Sigrid Hjertén (Sundsvália, 27 de outubro de 1885 – Estocolmo, 24 de março de 1948) foi uma pintora sueca, adscrita ao expressionismo.
Estudou artesanato e design em Estocolmo, graduando-se como professora de desenho.
Passou um tempo em Paris, recebendo a influência de Matisse e Cézanne, o que se demonstra no uso da cor contrastando com uns contornos muito simplificados, esforçando-se por encontrar as formas e as cores que possam transmitir as suas emoções.
Em 1912 realizou a sua primeira exposição em Estocolmo, participando desde então em numerosas exposições tanto na Suécia como no estrangeiro. Na sua obra descreveu o papel que desempenhava como artista, mulher e mãe, diferentes identidades em mundos diferentes.
Entre 1920 e 1932 residiu em Paris, começando a manifestar-se a sua dolência esquizofrênica, o que se denotou na sua obra, com cores mais obscuras e composições retesas, refletindo o seu sentimento de angustia e abandono. De volta ao seu país, desde 1938 viveu hospitalizada. A modo de tratar a sua esquizofrenia, foi-lhe praticada uma lobotomia em 1948. Faleceu por complicações após tal procedimento.
Algumas obras de Sigrid Hjertén
Interior de ateliê (Ateljéinteriör, 1917, Museu Nacional de Belas-Artes da Suécia, em Estocolmo)
Autorretrato (Självporträtt, 1914, Museu de Arte de Malmö, em Malmö)
Sigrid Hjertén, Annika Gunnarsson, en Moderna museet - boken, ed. Cecilia Widenheim et al., Estocolmo : Moderna museet, 2004 ISBN 9171007245
Katarina Borgh Bertorp, Sigrid Hjertén : l'hértière de Matisse du Grand Nord : heir of Matisse from the Far North, Paris: Centre Culturel Suédois, 1997
Anita Goldman, I själen alltid ren : Om Sigrid Hjertén, Estocolmo: Natur och kultur, 1995, ISBN 91-27-05485-3