Sergio "Checo" Michel Pérez Mendoza, mais conhecido como Sergio Pérez (Guadalajara, 26 de janeiro de 1990) é um automobilista mexicano que atualmente compete na Formula 1 pela equipe Cadillac. Pérez estreou na categoria em 2011, pela Sauber, e além desta, também competiu pelas equipes McLaren, Force India, Racing Point e Red Bull Racing.
Sergio Pérez é filho de Marilú Mendoza de Pérez e Antonio Pérez Garibay, político mexicano que está sempre nas corridas e é um ferrenho defensor de seu filho. Antonio já foi piloto e afirmou em entrevistas que mudou a data da cesariana de Checo para não coincidir com o dia das 24 Horas de Daytona de 1990, que ele queria comparecer para acompanhar o amigo e piloto Tomas Lopez. O pai de Pérez também já foi agente de pilotos, trabalhando com nomes como Adrián Fernández, que competiu na Champ Car e na Indy entre 1993 e 2005, e Checo cresceu nesse meio. Ele tem uma irmã mais velha, Paola, e um irmão mais velho, Antonio, que também já foi piloto e competiu na NASCAR mexicana.
Sergio Pérez é católico, é casado com Carola Martinez desde 2018 e tem quatro filhos: Sergio Pérez Jr,, nascido em 2017, Carlota, nascida em 2019, Emilio, nascido em 2022 e uma menina nascida em 2023, cujo nome não foi divulgado.
Aos seis anos, em 1996, Pérez iniciou sua carreira no kart. Mas aos 12 anos, Pérez se envolveu em uma confusão com o piloto Klaus Schinkel Jr. durante uma prova da Shifters 125 c.c. e acabou sendo banido das competições de kart de seu país. O piloto e seu pai acusaram a família de Sckinkel de ter abusado de suas conexões na Federação Mexicana de Automobilismo Esportivo para prejudicar a ascensão de Checo.
Em 2004, Perez começou a ser apoiado por Carlos Slim, magnata mexicano dono da Telmex, que patrocinou sua incursão no automobilismo norte-americano. Checo competiu na Skip Barber National Championship (antiga Fórmula Dodge) pela Escuderia Telmex, na qual obteve um pódio, 77 pontos e terminou a temporada em décimo primeiro.
Aos quinze anos, Pérez partiu para a Alemanha "só com a passagem de ida" e chegou a morar em um restaurante de Slim, como o próprio relata em entrevistas. Ele competiu na Fórmula BMW alemã pela 4speed Media, terminando seu primeiro ano na categoria em 14º, com um pódio e 34 pontos. Em seu segundo ano, Pérez mudou para a ADAC Berlín-Brandenburg e obteve dois pódios e 112 pontos, terminando o campeonato na sexta colocação.
Perez participou da décima etapa da temporada de 2006–07 da A1 GP competindo pelo A1 Team México, sendo o terceiro mais jovem a competir na categoria. A rodada dupla foi disputada em Xangai, e na primeira corrida, Pérez terminou em décimo quinto. Na segunda, ele abandonou.
Em 2007, Pérez competiu na Fórmula 3 Inglesa pela T-Sport na National Class. Checo foi campeão ao obter catorze poles, catorze vitórias, dezenove pódios e 376 pontos. Ele seguiu na F3 Inglesa em 2008, mais uma vez representando a T-Sport, mas agora na categoria principal. Pérez competiu contra futuros colegas da F1, como Marcus Ericsson, Brendon Hartley, Max Chilton e Jaime Alguersuari, com o mexicano vencendo quatro etapas, fazendo sete pódios e brigando pelo título, que acabou indo para Alguersuari. Já Pérez encerrou o ano em quarto lugar, com 195 pontos.
Pérez competiu na GP2 Asia Series e na GP2 Series por duas temporadas. A sua primeira participação na GP2 Asia foi em 2008-09, pela equipe Campos Grand Prix, tendo como companheiro de equipe o futuro piloto da F1 Vitaly Petrov. O mexicano conseguiu duas vitórias, três pódios e 26 pontos, ficando em sétimo lugar. Já na GP2 Series, Pérez competiu pela Arden International, tendo Edoardo Mortara como companheiro de equipe e Christian Horner como chefe. Pérez conseguiu apenas dois pódios, encerrando a temporada em 12º, com 22 pontos.
Na sua segunda participação nessas categorias, Pérez foi para a Barwa Addax Team. Na Asia Series de 2009-10, o mexicano participou apenas de duas etapas, substituindo Luiz Razia, e obteve cinco pontos, ficando em 15º no campeonato de pilotos. E na GP2 Series, Pérez correu ao lado de Giedo van der Garde e travou um duelo com Pastor Maldonado, chegando à última rodada precisando da vitória, mas acabou perdendo o título para o venezuelano por dezesseis pontos.
No dia 4 de outubro de 2010, a equipe Sauber anunciou o mexicano como piloto titular para a temporada de 2011 da Fórmula 1.
Em 2011, durante o Grande Prêmio da Espanha, Pérez marcou os primeiros pontos na categoria, ao chegar na nona posição.
No treino classificatório do GP De Mônaco de 2011, ele perdeu o controle do carro após sair do túnel e depois de tocar o guard-rail, bateu fortemente contra o muro de proteção. O piloto mexicano chegou a perder a consciência e foi levado para o hospital, onde foram constatados uma fratura na perna esquerda e uma concussão. Com o acidente, o piloto não largou em Mônaco e ficou fora também da etapa seguinte, no Canadá, sendo substituído por Pedro de la Rosa.
Em 2012, Perez subiu pela primeira vez ao pódio, ao chegar em segundo lugar no Grande Prêmio da Malásia, segunda etapa do campeonato. O piloto foi o primeiro a parar nos boxes para colocar pneus de chuva e por isso ganhou vantagem sobre seus adversários.
No Grande Prêmio do Canadá, Pérez voltou a subir ao pódio, dessa vez em terceiro lugar. O piloto largou na décima quinta colocação, porém, com uma estratégia arriscada, de apenas uma parada, conseguiu se recuperar. O chefe da equipe Peter Sauber, sugeriu que a boa adaptação ao carro da escuderia pode ter sido o motivo do bom desempenho do piloto. O resultado rendeu elogios de Luca Baldisseri, líder da Academia de Pilotos da Ferrari, que destacou o autocontrole do piloto mexicano.
O terceiro pódio da temporada veio no Grande Prêmio da Itália. Após largar em décimo terceiro lugar no grid, com pneus duros, Pérez conseguiu prolongar seu tempo na pista até o pit-stop, quando trocou para pneus médios, conseguindo então um ritmo melhor que seus adversários, que se encontrava com os duros, ganhando assim, várias posições até chegar em segundo lugar.
Ao final de setembro de 2012, com o anúncio da transferência de Hamilton da McLaren para a Mercedes na temporada seguinte, o bom desempenho de Pérez lhe rendeu uma vaga na escuderia inglesa para 2013. O mexicano chegou a dizer que estava "realizando um sonho" ao ingressar na equipe. Após o acerto, entretanto, o mexicano não pontuou mais na temporada e completou apenas três de seis corridas.
Pérez estreou na McLaren cercado de expectativas de que ao menos, ele recuperaria seu bom desempenho. Mas seu melhor resultado foi um quinto lugar no GP da Índia e foi apenas o 11º colocado, com 49 pontos, abaixo de seu companheiro Jenson Button, que ficou em nono lugar, com 73 pontos.