Simão Episcópio (8 de janeiro de 1583 – 4 de abril de 1643, foi um teólogo neerlandês e remonstrante que teve um papel significante no Sínodo de Dort em 1618. O seu nome é a latinização do seu nome em holandês Simon Bischop.
Nasceu em Amsterdã, em 1600 entrou na Universidade de Leiden, onde estudou teologia com Jacó Armínio, cujo ensinamento seguiu, e também com Franciscus Gomarus. Graduou-se mestre em 1606, porém a sua indicação como ministro foi questionada pelo lado calvinista. Ele foi para a Universidade de Franeker, onde ouviu Johannes Drusius. Em 1610, o ano em que arminianos apresentaram a Remonstrância aos Estados da Holanda, tornou-se pastor em Bleyswick, uma vila próxima a Roterdã. No ano seguinte advogou a causa dos Remonstrantes na conferência de Haia e novamente em Delft in 1612.
Em 1612 tornou-se professor de teologia em Leiden, a sua indicação despertou a inimizade de alguns calvinistas. Ele foi atacado por Festus Hommius em Specimen controversiarum Belgicarum (1618).
No Sínodo de Dort em 1618, Episcópio foi escolhido como o porta-voz das treze representações dos Remonstrantes antes do sínodo, mas a sua representação foi recusada quando não se submeteu a ordem de discussão do Sínodo - a qual era para primeiro apresentar os argumentos bíblicos das opiniões dos Remonstrantes. No final das sessões do sínodo em 1619, Episcópio e os outros doze representantes arminianos foram privados de seus ofícios e foram expulsos do país.
Episcópio retirou-se para Antuérpia e, finalmente, para a França, onde viveu parte em Paris parte em Rouen. Ele dedicou a maior parte de seu tempo aos escritos em apoio à causa arminiana, mas a tentativa de Luke Wadding para convertê-lo ao catolicismo envolveu-o também em uma controvérsia. Após a morte de Maurício, príncipe de Orange (1625), a violência contra a controvérsia arminiana começou a diminuir, e Episcópio foi permitido a retornar ao seu próprio país em 1626. Na igreja Remonstrante em Roterdã foi nomeado pregador e depois reitor da faculdade Remonstrante em Amsterdã, onde morreu.
Em 1672 apareceu De iure naturae et gentium. Este trabalho tomou em grande parte as teorias de Grotius e muitas ideas de Hobbes, acrescentando a elas as próprias ideas de Pufendorf para desenvolver o direito das nações. Pufendorf argumenta que a lei natural não se estende além dos limites desta vida e apenas regula apenas os atos externos. Ele também desafia a tese hobbesiana de um estado de natureza que é um estado de guerra ou conflito. Para Pufendorf também existe um estado de natureza, mas é um estado de paz. Essa paz natural, no entanto, é fraca e incerta. Em termos de direito público, que reconhece o Estado (civitas) como uma pessoa moral (persona moralis), Pufendorf argumenta que a vontade do Estado nada mais é do que a soma das vontades individuais que estão associadas a ela; portanto, o estado precisa se submeter a uma disciplina essencial para a segurança humana. Essa "submissão", no sentido de obediência e respeito mútuo, é para Pufendorf a lei fundamental da razão, que é a base da lei natural. Ele acrescenta que o direito internacional não deve ser limitado ou restrito apenas às nações cristãs, mas deve criar um vínculo comum entre todos os povos, uma vez que todas as nações fazem parte da humanidade.
De Officio Hominis et Civis Juxta Legem Naturalem
Em De Officio Hominis et Civis Juxta Legem Naturalem ("Sobre o dever do homem e do cidadão"), Pufendorf divide os deveres em várias categorias: deveres para com Deus, deveres para consigo mesmo e várias formas de dever para com os outros. Os deveres para consigo mesmo foram classificados como "deveres da alma", como desenvolver habilidades e talentos, e "deveres do corpo", que envolvem não fazer mal a si mesmo.
As principais obras de Episcópio foram Confessio declaratio sententiae pastorum gui in foederato Beiglo Remonstrantes vocantur super praecipuis artscuf is religionis Christianae (1621), a sua Apologia per confessione (1629), o seu Verus theologus remonstrans e sua obra incompleta Institutiones theologicae. A vida de Episcópio foi escrita por Philipp van Limborch, e também foi prefixada pelo seu sucessor Étienne de Courcelles (Curcellaeus) (1586–1659) uma edição com uma coletânea das suas obras, publicada em dois volumes. (1650–1665).
Craig L. Carr (ed.), The Political Writings of Samuel Pufendorf (Oxford 1994)
Elementorum iurisprudentiae universalis (1660)
von Pufendorf, Samuel (1660). Elementorum Iurisprudentiae Universalis libri duo [Elements of Universal Jurisprudence] (em latim). Haga Comitum: Adriani Vlacq
von Pufendorf, Samuel (1663). De Obligatione Adversus Patriam (em latim). Heidelbergae: Wyngaerden
De rebus gestis Philippi Augustae (1663)
von Pufendorf (alias de Monzambano), Samuel (alias Severinus) (1667). De statu imperii Germanici ad Laelium fratrem, Dominum Trezolani, liber unus (em latim). Geneva: Petrum Columesium
De statu imperii Germanici (Amsterdam 1669)
von Pufendorf, Samuel (1672). De Jure Naturae Et Gentium Libri Octo [On the Law of Nature and of Nations] (em latim). Londini Scanorum: Junghans
von Pufendorf, Samuel (1673). De Officio Hominis et Civis Juxta Legem Naturalem [On the Duty of Man and Citizen According to Natural Law] (em latim). Londini Scanorum: Junghans. OCLC 759611925