Serge Pey (Toulouse, 6 de julho de 1950) é um poeta, escritor e improvisador oral francês.
É o responsável pela criação das revistas francesas "Émeute" em 1975, e "Tribu" em 1981.
Com uma poesia fundamentalmente popular, redige seus textos em bastões de madeira e tomates, com os quais realiza performances e instalações rituais de seus poemas, criando situações cênicas que vão do canto ao grafite. Cozinha versos em panelas de pressão, dança com os bastões e recita numa entonação ritmada e batida, remontando, por vezes, aos trovadores provençais – uma de suas inspirações declaradas.
Autor de artigos e crítico de arte, defendeu, em 1995, a tese "La Langue arraché", sobre a poesia oral, fundou o movimento de "Poésie Directe" (Poesia direta), além propor e organizar diversas marchas pela poesia por toda a Europa.[carece de fontes?]
Apesar de ter sua obra traduzida para dezenas de línguas, e ser mundialmente renomado, sobretudo por suas tomadas públicas contra o apartheid, aparece em português com apenas alguns fragmentos. A saber: oito poemas traduzidos por Márcio-André, na antologia "Confraria 2 anos" (editora Confraria do Vento, 2007) e um poema na revista "Coyote" (editora Iluminuras, 2007), edição número 15, traduzido por Alckmar Luiz dos Santos.
Atualmente, ensina poesia contemporânea no Centro de iniciativas artísticas (em francês: Centre d’Initiatives artistiques) da Université de Toulouse-Le-Mirail.
J’eux, Muret, ed. Henri Heurtebise, 1974.
Poème pour M. E. après sa mort, Bègles, Castor Astral, 1975.
Minute hurlée, Mexico / Toulouse, Imprimerie 34, 1979.
De la ville et du fleuve, Toulouse, ed. Tribu, 1983.
Vertenebre / Vertenebra, (Luis H. González Córdova, Daniel Sánchez, Felipe Agudelo Tenorio, trad.), Mexico, COMA, 1984.
Le Livre immédiat de Tepotzlán, Mexico, ed. Tribu, 1985.
Bajo la cruz del Sur, breve antología, Santiago du Chili, ed. Sinfronteras, 1986.
La Définition de l’aigle. Photographies du paysage, avec 181 encres de Balbino Giner, Remoulins sur Gardon, Bremond, 1987.
Notre Dame la Noire ou l’Évangile du Serpent / Nòstra Dòna la Negra o l’Evangèli de la Sèrp, (Éric Fraj, trad. e Corneille, serigrafia), trabalho parcialmente sobre madeira, Toulouse, ed.
Poème pour un peuple mort, Limoges, Sixtus, 1989.
Poème du cerf-volant, Aubervilliers, Les Petits Classiques du Grand Pirate, 1989.
Poèmes mis en république, peinture de Yann Febvre (hommage à la conjuration des Égaux de Babeuf), Toulouse, Centre Léonard de Vinci, 1989.