O Seixal é uma cidade portuguesa pertencente ao distrito de Setúbal e à Área Metropolitana de Lisboa, com cerca de 45 000 habitantes.
É sede do município do Seixal com 95,50 km² de área e 166 525 habitantes (2021), estando subdividido em 4 freguesias.
O município é limitado a este pelo município do Barreiro, a sul por Sesimbra, a oeste por Almada (com quem mantém uma forte afinidade) e a norte pelo estuário do Tejo, através do qual tem ligação a Lisboa.
O concelho do Seixal possui um grande braço do Tejo, com o sapal de Corroios a oeste e o rio Judeu a leste.
O nome Seixal deriva da palavra portuguesa "seixo" possivelmente devido ao facto da região do concelho próxima ao rio Tejo ter uma grande quantidade de seixos e pequenos fragmentos de rochas delapidadas pela água que eram antigamente usados como lastro nas embarcações.
Foi no Seixal que os irmãos Vasco e Paulo da Gama construíram as embarcações para a viagem até à Índia. Enquanto Vasco da Gama estava em Lisboa a preparar a viagem, Paulo da Gama comandava os carpinteiros e calafates na construção das naus.
Estêvão da Gama, pai dos navegadores, foi comendador do Seixal.
A organização administrativa e territorial do Seixal sofreu várias alterações ao longo dos tempos. Assim, na época de Quinhentos, o povoado do Seixal fazia parte da freguesia de Arrentela, estando incluído no termo de Almada. Só após a revolução liberal, na sequência da reforma administrativa de 1836, no reinado da Rainha Dona Maria II, é que viria a ganhar direitos de concelho. Contudo, em 1895, viria a ser extinto.
A freguesia de Amora foi então integrada no concelho de Almada e as de Arrentela, Aldeia de Paio Pires e Seixal no concelho do Barreiro. Três anos mais tarde, o concelho do Seixal foi de novo instituído, passando também a abranger a freguesia de Corroios, criada em 1976.
As alterações de estatuto administrativo acompanharam a evolução e desenvolvimento das povoações. O Terramoto de 1755 fez-se sentir violentamente no Seixal, tendo obrigado as populações ribeirinhas a procurar refúgio nas barrocas do Conde de Vila Nova. A reconstrução foi lenta.
A partir da segunda metade do século XIX, começou a registar-se um significativo surto de desenvolvimento económico e industrial, com a instalação de diversas unidades fabris (têxtil, vidro e cortiça). Ficaram conhecidas a Companhia de Lanifícios de Arrentela, a vidreira Fábrica da Amora e as corticeiras Mundet e Wicander. Há cerca de 100 anos, o Seixal era o principal centro corticeiro do País.
Nos anos sessenta, a instalação da Siderurgia Nacional (inaugurada em 1961) e a ponte sobre o Tejo (1966) deram um novo impulso ao desenvolvimento económico do Concelho, com grande incidência no crescimento demográfico e na alteração profunda das suas características urbanísticas.
Em 27 de Maio de 1993, é criada a freguesia de Fernão Ferro, resultante da subdivisão da antiga freguesia de Arrentela. Em 20 de Maio do mesmo ano, as vilas do Seixal e Amora adquirem o estatuto de cidade e Corroios ascende a vila.
A presença do Tejo neste concelho, nomeadamente da Baía do Seixal, condicionou o aparecimento de um conjunto de profissões - pescadores, marinheiros, moleiros, calafates, carpinteiros de machado - que, durante anos, constituíram o principal modo de vida das populações.
A fisionomia urbana do concelho foi também definitivamente marcada pela presença do rio Tejo, com a construção de moinhos de maré, estaleiros navais e de atividades ligadas à pesca, tais como a antiga seca do bacalhau na Ponta dos Corvos.
Freguesias do município de Seixal
O município do Seixal está dividido em 6 freguesias:
Cidade plana que motiva o cicloturismo e, como tal, conta com uma ciclovia ao largo da baía ligando as cidades de Amora e Seixal, passando pelas localidades do Cavaquinhas, Arrentela, Torre da Marinha e Correr de Água.