Neste Dia

Seleção Portuguesa de Futebol

Equipe que representa Portugal nas competições internacionais e continentais da UEFA e da FIFA

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A Seleção Portuguesa de Futebol é a equipa nacional de Portugal e representa o país nas competições internacionais de futebol. É gerida pela Federação Portuguesa de Futebol.

A seleção estreou-se oficialmente a 18 de dezembro de 1921 (há 104 anos e 6 meses) contra a Espanha, jogo que acabou 3-1 a favor dos espanhóis. A primeira vitória foi obtida a 18 de junho de 1925, contra a Itália, por 1-0.

A estreia de Portugal na fase final de uma grande competição deu-se em 1966, onde a Seleção das Quinas chegou às meias-finais do Mundial da FIFA, onde seria vencida pela equipa anfitriã, e futura campeã, a Inglaterra. Portugal terminou o torneio em terceira posição, após vencer a União Soviética. Portugal chegou pela primeira vez à fase final de um Campeonato da Europa em 1984, chegando às meias-finais e perdeu contra o anfitrião do torneio e futuro campeão, França.

Durante várias décadas, a seleção portuguesa não fez parte de um grupo de equipas candidatas a vencer títulos. No entanto, a equipa portuguesa evoluiu, sendo presença constante em quase todas as fases finais de grandes torneios a partir do início do século XXI, fruto da presença na equipa de vários jogadores de classe mundial (incluindo dois vencedores da Bola de Ouro), que representam regularmente os principais clubes europeus. A aposta dos três grandes clubes portugueses - Sporting, Benfica e Porto - na formação de jogadores tem também beneficiado a seleção, cuja média de idades tem vindo a descer.

O primeiro grande título da equipa portuguesa foi conquistado em 2016, quando os portugueses venceram a final do Campeonato da Europa frente à anfitriã França, após vitória no prolongamento com um golo de Éder. 3 anos depois, os portugueses venceram a primeira edição da Liga das Nações da UEFA, após disputarem a final da competição contra a Holanda no Estádio do Dragão. Em 2025, Portugal tornou-se o primeiro bicampeão da Liga das Nações, ao derrotar a Espanha na Allianz Arena em Munique.

Até 2016, a sua melhor prestação em grandes torneios fora a presença na final do Euro 2004, competição da qual foi país anfitrião e que perdeu frente à Grécia. Antes disso Portugal vencera a Skydome Cup em 1995, o seu único troféu a nível sénior até 2016. A Seleção de Portugal é considerada uma equipa com um futebol latino (semelhante ao que é apresentado pela Espanha, Brasil ou Argentina), baseado na posse de bola, criatividade, perícia e espontaneidade individual, em detrimento da compleição física ou rigidez tática.

Pela seleção portuguesa passaram futebolistas de destaque na história do futebol mundial, como Fernando Peyroteo, José Travassos, Matateu, Germano, Mário Coluna, José Augusto, António Simões, José Águas, Eusébio, Vicente Lucas, Vítor Damas, Manuel Bento, Torres, Fernando Chalana, Fernando Gomes, Carlos Manuel, Humberto Coelho, Paulo Futre, Paulo Sousa, Luís Figo, Vítor Baía, Sérgio Conceição, Pauleta, Nuno Gomes, Rui Costa, João Vieira Pinto, Deco, Ricardo Carvalho, Raul Meireles, João Moutinho, Nani, Ricardo Quaresma, Pepe, Fábio Coentrão, Cristiano Ronaldo, Bruno Fernandes, Bernardo Silva e Vitinha.

Tradicionalmente o seu maior rival é a vizinha Seleção de Espanha. A estreia de Portugal na fase final de uma grande competição deu-se em 1966, onde a Seleção das Quinas chegou à meia-final do Mundial da FIFA, onde seria vencida pela equipa anfitriã, e futura campeã, a Inglaterra. Portugal terminou o torneio em segunda posição, após perder para Inglaterra.

O seu estádio oficial é o Estádio Nacional do Jamor, em Oeiras (Lisboa), embora não dispute quase nenhum jogo nesse palco dado encontrar-se obsoleto pelos requisitos da FIFA. Assim, desde o Euro 2004, com a construção e renovação dos 10 estádios, que a Seleção disputa todos os jogos em Portugal nesses recintos espalhados um pouco por todo o país.

Uma Seleção em Construção (1921 - 1965)

Antes da participação nas eliminatórias do Mundial da FIFA de 1958, a seleção portuguesa colecionava apenas derrotas em jogos oficiais, quase todas elas pesadas. Até 1954, a equipa não constituía um problema para quase nenhum adversário, tendo participado apenas em 4 eliminatórias de acesso ao Mundial. Na disputa pelo acesso ao Mundial de 1934, Portugal foi batido pela Espanha por nada menos que 9-0. Nas eliminatórias do Mundial de 1938, Portugal foi eliminado pela Suíça, em jogo único, por 2-1. No acesso ao Mundial de 1950, mais uma eliminação e mais uma goleada perante os espanhóis: 5 -1. Quatro anos mais tarde, para o Mundial de 1954, mais uma derrota por 9 golos, desta feita frente à Áustria.

Nas eliminatórias para o Mundial de 1958, Portugal não conseguiu ainda chegar à fase final. Mesmo assim, alcançou o primeiro êxito notável da sua história, derrotando a Itália por 3-0. Os pontos perdidos pelos italianos neste jogo acabariam por ser decisivos para a Squadra Azzurra: o Mundial de 1958 foi, até 2018, o único em que a seleção italiana não conseguiu chegar à fase final.

No acesso ao Mundial de 1962, ocorre uma situação inusitada: Portugal vence a frágil seleção do Luxemburgo por 6-0, em Lisboa, mas acaba derrotado por essa mesma equipa por 4-2 na segunda mão. O restantes embates desse grupo pautaram-se por um empate por 1-1 e uma derrota de 2-0 contra a Inglaterra, resultados considerados normais perante a forte equipa inglesa, que impediram mais uma vez o acesso à fase final. A evolução da seleção portuguesa estava, contudo, à vista - os anos em que a equipa colecionava maioritariamente derrotas começavam a ficar para trás, como acabou por se confirmar em 1966.

Os "Magriços" de Eusébio e a Surpresa em Inglaterra (1965 - 1966)

Portugal qualificou-se pela primeira vez para uma fase final de um Mundial em 1966, evento que decorreu em Inglaterra, deixando a Checoslováquia (vice-campeã em 1962) fora da fase final. Na equipa figuravam vários jogadores que tinham vencido por duas vezes a Taça dos Clubes Campeões Europeus pelo Benfica, como Simões, José Augusto, Coluna e Eusébio. Estes dois últimos eram provenientes da África Portuguesa, que até os anos 1960 não eram muito valorizados no Portugal europeu, mas que passaram a sê-lo através do brasileiro Otto Glória, primeiramente como técnico do Benfica e posteriormente como técnico da seleção. Na fase de grupos, Portugal venceu todos os jogos, derrotando o Brasil (campeão do mundo em título) e a Hungria (semifinalista do Euro 1964) por 3-1, e a Bulgária por 3-0.

Nos quartos de final Portugal defrontou a Coreia do Norte. De nível teoricamente inferior, a equipa norte-coreana surpreendeu os jogadores portugueses ao marcar três golos sem resposta ainda na primeira parte. Portugal acabou por dar a volta ao marcador, vencendo a partida por 5-3. Eusébio foi o grande herói da partida ao marcar quatro golos. Ao finalizar cada golo, o jogador não festejou, optando por correr a ir buscar a bola ao fundo da baliza e repondo-a no meio campo, um gesto que inspiraria gerações futuras de jogadores e que passou a ser comum em situações semelhantes. José Augusto marcou o quinto e último tento.

Na semifinal Portugal viria a ser derrotado pela seleção anfitriã e futura campeã, Inglaterra. Bobby Charlton foi a figura de destaque do encontro, ao marcar dois golos. Eusébio ainda reduziu, de penálti, mas tarde demais para poder alterar o rumo da partida.

No jogo para definir a terceira posição, Portugal venceu a União Soviética por 2-1, terminando em 3.º lugar. Torres marcou o golo da vitória aos 89 minutos.

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