José Siqueira Barros Júnior, mais conhecido como Sikêra Júnior (Palmares, 17 de junho de 1966), é um apresentador de televisão, cantor, radialista, ator e político brasileiro, filiado ao Republicanos. Comandava o programa Alerta, na TV A Crítica, em Manaus. Entre 2020 e 2023, comandou o Alerta Nacional, na RedeTV!, pra todo o Brasil. Sikêra Júnior também é conhecido por ser controverso e fazer declarações consideradas racistas, homofóbicas, machistas e misóginas, além de negacionistas sobre a COVID-19.
Nascido em Palmares, começou a carreira no rádio aos 14 anos. Em 2000, ingressou como repórter na TV Alagoas (atual TV Ponta Verde) e, no final de 2016, tornou-se viral nas redes sociais após jogar uma "praga" contra os usuários de maconha. Suas apresentações tornaram-se memes e difundiram-se rapidamente na internet. Sikêra tem mais de 6 milhões de seguidores no Instagram e um canal no YouTube com cerca de 5 milhões de inscritos.
Nascido em Palmares, começou a carreira no rádio aos 14 anos na Rádio Cultura dos Palmares. Ainda em Pernambuco, trabalhou em outras rádios da região e na Globo Nordeste.
No ano 2000 ingressou como repórter na TV Alagoas (atual TV Ponta Verde). Em 2012, assumiu a titularidade do Plantão Alagoas. No final de 2016, tornou-se viral nas redes sociais, após jogar uma "praga" contra os usuários de maconha e afirmar que "eles iriam morrer antes do Natal". Contudo, seu sucesso quase mudou completamente ainda no final daquele ano, pois Sikêra sofreu ataque cardíaco que quase ceifou-lhe a vida, provocando o seu afastamento na apresentação do Plantão Alagoas por um tempo. Após ficar um mês afastado devido a um infarto no início de 2017, surpreendeu o público retornando ao seu programa dentro de um caixão e fazendo novas provocações aos usuários de maconha.
No ano de 2018, aceitou proposta do Sistema Arapuan de Comunicação, em João Pessoa, com quem assinou contrato para apresentar o programa policial Cidade em Ação, da TV Arapuan, na época afiliada à RedeTV!, cuja estreia ocorreu no dia 12 de março de 2018.
Declarações discriminatórias e processo
Em 5 de junho de 2018, o apresentador proferiu ao vivo no programa policial, falas consideradas discriminatórias, machistas, misóginas e racistas contra uma mulher negra que estava sob custódia em uma cadeia pública de João Pessoa. No vídeo, ele afirma que "mulher que não pinta as unhas é sebosa e nojenta" e também fez gestos que simulavam o uso de barbeador de lâminas nas genitálias e nas axilas, indicando que mulheres que não se depilam também seriam "sebosas". Em determinado momento das agressões, ele também afirma que as narinas da mulher parecem uma "venta de jumenta".
Por conta das declarações, o Ministério Público Federal (MPF) ajuizou, em junho de 2021, uma ação civil pública em que pede a condenação de Sikêra para reparar o dano moral coletivo decorrente de discurso de ódio às mulheres. À Justiça, o MPF pede que o apresentador indenize em 200 mil reais a mulher negra que teve a dignidade ofendida por ele, além do pagamento de 2 milhões de reais a entidades feministas ou de promoção de direitos humanos ou, alternativamente, ao Fundo Nacional de Direitos Difusos.
Em 14 de junho de 2019, apresentou pela última vez o programa Cidade em Ação e deixou a TV Arapuan, de João Pessoa, para assinar com a TV A Crítica, de Manaus, onde apresentava o programa policial Alerta Amazonas, cuja estreia ocorreu em 23 de julho de 2019.
Em dezembro de 2019, foi anunciado como novo apresentador da RedeTV!, onde comandava o Alerta Nacional, seu primeiro programa em rede nacional e também o primeiro programa em rede nacional gerado a partir de Manaus. A estreia do novo projeto aconteceu no 28 de janeiro de 2020, a partir das 18 horas, no horário de Brasília.
Quando a RedeTV! colocou Sikêra Júnior em rede nacional, a resposta do público foi positiva, sendo que o programa Alerta Nacional chegou a triplicar os números de audiência do canal em relação aos registrados pela emissora naquela faixa horária anteriormente. Porém, com a baixa audiência e a repercussão negativa que o programa e o apresentador tiveram nos últimos anos, devido a declarações polêmicas, a emissora anunciou em 08 de abril de 2023 a rescisão de contrato com Sikêra (que iria até 2027) e o fim da parceria com a TV A Crítica, causando também o fim do Alerta Nacional, que ocorreu no dia 17 (seria no dia 28, mas foi antecipado devido ao retorno de Sikêra ao jornal, que no dia 18, após um período de recuperação de doença).
Sikêra Júnior posteriormente processou a RedeTV! para determinar se a empresa repassava corretamente valores de anunciantes e de merchandising que lhes eram devidos, bem como por conta da quebra de contrato, que originalmente tinha término previsto em 2027.
Em março de 2020, o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Amazonas (SJP-AM) divulgou uma nota de repúdio contra Sikêra Júnior, após o apresentador declarar que "em redações de jornais e de TVs existem os que escrevem contra o país (...) [e os] que só querem atrapalhar (...) as outras emissoras de televisão no Brasil, quesito TV e rádio, estão mudando. A gente vai tirar quem tá atrapalhando, quem só escreve contra o país, quem só quer atrapalhar o processo, né? Quem quer torcer contra (...) chega de tanto esquerdista escondido nas redações das TVs".
Em nota, o sindicato disse que "a fala do apresentador de TV agride a função social e a ética do jornalismo e dos jornalistas". Como resposta, o apresentador expôs a presidente do sindicato em rede social dizendo: "Essa é Dora Tupinambá, presidente do Sindicato dos Jornalistas do Amazonas. A que fez nota de repúdio contra mim! Tá explicado". O comentário é devido a duas fotos de Dora Tupinambá, com as legendas que dizem: "Mulher não vota em Bolsonaro" e "#EleNão" Em uma terceira imagem tem uma publicação do SJP-AM com a imagem de Marielle Franco.
Na mesma época, entre 2019 e 2020, o apresentador teria atacado sem provas a TV Globo e seus executivos, levando, tempos depois, a um processo judicial.
Em janeiro de 2025, o apresentador foi condenado a pagar R$ 100 mil à TV Globo por conta do processo referente aos ataques contra a emissora. Cabe recurso.
Assim como o presidente Jair Bolsonaro, o apresentador vinha apresentando um posicionamento contra o isolamento social, minimizando a doença em alguns aspectos em meio a pandemia de COVID-19. Ele também defendeu tratamentos sem eficácia comprovada contra a doença, como a cloroquina. Segundo um documento apresentado na CPI da Covid pela Secom (Secretaria Especial de Comunicação Social) em junho de 2021, o Governo Jair Bolsonaro repassou 120 mil reais de cachê ao apresentador sob a justificativa de que ele teria participado de sete campanhas publicitárias do governo, entre elas está a do 'Cuidado Precoce para a Covid-19', que indicava o tratamento logo após os primeiros sintomas, pela qual Sikêra recebeu 24 mil reais.
Em outubro de 2020, Sikêra foi hospitalizado como suspeito de um dos portadores do vírus. No entanto, seu primeiro teste teve diagnóstico negativo para o COVID-19. Posteriormente, no Alerta Nacional confirmou ter sido infectado pelo coronavírus, onde também declarou que se arrependeu de ter subestimado a doença. Em 23 de abril de 2020, foi afastado do programa por um mês, em virtude dele ter apresentado diversos sintomas do COVID-19, durante a pandemia do novo coronavírus. No dia anterior, ele passou mal enquanto apresentava o programa e foi substituído urgentemente na edição regional do programa pela jornalista Mayara Rocha. Após ter testado negativo, foi confirmado em uma contraprova, em 29 de abril, que o apresentador estava com a doença.