altitude, sendo que a zona do rio Maipo é a única em que a cordilheira perde altura.

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